Uma febre de advergame já invadiu os estados Unidos, mas e aqui? Quanto tempo vamos ter que esperar para os jogos on line de propaguem de vez, e não sejam apenas fruto de mega contas.
Esta campanha utiliza um jogo bem simples, que todos conhecem, que tinha até no antigo e saudoso Atari, e aqui foi utilizado de uma maneira muito interativa e bacana. Fora a ação, tem o site também.
O jogo é chamado NewsBreaker, criado para o site de notícías MSNBC, do msn - inspirado no Arkanoid. Alías, vejam só o que eles fizeram para promover o site/jogo. Foi instalado um sistema de sensor de movimento em um cinema e conforme as pessoas se movimentavam, a barrinha se mexia. A “ação” aconteceu em um cinema da Filadélfia, antes das sessões do Harry Potter, Transformers e do Quarteto Fantástico.
Espia ai:
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
A Geração “C$”
A geração que gera conteúdo, da colaboração e que está conectada o tempo todo está se transformando na Geração “C”ASH $.A Geração “C” pode ser definida como a geração de pessoas que vivem em uma sociedade conectada e informada, usa a web 2.0, cria e compartilha conteúdo, participa na co-criação de produtos e serviços, e colabora entre si. Até pouco tempo atrás a Geração “C” era uma tendência, mas atualmente já é mais que realidade. Essa antiga tendência possui duas características que a preenche. A primeira delas é o impulso criativo de cada consumidor. Todos nós somos artistas, mas até agora não tínhamos a coragem, a ferramenta e um motivo para botar o “dom” em prática. Agora temos blogs, YouTube, Orkut, Flickr, entre outros sites para nos motivar e dar poderes. E são essas ferramentas de criação de conteúdo, gratuitas por sinal, que representam a segunda característica. E é por isso que no presente momento de 2007 é difícil achar alguém que não saiba de fato que essa geração que cria conteúdo está por trás de alguns dos maiores sucessos da web 2.0, desde as dezenas de milhões de blogs até os flickers e youtubes da vida. Se analisarmos mais a fundo, veremos que está havendo uma mudança positiva do consumo para a customização e co-produção, como escrito anteriormente. Veja no caso do Google que possui uma comunidade chamada “What Should Google Do”, que atrai centenas de devotos que compartilham suas brilhantes idéias e sugestões. É uma maneira de usar o conceito e permitir as contribuições dos usuários. Porém essa Geração “C” está se transformando na Geração “C$” de dinheiro. Se os consumidores produzem conteúdo, se eles são o conteúdo, e o conteúdo traz dinheiro para agregar as marcas, então o a receita e lucro compartilhado será um das principais mudanças no cenário on-line, principalmente para o mercado publicitário.E essa mudança não é uma opção para as marcas, pois os consumidores talentosos serão necessários depois de trazerem faturamento pela sua participação. Portanto, prepare-se para a avalanche de novos modelos de marketing, cheia de negociações e esquemas de recompensas para motivar os consumidores da Geração “C”.
Esses usuários já estão ajudando marcas como Nike, Nokia, Lego, Mentos, a inovarem e terem novas campanhas de publicidade arrasadoras, que ganham prêmios e vendem mais produtos. A Doritos foi a primeira a anunciar um concurso cujo objetivo era criar um comercial em vídeo para um produto da marca (Tortilla Chips). Os cinco melhores seriam levados a um júri on-line, e o vencedor teria seu vídeo exibido no Super Bowl. A audiência estimada do Super Bowl, maior evento esportivo, era cerca de 70 milhões e o vencedor ainda levava 10 mil dólares pra casa. Só para concluir, se a Doritos fosse produzir tradicionalmente um vídeo ela gastaria alguns milhões de dólares, já nesse caso ela gastou 10 mil com o prêmio e algo a mais com a campanha de divulgação (que foi em sua maioria viral). Veja o site e o vídeo em www.crashthesuperbowl.com.Tudo isso não quer dizer que a Geração “C” (Conteúdo) irá parar completamente de produzir de graça para as marcas. Ainda existe a recompensa da exposição e os minutinhos de fama que levam o consumidor a colaborar. Será que podemos chamar isso de hobby? Será que existe uma nova economia como “Economia do Hobby”? Pois, estamos cheios de blogs, software open source, wikipedias, youtubes, que giram certa economia ligada à fama, reputação ou bem maior.Embora permitir e incentivar o conteúdo gerado pelo usuário pareça o caminho mais óbvio a tomar tendo em conta as mudanças que a nova web proporcionou ao mundo da publicidade e marketing, você deve ter muito cuidado ao apostar neste tipo de estratégia e conteúdo. Tem que saber dosar o nível de controle que se dá aos usuários. Fique atento.
