domingo, 2 de setembro de 2007

Google e a viajem dos e-mails

Olha só o video que o ggogle criou para mostrar como os e-mails chegam até nós, ou melhor, como estas pobres mensagens viajam pelo espaço cibernético.
Bem engraçado:

sábado, 1 de setembro de 2007

Saiba escolher e-mail marketing

É comum empresas ainda desconhecerem requisitos mínimosComo o assunto "e-mail marketing" no mercado brasileiro é relativamente novo, é comum encontrarmos empresas que ainda desconhecem os requisitos mínimos e políticas para se trabalhar corretamente com marketing digital.É crescente o número de empresas que oferecem soluções para o envio de e-mail marketing. As opções, na hora de contratar, são muitas. Para orientar a escolha do fornecedor, relaciono alguns pontos que devem ser considerados. Mesmo que alguns dos itens listados não se encaixem com a sua realidade atual, é importante conhecê-los para um planejamento de crescimento.Suporte ao planejamentoÉ de extrema importância escolher um fornecedor que ofereça suporte técnico e possua equipe especializada para auxiliar no planejamento de suas ações. Além do suporte ao planejamento da campanha, que é essencial para obter resultados satisfatórios, o fornecedor deve auxiliá-lo na produção de templates otimizados, alinhamento dos pontos de conversão no website e integração entre plataformas. A importância do template bem formatado está inteiramente ligada à performance do e-mail marketing. Os pontos de conversão no website devem ser estipulados para medir o retorno da campanha após o clique na mensagem. Muito mais do que oferecer uma solução de integração entre plataformas, é preciso avaliar o nível de suporte oferecido pela solução contratada para que este processo seja simples, ágil e bem-sucedido.Performance x anti-spamQuando falamos em performance, é comum não darmos a devida importância às políticas anti-spam utilizadas por provedores. Parece fantástico entregar 300.000 e-mails por hora. Mas será possível manter tal performance se boa parte dos endereços de e-mail forem do mesmo provedor?Conheço ferramentas de e-mail marketing que apresentam índices altíssimos de entrega. Porém, as taxas de aberturas e cliques são extremamente pequenas. Esta é uma evidência de que as mensagens não estão sendo entregues na caixa de entrada dos destinatários, provavelmente, barradas por anti-spam. Antes de escolher o fornecedor, verifique se a solução oferece relatórios claros e detalhados para auditoria das entregas. Certifique-se como funciona o tratamento dos erros (bounces). O ideal é o sistema não os devolver para o seu e-mail e sim tratá-los automaticamente e apresentar, separadamente, erros e e-mails devolvidos. Questione o fornecedor sobre o monitoramento da reputação dos servidores junto aos órgãos de auditoria e sistemas de autenticação como o DKIM (Domain Keys Identified Mail). O método DKIM gera uma assinatura digital para envio dos e-mails, o que possibilita aos provedores de internet validarem a autenticidade do remetente e a integridade da mensagem.IntegraçãoO termo SOA (Service-Oriented Architecture) é um estilo de arquitetura de software que permite que as funcionalidades implementadas pelas aplicações sejam disponibilizadas na forma de serviços. É a transformação das ferramentas de trabalho em serviços que, interligados, podem ser reaproveitados para servir novas funcionalidades ao seu negócio.A criação de serviços interligados e o reaproveitamento dos mesmos são cruciais para uma boa arquitetura de TI e redução de custos.Verifique se a solução a ser contratada oferece web-services para integrar, de forma simples e flexível, os pontos de captura de cadastros opt-in, de forma a evitar o trabalho manual. Enriqueça o CRM e sua força de vendas com a integração de históricos e envios de e-mails automáticos.ExperiênciaProcure referências de empresas que utilizem soluções diferentes antes de fazer a escolha pelo preço. A pesquisa, nesta etapa, é fundamental.Ainda no processo de decisão, faça o opt-in em web-sites de empresas que utilizam a solução escolhida e acompanhe os recebimentos. Assim, você poderá auditar, por exemplo, como o opt-out é realizado. Este é um ponto importante para a redução de taxas de reclamação por spam e auxilia na qualificação da reputação dos servidores de envio de e-mail marketing.*Ceo da Virid Interatividade Digital

Kotler: Observe o mercado para conquistar novos clientes

“Identifique os prospects ideais para qualquer coisa que você pretenda vender”, ensinou o especialista mundial em marketing, Philip Kotler, no segundo dia do Fórum Mundial de Estratégia e Marketing, promovido pela HSM. Ele relatou, em sua conferência, os principais pontos a serem abordados no marketing de precisão para conquistar e manter clientes lucrativos. “Avalie o público ideal para comprar o seu produto em razão das atividades que realiza, dos interesses que possui e das opiniões defendidas. Afinal, estudar o estilo de vida de um público-alvo é fundamental para conquistá-lo”, comentou, ao explicar que aqueles que assistem TV com freqüência devem ser abordados de maneira diferente daqueles que passam muito tempo surfando na Internet.“Se você definiu isso, atingiu o centro vermelho, mas não deixe de prestar atenção no círculo branco, onde estão os considerados não clientes”, disse o especialista, ao comparar a atividade com um painel de dardos. Ele expõe que o fundamental é focar os clientes em potencial, e que não é preciso dispensar muito tempo com o público “não cliente”. Contudo, não é irrelevante entender quais são as resistências dessa parcela da população para poder vencê-las. “Sempre existe algo plausível a ser feito”, disse, ao relatar que uma fabricante americana de tacos de golfe resolveu estudar o motivo que fazia com que muitos aposentados não jogassem golfe, apesar do tempo e do capital financeiro disponível.A empresa teve, então, aquilo que Kotler chama de insight e de palavra quente do marketing de hoje. Com base em uma pesquisa, a empresa descobriu que o motivo que fazia com que essas pessoas não jogassem golfe era a vergonha de segurar os tacos, bater na bola e não acertar. A empresa resolveu então tentar conquistar aquela promissora fatia do mercado. Criou um taco tão grande que os praticantes não poderiam errar a bola. Muita gente começou a jogar em razão do novo taco. Perceber o que está por trás – Tão importante quanto realizar uma pesquisa é compreender suas entrelinhas. Ele explica que uma pesquisa de atitude é sempre superficial. “As pessoas nunca dizem a verdade”, garantiu, ao sugerir como teste que o estrategista pergunte a um amigo o motivo que o levou a comprar um modelo de veículo da marca Mercedes. “Ele dirá que se sentiu atraído pela engenharia do veículo”, apostou.
Ferramentas de marketing usadas para manter clientes – Para ilustrar as ações mais eficazes para assegurar a fidelidade dos clientes, Kotler mencionou quatro tópicos fundamentais: como melhorar o papel do profissional da área nas relações de marketing das empresas; como descobrir novas oportunidades; como encontrar novas oportunidades para se comunicar; e como encontrar novas tecnologias.“O marketing não se resume a táticas, mas em centrar o foco no cliente. É muito mais amplo que uma função promocional”, expôs o especialista em marketing ao enfatizar o conceito holístico em que este deve estar inserido. “É preciso atrair, reter e aumentar, fazer com que aquele cliente gaste mais com um portfólio mais amplo de produtos”. E exemplificou que um banco deve sempre tentar vender diferentes tipos de seguros para o mesmo cliente.Kotler também expôs a importância do marketing socialmente responsável, que envolve ética e responsabilidade social corporativa. “Esse é um conceito novo, ainda praticado de maneira tímida e não sistemática, mas acho fundamental que as empresas se questionem sobre o motivo que não as leva a fazê-lo de maneira sistemática, afinal tudo aquilo que for feito de maneira diferente um dia será copiado e o cliente que tiver dúvidas no momento de optar por produtos semelhantes de marcas diferentes podem escolher aquele item da empresa que pratica esse tipo de marketing”. O especialista explicou que muitas empresas concentram seus esforços em produtos para o cliente final, e o marketing tem muito a fazer antes de a equipe de vendas entrar em ação. “São áreas diferentes, mas devem interagir”, revelou, ao mencionar a importância do business to business, por exemplo. Sem conquistar o varejista, responsável pelos espaços que o produto de cada empresa ocupa nas gôndolas de um grande mercado, o esforço de marketing perde um pouco da sua força.Obter idéias dos clientes – Na opinião de Kotler, uma eficiente maneira de conquistar clientes é considerar seus anseios, perceber como usam o produto e entender quais os problemas apresentados por itens adquiridos. Também enfocou a importância de questionar os consumidores acerca de itens considerados por eles ideais. “Incentivar um cliente a modificar ou aperfeiçoar um produto pode resultar em novas idéias. Uma mulher questionada acerca do carro capaz de satisfazer suas necessidades pode sugerir o desenvolvimento de um banco giratório que não dificulte sua saída do carro quando sua roupa for um vestido. E, esse tipo de sugestão pode resultar em bons negócios”, mencionou.