Fonte: HSM
Kiso, Rafael
Sócio-fundador e diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.
Esses usuários já estão ajudando marcas como Nike, Nokia, Lego, Mentos, a inovarem e terem novas campanhas de publicidade arrasadoras, que ganham prêmios e vendem mais produtos. A Doritos foi a primeira a anunciar um concurso cujo objetivo era criar um comercial em vídeo para um produto da marca (Tortilla Chips). Os cinco melhores seriam levados a um júri on-line, e o vencedor teria seu vídeo exibido no Super Bowl. A audiência estimada do Super Bowl, maior evento esportivo, era cerca de 70 milhões e o vencedor ainda levava 10 mil dólares pra casa. Só para concluir, se a Doritos fosse produzir tradicionalmente um vídeo ela gastaria alguns milhões de dólares, já nesse caso ela gastou 10 mil com o prêmio e algo a mais com a campanha de divulgação (que foi em sua maioria viral). Veja o site e o vídeo em www.crashthesuperbowl.com.Tudo isso não quer dizer que a Geração “C” (Conteúdo) irá parar completamente de produzir de graça para as marcas. Ainda existe a recompensa da exposição e os minutinhos de fama que levam o consumidor a colaborar. Será que podemos chamar isso de hobby? Será que existe uma nova economia como “Economia do Hobby”? Pois, estamos cheios de blogs, software open source, wikipedias, youtubes, que giram certa economia ligada à fama, reputação ou bem maior.Embora permitir e incentivar o conteúdo gerado pelo usuário pareça o caminho mais óbvio a tomar tendo em conta as mudanças que a nova web proporcionou ao mundo da publicidade e marketing, você deve ter muito cuidado ao apostar neste tipo de estratégia e conteúdo. Tem que saber dosar o nível de controle que se dá aos usuários. Fique atento.
Fonte: HSM
Kiso, Rafael
Sócio-fundador e diretor de Tecnologia da Focusnetworks Brasil.
Tom Peters - Reinvente sua empresa
Reinvente sua empresa!
Estamos cercados pelo "eu também", pela "igualdade das coisas". Tudo é cada vez melhor, mas também, mais parecido; sem dúvida, um dos grandes paradoxos da empresa moderna. Por isso, hoje não basta apenas recrutar um grande talento. É preciso que haja uma busca inspiradora!
Les Wexner, fundador da Limited, afirma que se transformou num verdadeiro "construtor" de instituições quando começou a desfrutar o processo de seleção de seu pessoal, tanto quanto antes havia desfrutado ao escolher roupa da moda. E o sucesso de Bob Taylor, criador do absolutamente inovador PARC (Palo Alto Research Center)da Xerox, se baseou na sua capacidade fora do comum para "detectar talento".
Claro que recrutar grande talento não é suficiente. É preciso propor buscas inspiradoras! Amo a palavra "busca". Evoca todos –de Cristovão Colombo, a Copérnico, de Martin Luther King a Margaret Thatcher–, exceto 90% e os escravos trancados nos cubículos do mundo todo.
"Os grupos são extraordinários só quando todos e cada um de seus membros são livres para dar o melhor de si"...."O melhor que um líder de um grupo extraordinário pode fazer é ajudar seus membros a descobrir sua própria grandeza". Duas afirmações de Warren Bennis e Patricia War Biederman, de seu livroOrganizing Genius.
Fiquei sem fôlego depois de ler essas frases. Que aspirações monumentais! Não descrevem perfeitamente o problema de 99% das organizações? Dificilmente as pessoas são livres para dar o melhor de si e descobrir sua grandeza. O que eu acredito? Que, se não modificarmos esta realidade, líderes e funcionários, enfrentaremos a falta de motivação e a mediocridade, e nenhuma estratégia poderá nos salvar, não importa quão brilhante ou sábia ela for.
Convoque os desajustados! – Devemos buscar aventureiros porque costumam ser um pouco (ou muito) singulares. Seguem seus próprios caminhos mas, ao mesmo tempo, se comprometem..apesar dos homens "organização". Insisto: convoque os desajustados! Faz muito tempo que você não lê o livro de história do seu filho? Inclui uma coleção de desajustados: Alexandre, Napoleão, Drake, Nelson, Joana D’Arc, De Gaulle, Churchill, Jefferson. Todos geradores de problemas.