O marketing lateral – Existem muitas maneiras de vender produtos, como o cereal, e várias maneiras de criar novos sabores e linhas. É preciso apenas acrescentar outros itens. Contudo, o diferencial não se resume apenas em desenvolver novas marcas e razão de sabores, mas também a maneira de vender. Entra em cena então o marketing lateral, que combina idéias e estimula o desenvolvimento de uma maneira diferente de fazer com que o produto ou serviço chegue ao cliente. Kotler relatou que a Kellogg’s descobriu uma maneira de fazer isso. Percebeu que alguns de seus clientes, principalmente os homens, levavam para o trabalho um saquinho com cereal para comerem durante o dia. A empresa notou então a oportunidade de desenvolver um produto que agregasse ao sabor a facilidade. Criou as barrinhas de cereal, ou seja, variou a maneira de vender seus produtos, agora disponíveis também fora das caixas.Novas maneiras de se comunicar – Diante da existência de vários tipos de mídia e diferentes situações capazes de estabelecer contato com o cliente, Kotler retratou que até idéias aparentemente descabidas devem ser consideradas. Ele lembrou a história de um jovem que queria vender apartamentos pela Internet. E, mesmo sem apostar totalmente na idéia, o chefe do profissional permitiu que ele realizasse a façanha. A idéia conquistou os clientes, mas o principal motivo do sucesso está atrelado ao enfoque da ação. O jovem direcionou seus esforços àqueles que deixam seus paises para trabalhar temporariamente em outros lugares. Aqueles que desejavam trabalhar no Japão eram contatados pelo jovem, que oferecia desconto de 30% para aqueles que fechassem negócio antes de embarcarem. “É em razão desse tipo de percepção acerca do mercado que acredito na necessidade de as empresas contratarem sempre gente nova, adepta do mundo on-line”.

Insights podem mudar paradigmas

Disposto a mudar paradigmas, Carlos Ricardo, diretor de marketing da PepsiCo do Brasil, que alavancou as vendas da marca de refrigerantes 7UP, percebeu uma excelente oportunidade de negócios no crescente mercado de águas, que culminou no lançamento da H20H.O produto chegou ao mercado graças àqueles que Carlos Ricardo acredita serem os pilares de sustentação de uma estratégia de sucesso: os insights. “Eles são vitais em um processo de inovação”, relata o dirigente que há doze anos na PepsiCo aposta que o mundo demanda intensa produtividade e se move com base em idéias inovadoras.Perceber uma oportunidade e apostar no lançamento de um novo produto exigiu pesquisas de mercado que, depois de realizadas com clientes da PepsiCo no mundo, precisaram ser compreendidas. “Tivemos de entender os anseios da população para atendermos suas demandas”, lembrou, ao relatar que o caminho para chegar ao produto final, idealizado pelo consumidor, foi alterado algumas vezes. “É diante do fracasso que temos a oportunidade de melhorar”, apostou Carlos Ricardo.Variações da 7UP foram lançadas, mas o sucesso demandou um novo padrão de referência, com novos atributos. Foi preciso abandonar o conceito da bebida e criar um novo produto, totalmente diferente. Porém, o início do processo foi baseado no sucesso da 7UP, hoje a marca de refrigerantes mais comercializada no mundo, com vendas, no varejo superiores a US$ 1 bilhão. “Para continuarmos crescendo, precisávamos de uma grande idéia”, comentou, ao expor que esse insight surgiu há quatro anos, quando a PepsiCo registrou o crescimento consolidado de 11% da marca no mercado mundial, que cresce apenas 3%, segundo o diretor de marketing da empresa, segunda maior do mundo no mercado de alimentos e bebidas, atrás apenas da Nestlé. Para alavancar as vendas, Carlos Ricardo traçou metas, que tinham como objetivo promover mudanças inovadoras em comunicação, embalagens e produtos. Mercados comoditizados também ganham novos paradigmas – Mudar conceitos em uma história de mais 110 anos, que teve início com uma guerra entre uma marca azul e outra vermelha, não é uma tarefa fácil nem tampouco impossível.
Por ser um dos mais célebres nichos de disputa do mundo de marketing, o desafio ganhou perspectivas ainda maiores. Carlos Ricardo explica que muitas marcas proliferam no mercado, mas nem todas são regidas por novos conceitos. “Precisávamos de outros olhos, que norteassem nossos esforços ao público “pós-teen” que, segundo nossas pesquisas não eram consumidores de bebidas não carbonatadas”, retrata o dirigente da empresa que ao copilar os anseios da população percebeu o desejo por produtos mais saudáveis que não comprometessem o prazer. “Era essa a oportunidade de atender o mercado com um produto inovador. Decidimos encontrar a receita de uma bebida que garantisse a saudabilidade da água, mas não privasse o consumidor do prazer ofertado pelo sabor do refrigerante”.A soberania da estratégia sobre a competitividade do mercado – Corresponder ao desafio de encontrar um conceito diferenciado, com valor agregado e rentabilidade, em uma categoria comoditizada envolveu dedicação e esforço. “O público nos mostrou que o caminho era encontrar uma solução de bebida que não engordasse, tivesse pouco gás e ainda fosse saudável. Chegamos à inovadora fórmula da H20H, que é um sucesso de vendas”, finaliza.