Por que não levá-los para nosso pequeno grande canto na empresa? Por que não para toda a rede da empresa? Eu acredito nesse zoológico de seres peculiares, se provocando reciprocamente para alcançar ou superar o limite, dispostos a delinear paisagens futuristas, preparados para questionar todas as premissas. Sua empresa é assim?
Copiar o líder é uma faca de dois gumes – O líder deixará de sê-lo no momento que alguém o copiar. Lamentavelmente, estamos cercados pelo "eu também", pela "igualdade das coisas", nas palavras do analista cultural Paul Goldberger. Tudo é cada vez melhor mas, também, mais parecido; sem dúvida, um dos grandes paradoxos da empresa moderna. Admitimos que a diferenciação é a chave e, ainda assim, não fazemos outra coisa que criar uma pletora de produtos e serviços similares.
Segundo Kjell Nordström e Jonas Ridderstrale, os autores de Funky Business, "há um superávit" de empresas parecidas, que contratam pessoas similares, com experiência e educação similares, que têm idéias similares. Para ter sucesso é preciso deixar de ser tão "normais". Num mundo onde o vencedor "toma tudo", "normal" equivale a "nada". Por isso, quem não puder afirmar com provas contundentes seu compromisso com a mudança radical não merece nenhuma promoção ou ascensão.
Coração e coragem – Queremos bons estrategistas? É claro! Então exijamos "coração e vontade", rejeito o estabelecido e as "culturas" instaladas. Precisamos de líderes que sejam capazes de evocar suas próprias fontes de ousadia, espírito e coragem, e instar outros a lembrar as suas, para que juntos revolucionem a forma como se fizeram as coisas durante gerações, e se aventurem no amanhã com despreocupação, valentia e determinação.
Tom Peters
Considerado pelo Los Angeles Times como o pai da empresa pós- moderna", Tom Peters é hoje o pensador e especialista mais explosivo do management e da inovação. Conheça através deste circuito as chaves de seu pensamento atual.
Estamos cercados pelo "eu também", pela "igualdade das coisas". Tudo é cada vez melhor, mas também, mais parecido; sem dúvida, um dos grandes paradoxos da empresa moderna. Por isso, hoje não basta apenas recrutar um grande talento. É preciso que haja uma busca inspiradora!
Les Wexner, fundador da Limited, afirma que se transformou num verdadeiro "construtor" de instituições quando começou a desfrutar o processo de seleção de seu pessoal, tanto quanto antes havia desfrutado ao escolher roupa da moda. E o sucesso de Bob Taylor, criador do absolutamente inovador PARC (Palo Alto Research Center)da Xerox, se baseou na sua capacidade fora do comum para "detectar talento".
Claro que recrutar grande talento não é suficiente. É preciso propor buscas inspiradoras! Amo a palavra "busca". Evoca todos –de Cristovão Colombo, a Copérnico, de Martin Luther King a Margaret Thatcher–, exceto 90% e os escravos trancados nos cubículos do mundo todo.
"Os grupos são extraordinários só quando todos e cada um de seus membros são livres para dar o melhor de si"...."O melhor que um líder de um grupo extraordinário pode fazer é ajudar seus membros a descobrir sua própria grandeza". Duas afirmações de Warren Bennis e Patricia War Biederman, de seu livroOrganizing Genius.
Fiquei sem fôlego depois de ler essas frases. Que aspirações monumentais! Não descrevem perfeitamente o problema de 99% das organizações? Dificilmente as pessoas são livres para dar o melhor de si e descobrir sua grandeza. O que eu acredito? Que, se não modificarmos esta realidade, líderes e funcionários, enfrentaremos a falta de motivação e a mediocridade, e nenhuma estratégia poderá nos salvar, não importa quão brilhante ou sábia ela for.
Convoque os desajustados! – Devemos buscar aventureiros porque costumam ser um pouco (ou muito) singulares. Seguem seus próprios caminhos mas, ao mesmo tempo, se comprometem..apesar dos homens "organização". Insisto: convoque os desajustados! Faz muito tempo que você não lê o livro de história do seu filho? Inclui uma coleção de desajustados: Alexandre, Napoleão, Drake, Nelson, Joana D’Arc, De Gaulle, Churchill, Jefferson. Todos geradores de problemas.
Por que não levá-los para nosso pequeno grande canto na empresa? Por que não para toda a rede da empresa? Eu acredito nesse zoológico de seres peculiares, se provocando reciprocamente para alcançar ou superar o limite, dispostos a delinear paisagens futuristas, preparados para questionar todas as premissas. Sua empresa é assim?