Crie novas demandas pela estratégia do oceano azul

Crie novas demandas e não apenas bata a concorrência, mas a torne irrelevante. Este, que é um sonho para as companhias, é o foco central da teoria do oceano azul, criada pelo professor W. Chan Kim, em co-autoria com Renée Mauborgne. “As empresas lutam por um mesmo nicho de mercado, esquecendo-se de todos os não-clientes, que correspondem a mais de 90% do setor. O Oceano Azul significa buscar atender esse 90%”, disse Kim, em palestra realizada nesta terça-feira, 28 de agosto, no Fórum Mundial de Estratégia e Marketing, da HSM.Segundo Kim, a principal chave por trás da criação desse conceito é a criatividade, ou seja, buscar um serviço ou produto que abrace todos os não-consumidores de um determinado nicho, esmagando assim a concorrência, focada no oceano vermelho, onde todos lutam pelos mesmos consumidores e oferecem o mesmo tipo de produto.É certo que a criatividade é essencial, porém, até que ponto ela funciona efetivamente para criar esses novos mercados? “Criatividade é uma coisa muito boa, todos sabem disso”, começou Kim. “Porém, há uma série de exemplos nos quais uma grande idéia levou a empresa a perder milhões. Ter apenas criatividade não basta”, alertou.Os três pilares – A criatividade, portanto, se por um lado é a chave do oceano azul, por outro pode se tornar uma grande armadilha. Como então saber se estamos rumando ao oceano azul com uma grande idéia, ou para o caminho do fracasso? Segundo o professor de Estratégia e International Management do INSEAD (França), a segunda maior escola de negócios do mundo, o segredo repousa em três tópicos fundamentais.“Por trás de todo produto há um processo, e por trás do processo há pessoas. Para a engrenagem funcionar, é preciso ter essa tríade criativa funcionando igualmente bem”, explicou.Assim, segundo Kim, é imprescindível para o bom funcionamento da estratégia do oceano azul que esses três setores da empresa funcionem de forma criativa, em sintonia, e, claro com excelência na execução.Nintendo e música clássica – Para ilustrar sua revolucionária teoria, o professor apresentou uma série de exemplos que mostram como uma idéia criativa e uma estrutura bem fundamentada podem levar uma companhia ao sucesso.O exemplo mais marcante é o do videogame Wii, lançado pela Nintendo no final do ano passado. O produto marcou a retomada da companhia asiática no concorrido mercado de games, superando concorrentes fortes, como a Sony, com seu PlayStation III, e a Microsoft, com o Xbox.

O segredo por trás de tamanho sucesso foi a grande idéia de buscar os até então não usuários de vídeo games, como pais, avós e crianças pequenas. “Eles criaram um produto simples, mostrando que a tecnologia não deve ser entendida como produto, mas sim como uma ferramenta para satisfazer o cliente”, disse.Outro exemplo ficou por conta da orquestra do maestro André Rieu, que conseguiu superar o pouco lucro e a alta concorrência do setor criando um novo espetáculo, que abraça os pontos fortes da música clássica e a animação dos espetáculos pop. “É um exemplo clássico de oceano azul, pois ele saiu de um oceano vermelho de concorrência sangrenta para singrar mares calmos”, disse.Siga no oceano azul - É certo que para qualquer companhia que seja, criar sua própria demanda e tornar irrelevante a concorrência é um sonho. Uma vez atingido, porém, há como manter-se sempre no topo?De acordo com Kim, não há como uma empresa estar permanentemente acima das concorrentes devido ao natural fluxo volátil do mercado. Porém, há como retardar esse processo, e como trabalhar para criar novos oceanos azuis depois que o primeiro tenha se tornado vermelho pela chegada dos concorrentes.“Há como copiar produtos ou serviços, porém, não há como recriar culturas, atitudes e a criatividade das pessoas”, salientou. Assim, segundo ele, a companhia estará não apenas resguardando melhor seu oceano azul, como também garantindo seu futuro.Diferenciação a baixo custo - Engana-se quem pensa que o oceano azul é focado em alto investimento, assim como as estratégias para se ganhar mercado dentro do mesmo nicho do oceano vermelho. Segundo Kim, trata-se de um trabalho de diferenciação a baixo custo.“Peguemos novamente o exemplo da Nintendo”, disse ele. “O Wii é mais simples que os demais produtos no mercado, requer menos investimento, é mais barato para o consumidor final, e nem por isso deixou de se tornar um sucesso, batendo concorrentes cujo investimento em tecnologia era muito maior”, exlicou. Segundo ele, quando se trata de investimentos, o propósito do oceano azul é de gerenciar os riscos antes de eles serem tomados. “Há como mensurar se uma estratégia nova que ainda não foi lançada é ou não um oceano azul, basta checar dados como: o projeto atinge um novo público ou não; se tem investimento menor; e se conta com a tríade criativa de dentro da empresa funcionando bem”, concluiu.

Cross-Media: A Internet cada vez mais presente

Conceitualmente, o que chamamos de "cross-media", nada mais é do que a possibilidade de uma mesma campanha, empresa ou produto utilizar simultaneamente diferentes tipos de mídia: impressa, TV, rádio ou Internet.Nos meios tradicionais, esse tipo de ação é bastante comum, mas com a entrada da mídia interativa no mix de comunicação, ela tornou-se muito mais eficiente. A publicidade online ajuda a aumentar o alcance de uma campanha offline, bem como a eficiência de ações de branding e de intenção de compra. Efetivamente, na Internet pode-se encontrar informação detalhada sobre os produtos e serviços anunciados em outros meios e incrementar a intenção de compra nos consumidores. As ações de marketing, quando utilizam a mídia interativa, contribuem para aumentar o impacto das campanhas, sejam elas veiculadas na TV, revistas, jornais ou rádio.Um case de sucesso é a própria Rede Globo. Hoje, todos os telejornais e programas como Casseta & Planeta e Big Brother Brasil, utilizam a Internet como forma de agregar valor ao produto na TV. As possibilidades são infinitas e muito interessantes, como explica Cristina Rother, diretora de planejamento de marketing da Globo.com: “Quando falamos em programas como Big Brother, que possibilita maior interatividade entre os telespectadores da TV Globo e os internautas da Globo.com, vemos o "Call to Action" e possibilidades para promoções e votações, o que chamamos de multi-plataforma. Ou seja, ações de conteúdo que convergem para um meio. É deste conteúdo interativo que surgem as oportunidades comerciais ou o cross-media. Um dos grandes parceiros e anunciantes fiel a esse tipo de ação é a FIAT, que patrocinou as duas últimas edições do Big Brother Brasil, utilizando a Internet para votações, com chamadas na TV”.Pioneira nesse tipo de ação, hoje, a TV apresenta uma orientação totalmente focada na convergência. É por esse motivo que a Internet está presente nos telejornais, durante as transmissões de jogos de futebol e nos programas de entretenimento como é o caso da MTV Brasil. “Todos os projetos trabalham sob o que chamamos “conceito 360º”, onde criamos conteúdos complementares nas diversas mídias em que a MTV atua: interativa, impressa e eletrônica. Um bom exemplo disso é o programa RockGol MTV, transmitido aos domingos, que oferece conteúdo complementar no site e na revista. As informações são totalmente diferentes e nunca uma reprodução pura e simples. O resultado desse conceito é a fidelização cada vez maior da audiência”, afirma Sandra Jimenez, responsável pelas áreas de Internet e TI da emissora. Segundo Cristina Rother, qualquer programa que possibilite interatividade, promoção ou envolvimento com conteúdo, há possibilidades de cross-media. “Programas como Mais Você são muito demandados por anunciantes dos segmentos de alimentos, beleza, saúde, turismo e entre outros. Muitas vezes há o envolvimento com o próprio diretor do programa, que aprova cada ação, formato e incentiva a ação comercial, sempre com respeito ao conteúdo do programa”. O site Mais Você é um dos carros-chefes de audiência na Internet. De acordo com estudo realizado pela NFO/Infratest, que analisou o impacto e alcance da mídia interativa dentro de uma campanha de marketing, mostra que a publicidade online, dentro do cross-media, aumenta a percepção positiva de uma marca, sua cobertura e contribui significativamente para incrementar as métricas de uma campanha publicitária. Com isso, a Internet consolida-se cada vez mais como um meio eficaz para realizar ações de branding e desenvolver valores de marca.A publicidade online amplia em grande medida o número de pessoas expostas às campanhas em meios tradicionais, como mostra o gráfico:




Fonte: NFO INFRATEST STUDY

“Já é possível otimizar os resultados de sua campanha sem ter que fazer novos investimentos. Basta realocar os valores de seu budget entre os diferentes canais de mídia. A Unilever fez isso com Dove Nutrium Bar nos Estados Unidos e o sucesso foi enorme” afirma Marcelo Sant’Iago, presidente da AMI.
Para Marcelo Pacheco, diretor de E-Commerce e Publicidade da Editora Abril, hoje em dia os anunciantes e as agências, procuram cada vez mais oferecer coisas diferentes aos seus clientes e por esta razão os pacotes cross media, tem tido uma excelente aceitação no mercado. “Percebemos que a "cereja do bolo" tem sido as ações de cross media, pois existe sempre uma interatividade maior e a possibilidade de falar com comunidades específicas de pessoas e isso é um diferencial da Internet, aliada a outras plataformas”.
Com 34 sites e 14 canais segmentados, a Editora Abril e a TVA, além de promoverem ações de cross-media, oferecem soluções completas e integradas para os anunciantes, tendo como grande diferencial competitivo, a qualificação e a segmentação, que atingem um público com alto poder de compra e formador de opinião.
“No caso da Abril, nossas ações vão desde fidelização de marca, até geração de cadastros para determinadas empresas. O que ocorre é que existem diversos tipos de anunciantes e com diversas experiências na web, o que nos dá uma gama enorme de soluções. Existem os clientes que estão no início da sua relação com a web e querem apenas a presença e fortalecimento da marca e existem os mais "experientes", que já querem como respostas interação com os usuários, vendas de ingressos e até geração de conteúdos informativos como forma de serviço prestado”, explica Pacheco.
A mensagem que fica é: antes de definir seu próximo plano de mídia, avalie melhor as possibilidades e combinações entre os meios. A mídia interativa entrega muito mais do que taxas de clique em banners. Ela ajuda na construção de marcas e, quando combinada com os meios tradicionais, aumenta a cobertura e eficiência de qualquer campanha.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Internet obtém maior índice de faturamento publicitário

O levantamento do projeto Inter-Meios, divulgado esta semana, aponta a Internet como veículo que obteve maior índice de crescimento no faturamento publicitário no primeiro semestre de 2007, em relação ao mesmo período do ano passado. A Internet faturou R$ 221,5 milhões e cresceu 40% no período. Em seguida, no ranking, vem o cinema, que cresceu 6,8% e faturou R$ 28,8 milhões, e TV por assinatura, com 1,5% e R$ 248,7 milhões. Os dados apontam ainda a queda dos investimentos naTV aberta (-5,2%), que faturou R$ 4,88 bilhões na primeira metade de 2007, contra R$ 5,14 bilhões no mesmo período de 2006. Somando todas as mídias, o resultado aponta uma queda de 3,6% no total de verbas investidas, com faturamento de R$ 8,2 bilhões, contra R$ 8,5 bilhões no primeiro semestre do ano passado.
Segundo o noticiário Tela Viva News, o desempenho negativo poderia ser atribuído à Copa do Mundo e às eleições, que levaram grandes quantias de investimento aos veículos de comunicação na primeira metade de 2006, gerando uma base de comparação mais alta que o normal para períodos sem eventos desse tipo. A pesquisa também mostra que as verbas publicitárias não acompanharam a evolução da economia brasileira, que apontou, por exemplo, 4,8% de crescimento na produção industrial e 9,9% no volume de vendas do comércio varejista, ambos dados do IBGE.

Mobiliário Urbano Vira Mural De Fotos

Creditos:

Projeto especial da Clear Channel tem como objetivo divulgar o Hospital Pequeno Príncipe
Para divulgar a campanha de ampliação do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, a agência JWT Curitiba desenvolveu um projeto especial para o mobiliário urbano da Clear Channel na capital paranaense. Até o próximo domingo (02/09), os abrigos de ônibus das ruas Vicente Machado (Omar Shopping) e Cândido de Abreu (Shopping Mueller) apresentam um mural com fotos reais, com o objetivo de mostrar tudo o que as crianças podem ganhar com a ajuda da população ao hospital infantil.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Advergame

Uma febre de advergame já invadiu os estados Unidos, mas e aqui? Quanto tempo vamos ter que esperar para os jogos on line de propaguem de vez, e não sejam apenas fruto de mega contas.
Esta campanha utiliza um jogo bem simples, que todos conhecem, que tinha até no antigo e saudoso Atari, e aqui foi utilizado de uma maneira muito interativa e bacana. Fora a ação, tem o site também.
O jogo é chamado NewsBreaker, criado para o site de notícías MSNBC, do msn - inspirado no Arkanoid. Alías, vejam só o que eles fizeram para promover o site/jogo. Foi instalado um sistema de sensor de movimento em um cinema e conforme as pessoas se movimentavam, a barrinha se mexia. A “ação” aconteceu em um cinema da Filadélfia, antes das sessões do Harry Potter, Transformers e do Quarteto Fantástico.
Espia ai:

A Geração “C$”

A geração que gera conteúdo, da colaboração e que está conectada o tempo todo está se transformando na Geração “C”ASH $.A Geração “C” pode ser definida como a geração de pessoas que vivem em uma sociedade conectada e informada, usa a web 2.0, cria e compartilha conteúdo, participa na co-criação de produtos e serviços, e colabora entre si. Até pouco tempo atrás a Geração “C” era uma tendência, mas atualmente já é mais que realidade. Essa antiga tendência possui duas características que a preenche. A primeira delas é o impulso criativo de cada consumidor. Todos nós somos artistas, mas até agora não tínhamos a coragem, a ferramenta e um motivo para botar o “dom” em prática. Agora temos blogs, YouTube, Orkut, Flickr, entre outros sites para nos motivar e dar poderes. E são essas ferramentas de criação de conteúdo, gratuitas por sinal, que representam a segunda característica. E é por isso que no presente momento de 2007 é difícil achar alguém que não saiba de fato que essa geração que cria conteúdo está por trás de alguns dos maiores sucessos da web 2.0, desde as dezenas de milhões de blogs até os flickers e youtubes da vida. Se analisarmos mais a fundo, veremos que está havendo uma mudança positiva do consumo para a customização e co-produção, como escrito anteriormente. Veja no caso do Google que possui uma comunidade chamada “What Should Google Do”, que atrai centenas de devotos que compartilham suas brilhantes idéias e sugestões. É uma maneira de usar o conceito e permitir as contribuições dos usuários. Porém essa Geração “C” está se transformando na Geração “C$” de dinheiro. Se os consumidores produzem conteúdo, se eles são o conteúdo, e o conteúdo traz dinheiro para agregar as marcas, então o a receita e lucro compartilhado será um das principais mudanças no cenário on-line, principalmente para o mercado publicitário.E essa mudança não é uma opção para as marcas, pois os consumidores talentosos serão necessários depois de trazerem faturamento pela sua participação. Portanto, prepare-se para a avalanche de novos modelos de marketing, cheia de negociações e esquemas de recompensas para motivar os consumidores da Geração “C”.