Copiar o líder é uma faca de dois gumes – O líder deixará de sê-lo no momento que alguém o copiar. Lamentavelmente, estamos cercados pelo "eu também", pela "igualdade das coisas", nas palavras do analista cultural Paul Goldberger. Tudo é cada vez melhor mas, também, mais parecido; sem dúvida, um dos grandes paradoxos da empresa moderna. Admitimos que a diferenciação é a chave e, ainda assim, não fazemos outra coisa que criar uma pletora de produtos e serviços similares.
Segundo Kjell Nordström e Jonas Ridderstrale, os autores de Funky Business, "há um superávit" de empresas parecidas, que contratam pessoas similares, com experiência e educação similares, que têm idéias similares. Para ter sucesso é preciso deixar de ser tão "normais". Num mundo onde o vencedor "toma tudo", "normal" equivale a "nada". Por isso, quem não puder afirmar com provas contundentes seu compromisso com a mudança radical não merece nenhuma promoção ou ascensão.
Coração e coragem – Queremos bons estrategistas? É claro! Então exijamos "coração e vontade", rejeito o estabelecido e as "culturas" instaladas. Precisamos de líderes que sejam capazes de evocar suas próprias fontes de ousadia, espírito e coragem, e instar outros a lembrar as suas, para que juntos revolucionem a forma como se fizeram as coisas durante gerações, e se aventurem no amanhã com despreocupação, valentia e determinação.
Tom Peters
Considerado pelo Los Angeles Times como o pai da empresa pós- moderna", Tom Peters é hoje o pensador e especialista mais explosivo do management e da inovação. Conheça através deste circuito as chaves de seu pensamento atual.
Geração M
Geração Paz e Amor, Geração Coca-Cola, Geração XUXA, Geração Saúde... Nas últimas décadas foram muitas as denominações usadas para rotular um grupo de jovens que possuíam novos hábitos sociais, novas formas de consumo, novos meios de comunicar, novas gírias a falar. Essas gerações sempre despertaram a atenção do restante da sociedade, por seus novos hábitos, pelo choque cultural que suas novidades causavam.Os jovens sempre foram mais propícios a acolher as novidades, se adaptando e buscando o novo. Desde a invenção do Rock’n Roll, passando pela cultura Hippie, chegando hoje nos computadores e Internet. Sempre foram os jovens que absorveram essas novidades e disseminaram para o restante da sociedade.Pois a Tecnologia e a Internet criaram um novo rótulo para os jovens dos dias de hoje, a Geração M. Esse novo rótulo surgiu de um estudo da KAISER FAMILY FUNDATION em 2005,chamado, “Generation M”. Essa pesquisa foi financiado pela Kaiser Family Fundation e dirigido pela Stanford University. Foram aplicados 2032 questionários com estudantes nos Estados Unidos entre 8 e 18 anos, e também 694 diários de uso de mídia que duraram 7 dias. Esse estudo teve como objetivo estudar o consumo de mídia dos adolescentes em casa.O estudo mostrou que a casa de um típico jovem americano se transformou em um verdadeiro KG de mídia. Em média um adolescente americano possui duas televisões, três rádios, 3 VCR/DVD players, dois vídeos games, e um computador. 50% dos jovens americanos possuem TV a cabo em casa e 30% acesso a banda larga.A pesquisa mostrou que os jovens têm o seu dia a dia saturado por mídia. Eles gastam quase 6 horas e meia usando mídia, sendo que durante esse tempo estão expostos a mais de 8 horas e meia de mensagens midiáticas. Isso se deve ao fato que, em 26% do tempo, que os jovens consomem mídia, eles estão usando duas ou mais mídias simultaneamente.A pesquisa aponta que as novas tecnologias, principalmente a web, mudou a forma de consumir mídia dessa nova Geração. Anteriormente, o consumo de mídia ocorria de forma separada, em um momento se assistia televisão, em outro lia-se a revista, depois ouvia-se o rádio. Agora o adolescente enquanto assiste a televisão navega pela Internet em busca de mais informação, compartilha suas opiniões com amigos através de ferramentas como o messenger ou o ORKUT. A Geração M é uma geração multimeios, ou seja, utiliza vários meios ao mesmo tempo, e não só para se informar como também para se socializar.Essa também já é a realidade do jovem brasileiro. Em minha dissertação de Mestrado, na qual pesquisei o consumo de novas mídias dos adolescentes, ficou constatado que jovens brasileiros já fazem parte da Geração M, o consumo multimeios já é uma realidade para os jovens que possuem acesso a Internet. E com a facilidade de acesso a Web, a tendência é a incorporação de novos jovens a Geração M.Essa é