Esses usuários já estão ajudando marcas como Nike, Nokia, Lego, Mentos, a inovarem e terem novas campanhas de publicidade arrasadoras, que ganham prêmios e vendem mais produtos. A Doritos foi a primeira a anunciar um concurso cujo objetivo era criar um comercial em vídeo para um produto da marca (Tortilla Chips). Os cinco melhores seriam levados a um júri on-line, e o vencedor teria seu vídeo exibido no Super Bowl. A audiência estimada do Super Bowl, maior evento esportivo, era cerca de 70 milhões e o vencedor ainda levava 10 mil dólares pra casa. Só para concluir, se a Doritos fosse produzir tradicionalmente um vídeo ela gastaria alguns milhões de dólares, já nesse caso ela gastou 10 mil com o prêmio e algo a mais com a campanha de divulgação (que foi em sua maioria viral). Veja o site e o vídeo em www.crashthesuperbowl.com.Tudo isso não quer dizer que a Geração “C” (Conteúdo) irá parar completamente de produzir de graça para as marcas. Ainda existe a recompensa da exposição e os minutinhos de fama que levam o consumidor a colaborar. Será que podemos chamar isso de hobby? Será que existe uma nova economia como “Economia do Hobby”? Pois, estamos cheios de blogs, software open source, wikipedias, youtubes, que giram certa economia ligada à fama, reputação ou bem maior.Embora permitir e incentivar o conteúdo gerado pelo usuário pareça o caminho mais óbvio a tomar tendo em conta as mudanças que a nova web proporcionou ao mundo da publicidade e marketing, você deve ter muito cuidado ao apostar neste tipo de estratégia e conteúdo. Tem que saber dosar o nível de controle que se dá aos usuários. Fique atento.

Fonte: HSM
Kiso, Rafael
Sócio-fundador e diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.

Tom Peters - Reinvente sua empresa

Reinvente sua empresa!
Estamos cercados pelo "eu também", pela "igualdade das coisas". Tudo é cada vez melhor, mas também, mais parecido; sem dúvida, um dos grandes paradoxos da empresa moderna. Por isso, hoje não basta apenas recrutar um grande talento. É preciso que haja uma busca inspiradora!
Les Wexner, fundador da Limited, afirma que se transformou num verdadeiro "construtor" de instituições quando começou a desfrutar o processo de seleção de seu pessoal, tanto quanto antes havia desfrutado ao escolher roupa da moda. E o sucesso de Bob Taylor, criador do absolutamente inovador PARC (Palo Alto Research Center)da Xerox, se baseou na sua capacidade fora do comum para "detectar talento".
Claro que recrutar grande talento não é suficiente. É preciso propor buscas inspiradoras! Amo a palavra "busca". Evoca todos –de Cristovão Colombo, a Copérnico, de Martin Luther King a Margaret Thatcher–, exceto 90% e os escravos trancados nos cubículos do mundo todo.
"Os grupos são extraordinários só quando todos e cada um de seus membros são livres para dar o melhor de si"...."O melhor que um líder de um grupo extraordinário pode fazer é ajudar seus membros a descobrir sua própria grandeza". Duas afirmações de Warren Bennis e Patricia War Biederman, de seu livroOrganizing Genius.
Fiquei sem fôlego depois de ler essas frases. Que aspirações monumentais! Não descrevem perfeitamente o problema de 99% das organizações? Dificilmente as pessoas são livres para dar o melhor de si e descobrir sua grandeza. O que eu acredito? Que, se não modificarmos esta realidade, líderes e funcionários, enfrentaremos a falta de motivação e a mediocridade, e nenhuma estratégia poderá nos salvar, não importa quão brilhante ou sábia ela for.
Convoque os desajustados! – Devemos buscar aventureiros porque costumam ser um pouco (ou muito) singulares. Seguem seus próprios caminhos mas, ao mesmo tempo, se comprometem..apesar dos homens "organização". Insisto: convoque os desajustados! Faz muito tempo que você não lê o livro de história do seu filho? Inclui uma coleção de desajustados: Alexandre, Napoleão, Drake, Nelson, Joana D’Arc, De Gaulle, Churchill, Jefferson. Todos geradores de problemas.
Por que não levá-los para nosso pequeno grande canto na empresa? Por que não para toda a rede da empresa? Eu acredito nesse zoológico de seres peculiares, se provocando reciprocamente para alcançar ou superar o limite, dispostos a delinear paisagens futuristas, preparados para questionar todas as premissas. Sua empresa é assim?
Copiar o líder é uma faca de dois gumes – O líder deixará de sê-lo no momento que alguém o copiar. Lamentavelmente, estamos cercados pelo "eu também", pela "igualdade das coisas", nas palavras do analista cultural Paul Goldberger. Tudo é cada vez melhor mas, também, mais parecido; sem dúvida, um dos grandes paradoxos da empresa moderna. Admitimos que a diferenciação é a chave e, ainda assim, não fazemos outra coisa que criar uma pletora de produtos e serviços similares.
Segundo Kjell Nordström e Jonas Ridderstrale, os autores de Funky Business, "há um superávit" de empresas parecidas, que contratam pessoas similares, com experiência e educação similares, que têm idéias similares. Para ter sucesso é preciso deixar de ser tão "normais". Num mundo onde o vencedor "toma tudo", "normal" equivale a "nada". Por isso, quem não puder afirmar com provas contundentes seu compromisso com a mudança radical não merece nenhuma promoção ou ascensão.
Coração e coragem – Queremos bons estrategistas? É claro! Então exijamos "coração e vontade", rejeito o estabelecido e as "culturas" instaladas. Precisamos de líderes que sejam capazes de evocar suas próprias fontes de ousadia, espírito e coragem, e instar outros a lembrar as suas, para que juntos revolucionem a forma como se fizeram as coisas durante gerações, e se aventurem no amanhã com despreocupação, valentia e determinação.


Tom Peters
Considerado pelo Los Angeles Times como o pai da empresa pós- moderna", Tom Peters é hoje o pensador e especialista mais explosivo do management e da inovação. Conheça através deste circuito as chaves de seu pensamento atual.

Geração M

Geração Paz e Amor, Geração Coca-Cola, Geração XUXA, Geração Saúde... Nas últimas décadas foram muitas as denominações usadas para rotular um grupo de jovens que possuíam novos hábitos sociais, novas formas de consumo, novos meios de comunicar, novas gírias a falar. Essas gerações sempre despertaram a atenção do restante da sociedade, por seus novos hábitos, pelo choque cultural que suas novidades causavam.Os jovens sempre foram mais propícios a acolher as novidades, se adaptando e buscando o novo. Desde a invenção do Rock’n Roll, passando pela cultura Hippie, chegando hoje nos computadores e Internet. Sempre foram os jovens que absorveram essas novidades e disseminaram para o restante da sociedade.Pois a Tecnologia e a Internet criaram um novo rótulo para os jovens dos dias de hoje, a Geração M. Esse novo rótulo surgiu de um estudo da KAISER FAMILY FUNDATION em 2005,chamado, “Generation M”. Essa pesquisa foi financiado pela Kaiser Family Fundation e dirigido pela Stanford University. Foram aplicados 2032 questionários com estudantes nos Estados Unidos entre 8 e 18 anos, e também 694 diários de uso de mídia que duraram 7 dias. Esse estudo teve como objetivo estudar o consumo de mídia dos adolescentes em casa.O estudo mostrou que a casa de um típico jovem americano se transformou em um verdadeiro KG de mídia. Em média um adolescente americano possui duas televisões, três rádios, 3 VCR/DVD players, dois vídeos games, e um computador. 50% dos jovens americanos possuem TV a cabo em casa e 30% acesso a banda larga.A pesquisa mostrou que os jovens têm o seu dia a dia saturado por mídia. Eles gastam quase 6 horas e meia usando mídia, sendo que durante esse tempo estão expostos a mais de 8 horas e meia de mensagens midiáticas. Isso se deve ao fato que, em 26% do tempo, que os jovens consomem mídia, eles estão usando duas ou mais mídias simultaneamente.A pesquisa aponta que as novas tecnologias, principalmente a web, mudou a forma de consumir mídia dessa nova Geração. Anteriormente, o consumo de mídia ocorria de forma separada, em um momento se assistia televisão, em outro lia-se a revista, depois ouvia-se o rádio. Agora o adolescente enquanto assiste a televisão navega pela Internet em busca de mais informação, compartilha suas opiniões com amigos através de ferramentas como o messenger ou o ORKUT. A Geração M é uma geração multimeios, ou seja, utiliza vários meios ao mesmo tempo, e não só para se informar como também para se socializar.Essa também já é a realidade do jovem brasileiro. Em minha dissertação de Mestrado, na qual pesquisei o consumo de novas mídias dos adolescentes, ficou constatado que jovens brasileiros já fazem parte da Geração M, o consumo multimeios já é uma realidade para os jovens que possuem acesso a Internet. E com a facilidade de acesso a Web, a tendência é a incorporação de novos jovens a Geração M.Essa é a mesma opiniâo de algumas empresas de comunicação que tem como foco as crianças e os adolescentes. No Proxxima, um dos principais eventos de Comunicação Digital do país ouvi uma ótima definição para a Geração M de Rafael Davini, da Turner Internacional, programadora que entre outros canais distribui o infantil Cartoon Network: “Multiconectados, multiinformados, multiligados e multiimpactados. Resumidamente, eles levam uma vida multitarefa”. Há três anos as crianças utilizavam a internet para fazer pesquisas escolares e para participar de chats. Atualmente, além dessas funções, a usam para jogar, entreter, se sociabilizar e namorar, ao mesmo tempo que consomem outros meios de comunicação. A adaptação dos meios de comunicação para essa nova tendência já é uma realidade. Os meios de comunicação irão se complementar, formando comunidades de interesse comum, com conteúdo em várias plataformas, seja ela a TV, o impresso, a Internet ou o celular.Olhando para trás, podemos ver que a grande maioria das novidades abraçadas pelos jovens permanecem em nossa sociedade e se espalharam por pessoas de todas as idades. O Rock’n Roll, a cultura do Paz e Amor, a Coca-Cola, a XUXA, todos esses símbolos continuam presentes no dia a dia das pessoas. É comum observar “jovens” de 60 anos ouvindo Rock’n Roll. Se tornou costumeiro vermos mães que cresceram assistindo a Xuxa, comprando DVDs da mesma apresentadora para seus filhos. E pelo que parece a Internet e a Web também vieram para ficar, e aquela frase “Internet é coisa de garoto” também deve ficar no passado.

Autor:Rafael Andaku é Diretor de Criação da e-brand

POPAI Brasil Aponta As Tendências Da Sinalização Digital No PDV

POPAI Brasil Aponta As Tendências Da Sinalização Digital No PDV

Profissionais apresentaram cases e resultados já alcançados com a utilização dessa nova tecnologia aplicada em diversos canais de comunicação
Para acompanhar as tendências mundiais de inovações para o ponto-de-venda, o POPAI Brasil - The Global Association for Marketing at Retail, promoveu o primeiro Workshop Sinalização Digital - A inovação da Comunicação no PDV. Um dos objetivos do encontro foi mostrar a eficiência dessa nova ferramenta aplicada nos pontos-de-venda.A abertura foi realizada por Marcelo Ermini, Vice-presidente de marketing e eventos da entidade e, em seguida, Chan Wook Min, Presidente da associação enfatizou a importância dessa comunicação para o incremento das vendas nos PDVs.Tom Shen, consultor da Tigris e diretor de expansão do sub-comitê de Digital Signage do POPAI Brasil, apresentou a evolução das mídias dentro e fora das residências até chegar no modelo do rádio e TV que perduraram por mais de 50 anos como os grandes veículos de comunicação para o mercado.Porém, foi em meados dos anos 90, que ocorreu a consolidação da digitalização de vídeos, na qual as empresas começam as primeiras tentativas do DS em rede com micros computadores e, após essa década, surgiram as telas de plasma na qual a tecnologia passa até ter uma redução de custo para ser aplicada em pontos-de-venda.“A sinalização digital é a ferramenta que preenche o vazio entre as mídias de dentro de casa (TV, rádio, jornais e revistas), e as mídias externas (outdoor, pôster, murais etc..)” , explica Shen.A inserção dos vídeos promocionais em display em gôndolas permite que o consumidor receba mensagens promocionais de vários produtos simultaneamente. Os varejistas podem também utilizar o cross-merchandising, ou seja, em uma seção de vinhos podem veicular vídeos com sugestões de queijos para acompanhamento.Atualmente, essa tecnologia pode ser utilizada em terminais rodoviários, displays de vitrine, gôndolas, elevadores, aeroportos, restaurantes, check-out, entre outros locais que desejam transmitir aos seus clientes e consumidores informação e entretenimento.Gustavo Sued, gerente de projetos da POP Marketing, falou sobre as perspectivas do consumidor e os aspectos dessa ferramenta no mercado externo. Ele explicou que a internet tornou o consumidor mais exigente no momento da decisão de compra, o que torna a sinalização mais próxima da comunicação da web.Segundo o gerente, existem lojas de roupas femininas nos EUA que expõem seus calçados em vitrines com o sistema de RFID – Radio Frequency Identification, que também tem acoplado monitores de LCD. O sistema é acionado quando uma consumidora pega um sapato da vitrine. Automaticamente a tela inicia uma propaganda falando daquele modelo e, em seguida, apresenta os acessórios que podem combinar com aquele calçado.O case mais comentado foi da rede de supermercados Wal-Mart, que iniciou a implantação do sistema de DS em 1997, e hoje tem mais de 125.000 telas inseridas em mais de 3.150 lojas. Segundo pesquisas da rede, o consumidor chega a ficar cerca de sete minutos frente às telas para decidir suas marcas e produtos durante uma compra, formalizando 47% de brand-recall de produtos anunciados nos monitores.Para Sued, as telas de LCD formaram uma grande combinação de infotainment. Durante o workshop, o especialista apresentou 10 guidelines para fazer com que os PDV’s fiquem mais atraentes ao utilizar essa nova tecnologia. “Cada vídeo deve ter um conteúdo exclusivo de informações com, no máximo, cinco segundos de apresentação e essa comunicação deverá estar próxima do produto” explica.As telas deveram ser harmonizadas com os materiais de merchandising já existentes. Essa comunicação que tem obrigatoriamente trazer um benefício para o cliente. Um áudio direcional pode ser uma opção e promoções como page 2 leve 3 devem funcionaram também nesse sistema.A rotatividade das inserções deve ser ajustada à permanência dos consumidores na loja. A informação e o entretenimento são ótimas opções para a apresentação de produtos e por fim sempre manter a constante da atualização dessa comunicação é o fator importante para a decisão de compra no PDV.Na seqüência, Ronald Peach Jr., diretor geral da DROID/OM e diretor de operações do sub-comitê de DS do POPAI Brasil, apresentou a metodologia que será utilizada na pesquisa que indicará as taxas de conversão de vendas ao aplicar os monitores no PDV.Segundo o diretor, os varejistas estão muito preocupados com o retorno desse investimento. Diante dessa necessidade do varejo, o POPAI Brasil buscou o apoio da APAS – Associação Paulista de Supermercados – e a parceria do Supermercado Sonda, para realizar a medição do estudo em três lojas de sua rede, e assim fortalecer a pesquisa. As filmagens acontecerão durante um período de 30 dias sem a instalação das telas e, em seguida, mais 30 dias com as telas instaladas, assim será medido o incremento das vendas daqueles produtos com a sinalização digital. As telas de LCD serão acopladas nas gôndolas na altura dos olhos do consumidor, elas não serão ativadas somente no momento da compra, o conteúdo rodará na tela a todo momento. Para a realização, os monitores serão instalados em cinco categorias de impulso, são elas: bomboniere, perfumaria, temperos, sucos e limpeza.Cada loja tem um fluxo médio de 150.000 mil visitas por mês, o que dará um número quantitativo e relevante para fazer a medição proposta. Porém os produtos escolhidos não poderão ser sazonais, o que implicaria em um viés do estudo.Os equipamentos utilizados na pesquisa, hardware, software, bem como a tecnologia aplicada durante a medição e a tabulação dos resultados, serão fornecidos pelas empresas associadas á entidade, entre elas, a 3M, Aramax, Bicca, Droid/OM, POP Marketing e Tigris. Os resultados deverão ser apresentados ao mercado em janeiro de 2008.Na seqüência, Marici Raspes, gerente de visual merchandising de eventos e artigos esportivos da Alpargatas, mostrou cases das marcas Topper, Rainha e Mizuno e a eficiência do Projeto de Sinalização Digital nas lojas em todo Brasil. Segundo Marici, o projeto ajudou a marca a conquistar mais espaço nas vitrines tanto no varejo calcadista quanto nas lojas especializadas, além de dar uma maior visibilidade e inovação de exposição do produto na loja.Walter Duran, diretor de tecnologia e pesquisa da Philips, mostrou o futuro da tecnologia aplicada em diversos canais de comunicação como a TV Espelho, uma tela da plasma/LDC que pode passar propagandas e quando acionadas viram espelhos nos corredores de hotéis. Outra novidade apresentada foi o micro display para cartões de crédito. Duran mostrou que os consumidores poderão acessar suas faturas e saber o quanto já gastaram em uma telinha acoplada no próprio cartão. O projeto 3D Solutions é o mais novo lançamento da Philips que proporciona ao consumidor visualizar a propaganda em 3D sem precisar de óculos apropriados.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

VoIP

Até 2010, 95% das grandes companhias do mundo usarão o VoIP para suas ligações

Por ANDRÉ BORGES
No Japão, fala-se ao celular por meio da rede de internetVocê aperta o botão e nós fazemos o resto. Nada mais atual do que a lendária frase citada pelo inventor George Eastman nos idos de 1888, para marcar o lançamento de sua câmera fotográfica amadora Kodak. O slogan, que no século XIX girou o globo para difundir a popularização da fotografia, resume bem a reviravolta que as tecnologias da informação também causaram nos últimos anos, mais precisamente, na última década.
Os cliques da internet colocaram o mundo dos negócios de pernas para o ar, mudaram a forma das pessoas se relacionarem, construíram e destruíram regras de mercado, mexeram com os brios do setor financeiro, fizeram fracassados e milionários de um dia para o outro. Hoje, passadas as bolhas e bugs de milênios, muitos executivos folgam seus cintos ao afirmarem que o que predomina é uma sensação de crescimento consolidado do meio eletrônico, o que dá uma certa "tranqüilidade" quanto aos rumos da evolução tecnológica e de seus impactos em diversos setores.
O universo dos bits, que sempre elegeu uma "bola da vez"para orientar a demanda de mercado, viveria atualmente um ciclo evolutivo mais transparente, sem grandes rupturas. Pode até ser. Mas uma rápida espiada sobre alguns cenários projetados por especialistas para os próximos anos mostra que inspiração é o que não vai faltar. Adeus à telefonia convencional. Até 2010, as ligações realizadas por meio de redes de internet (VoIP), integrando também recursos para transmissão de dados, estarão presentes em pelo menos 95% das grandes companhias em todo o mundo.
Segundo as projeções do instituto de pesquisas Gartner, migrações desse porte acarretarão em mudanças radicais no atual cenário de telecomunicações. Nos próximos cinco anos, cerca de metade dos provedores de serviços de rede serão adquiridos ou simplesmente desaparecerão. Até lá, está previsto que o preço dos serviços de dados caia 15% anualmente e os serviços de voz entre 7% e 15%, embora o tráfego de informações deva crescer entre 30% e 60%. Pela mesma rede, também trafegará a TV digital, trazendo um "computador" para a sala de estar. Serviço é a palavra de ordem.
A idéia de pagar exatamente por aquilo que se usa ganhará mais força nos próximos anos. Segundo o Gartner, em 2010 pelo menos 30% do software das grandes empresas será entregue por provedores externos e pagos por uso. O instituto aponta que, até 2008, cerca de 80% dos projetos de desenvolvimento de aplicativos de software devem estar nas mãos de empresas terceirizadas. A tendência é de que fabricantes de software alterem o modo de venderem seus produtos, deixando de lado as cotas por licenças para prestarem serviços e suporte.
São mudanças que já estão mexendo com o dia-a-dia de gigantes do setor. "Há andares da IBM, ali na rua Tutóia (base da IBM em São Paulo), que festejam quando fechamos algum contrato de serviços com bancos. Mas há outros que ficam em silêncio, eles sabem que não venderão mais máquinas para aquele banco. Esse é um desafio para a própria IBM", reconhece o sócio da IBM Business Consulting, Luís Antônio Simões Gouveia. As etiquetas de identificação por radiofreqüência (RFID) são candidatas a protagonizar o cenário corporativo de tecnologia da informação nos próximos anos, algo que já tem incomodado muita gente.
A União Européia, preocupada com a proteção da privacidade e dos direitos humanos, criou diretrizes para serem seguidas por companhias e órgãos do governo que pretendam fazer uso das etiquetas, as quais são capazes de captar hábitos de consumo, rastrear indivíduos enquanto passam por locais públicos, entre outras transações. Um estudo da empresa britânica IDTechEx aponta que o mercado global de RFID deve bater a marca de US$ 7,26 bilhões em 2008, quando 46,8 bilhões de etiquetas serão vendidas para o rastreamento de medicamentos, bagagens, animais, livros e passagens.
Em 2010, projeta-se que 48% das etiquetas inteligentes sejam vendidas na Ásia e 32% na América do Norte. E há também o mercado publicitário, um dos mais interessados em fazer propaganda da internet. Não por acaso. Dados da consultoria Jupiter Research apontam que, em 2010, a propaganda online deve chegar a US$ 18,9 bilhões apenas nos Estados Unidos, volume duas vezes maior do que 2004 (US$ 9,3 bilhões). O estudo aponta que o modelo de busca patrocinada - no qual o anunciante posiciona seu anúncio conforme o item procurado pelo internauta - deve concentrar boa parte do mercado publicitário na rede, crescendo a uma taxa anual de 12% nos próximos cinco anos.
Nesse período, tecnologias de rich media (internet rica) e streaming abocanharão receitas da ordem de US$ 4,5 bilhões, ao lado de classificados online, que renderão US$ 4,1 bilhões. Projeções de empresas como Microsoft apontam que o mercado mundial de propaganda digital deve chegar a US$ 21 bilhões em 2008, saltando de uma participação de 2,7% do bolo publicitário mundial, para 3,6%. No Brasil, a estimativa da empresa de pesquisa Forrester é de que a propaganda online atinja a cifra de US$ 200 milhões em 2008, ante os US$ 80 milhões do ano passado.
Quanto ao celular, vai baixar música, texto, TV, telefonia, cartão-de-crédito, banco, internet. Dizer que usa um telefone celular já não será a melhor forma de se referir à nova geração de dispositivos móveis. A integração de serviços já começou e não tem volta. Em países como o Japão, pessoas já conversam pelo celular por meio de redes de internet. Na Finlândia, compra-se de tudo com os dispositivos móveis, apenas aproximandoos de leitores de códigos. Outra boa notícia para usuário é que, até 2010, o preço médio dos equipamentos deve cair, embora o número de equipamentos em uso tenda a crescer fortemente.
Segundo estudo da Frost & Sullivan, as receitas globais com a venda de celulares cairão 16% nos próximos cinco anos, passando de US$ 126,2 bilhões em 2004 para US$ 106,5 bilhões em 2010. Os chips também chegaram para ficar. Pode ser que não estejamos muito próximos da decisão de implantar um dispositivo sob a pele, mas o fato é que esses componentes farão parte da vida de qualquer cidadão. A Inglaterra, por exemplo, aprovou um projeto de lei que cria um sistema para armazenar informações biomédicas de todos os ingleses nas carteiras de identidade.
Até 2010, os mais de 60 milhões de ingleses devem ter uma carteira de identidade equipada com um chip para carregar informações pessoais como impressão digital, mapeamento facial e da íris. A idéia é que essas informações fiquem armazenadas em um grande banco de dados central, batizado de Registro Nacional de Identificação. No Brasil, os ensaios com documentos como CPFs já começaram.
A banda larga também caminha em alta velocidade. A previsão é que em 2010 serão 350 milhões de assinantes, segundo relatório divulgado pelo iSuppli. A pesquisa aponta que haverá um crescimento de 31% no número de assinantes este ano, atingindo 185,74 milhões de pessoas. A curva de crescimento, no entanto, deve desacelerar nos próximos quatro anos. A possível estabilização no número de assinantes se deverá, principalmente, à saturação de usuários em países mais desenvolvidos da América e Europa.
A corrida pela fabricação de supercomputadores deve dominar o cenário internacional, motivado principalmente por pesquisas científicas na área de nanotecnologia e biotecnologia. Países como Estados Unidos e Japão já queimam neurônios. Recentemente, os japoneses começaram a trabalhar no desenvolvimento de um supercomputador capaz de realizar cálculos cerca de 30 vezes mais rápido do que o Blue Gene/L da IBM, hoje o mais veloz equipamento do mundo. Mas, nem tudo são flores no futuro das tecnologias da informação.
Estudo do professor Trevor Barr, da Universidade de Tecnologia Swinburne, da Austrália, aponta que o caos deve tomar conta da internet em 2010. A razão para tanta confusão eletrônica está relacionada ao crescente volume de spams, vírus e outras pragas digitais. A pesquisa Smart Internet 2010 aponta que a internet está se tornando um ambiente pouco funcional devido ao grande número de aplicações que concentra, além de problemas decorrentes da falta de confiança nas operações digitais.

Você lembra por que inventaram a patente?






Você lembra por que inventaram a patente? Alguém, um dia, teve uma boa idéia e quis garantir exclusividade dos lucros com essa tal idéia.Como é a fórmula da Coca-Cola? Patenteada. Os softwares dentro do iPhone? Patenteados. O mais recente Harry Potter, bem, esse já está na internet, para qualquer um baixar. O último CD do Strokes também. Na verdade, um CD que ainda nem foi lançado pela gravadora também já está.Pensando bem, para a fórmula da Coca-Cola, dê um google e me conte o resultado. O fato é que o conceito de Patente, como conhecemos, está ficando obsoleto.No meu último artigo (Forbes nº 160), falei sobre a força da colaboratividade e de como é evidente a tendência das empresas e/ou ambientes produtivos de dedicarem esforços conjuntos para conseguir resultados.
O fato é que quando as boas idéias são resultado de um esforço coletivo, é mais difícil garantir que apenas essa coletividade tenha direito de usufruir dessas idéias, simplesmente porque é quase impossível restringir os segredos (industriais) dentro do grupo que os concebeu. Legal ou ilegalmente, o fato é que a maneira de lidar com a propriedade intelectual está sofrendo uma drástica mudança.Diariamente, milhões e milhões de patentes e copyrights são rompidos. Conteúdo digital passa de uma máquina para outra no formato de arquivos torrent ou compactados em formato zip. Qualquer filme estréia hoje nos computadores, nos chats e fóruns antes de estrear nas salas de cinema.Mas não é só o conteúdo digital que está fluindo pela rede. O mundo está se tornando open source pelo poder dos usuários unidos.Conheça Jon Lech Johansen. Um norueguês de 24 anos responsável por quebras de defesas anticópias dos DVDs. Suas proezas renderam-lhe um apelido no mundo hacker: DVD Jon. Sua última façanha?No dia 29 de junho, o tão esperado iPhone foi lançado pela Apple. Se você não tiver uma conta com a AT&T, seu iPhone não faz nada, fica lá, pedindo para ser ativado. Meses de trabalho de centenas de engenheiros para garantir que o aparelho só funcione depois que o usuário tenha uma conta com a AT&T.Pois apenas 48 horas após o lançamento, DVD Jon publicou uma forma de ultrapassar a barreira tecnológica que prendia o aparelho à AT&T. Com meia dúzia de comandos que DVD Jon publicou em seu blog, curiosamente chamado “So Sue Me” (então processe-me!), o iPhone transforma-se num iPod WiFi.Em pouco tempo, a notícia se espalhou. Do outro lado do mundo, Geohot, um adolescente americano em busca de um projeto de verão, criou um Wiki para o desenvolvimento de uma plataforma de programação para o iPhone. Sua intenção é possibilitar a criação de aplicativos para o aparelho.Enquanto escrevo, a plataforma já gerou seu primeiro “Hello World”, um programa simples, indicando que, em breve, o mundo dos programadores poderá desenvolver complexos aplicativos para o iPhone. Coisa que nem a Apple nem a AT&T queriam que acontecesse. Mas o adolescente e uma comunidade inteira sim.Então processe-os!
Mentor Muniz Neto é VP Executivo de Criação da Bullet e escreve regularmente para o www.updateordie.com
Via Forbes