a mesma opiniâo de algumas empresas de comunicação que tem como foco as crianças e os adolescentes. No Proxxima, um dos principais eventos de Comunicação Digital do país ouvi uma ótima definição para a Geração M de Rafael Davini, da Turner Internacional, programadora que entre outros canais distribui o infantil Cartoon Network: “Multiconectados, multiinformados, multiligados e multiimpactados. Resumidamente, eles levam uma vida multitarefa”. Há três anos as crianças utilizavam a internet para fazer pesquisas escolares e para participar de chats. Atualmente, além dessas funções, a usam para jogar, entreter, se sociabilizar e namorar, ao mesmo tempo que consomem outros meios de comunicação. A adaptação dos meios de comunicação para essa nova tendência já é uma realidade. Os meios de comunicação irão se complementar, formando comunidades de interesse comum, com conteúdo em várias plataformas, seja ela a TV, o impresso, a Internet ou o celular.Olhando para trás, podemos ver que a grande maioria das novidades abraçadas pelos jovens permanecem em nossa sociedade e se espalharam por pessoas de todas as idades. O Rock’n Roll, a cultura do Paz e Amor, a Coca-Cola, a XUXA, todos esses símbolos continuam presentes no dia a dia das pessoas. É comum observar “jovens” de 60 anos ouvindo Rock’n Roll. Se tornou costumeiro vermos mães que cresceram assistindo a Xuxa, comprando DVDs da mesma apresentadora para seus filhos. E pelo que parece a Internet e a Web também vieram para ficar, e aquela frase “Internet é coisa de garoto” também deve ficar no passado.
Autor:Rafael Andaku é Diretor de Criação da e-brand
Autor:Rafael Andaku é Diretor de Criação da e-brand
POPAI Brasil Aponta As Tendências Da Sinalização Digital No PDV
POPAI Brasil Aponta As Tendências Da Sinalização Digital No PDV
Profissionais apresentaram cases e resultados já alcançados com a utilização dessa nova tecnologia aplicada em diversos canais de comunicação
Para acompanhar as tendências mundiais de inovações para o ponto-de-venda, o POPAI Brasil - The Global Association for Marketing at Retail, promoveu o primeiro Workshop Sinalização Digital - A inovação da Comunicação no PDV. Um dos objetivos do encontro foi mostrar a eficiência dessa nova ferramenta aplicada nos pontos-de-venda.A abertura foi realizada por Marcelo Ermini, Vice-presidente de marketing e eventos da entidade e, em seguida, Chan Wook Min, Presidente da associação enfatizou a importância dessa comunicação para o incremento das vendas nos PDVs.Tom Shen, consultor da Tigris e diretor de expansão do sub-comitê de Digital Signage do POPAI Brasil, apresentou a evolução das mídias dentro e fora das residências até chegar no modelo do rádio e TV que perduraram por mais de 50 anos como os grandes veículos de comunicação para o mercado.Porém, foi em meados dos anos 90, que ocorreu a consolidação da digitalização de vídeos, na qual as empresas começam as primeiras tentativas do DS em rede com micros computadores e, após essa década, surgiram as telas de plasma na qual a tecnologia passa até ter uma redução de custo para ser aplicada em pontos-de-venda.“A sinalização digital é a ferramenta que preenche o vazio entre as mídias de dentro de casa (TV, rádio, jornais e revistas), e as mídias externas (outdoor, pôster, murais etc..)” , explica Shen.A inserção dos vídeos promocionais em display em gôndolas permite que o consumidor receba mensagens promocionais de vários produtos simultaneamente. Os varejistas podem também utilizar o cross-merchandising, ou seja, em uma seção de vinhos podem veicular vídeos com sugestões de queijos para acompanhamento.Atualmente, essa tecnologia pode ser utilizada em terminais rodoviários, displays de vitrine, gôndolas, elevadores, aeroportos, restaurantes, check-out, entre outros locais que desejam transmitir aos seus clientes e consumidores informação e entretenimento.Gustavo Sued, gerente de projetos da POP Marketing, falou sobre as perspectivas do consumidor e os aspectos dessa ferramenta no mercado externo. Ele explicou que a internet tornou o consumidor mais exigente no momento da decisão de compra, o que torna a sinalização mais próxima da comunicação da web.Segundo o gerente, existem lojas de roupas femininas nos EUA que expõem seus calçados em vitrines com o sistema de RFID – Radio Frequency Identification, que também tem acoplado monitores de LCD. O sistema é acionado quando uma consumidora pega um sapato da vitrine. Automaticamente a tela inicia uma propaganda falando daquele modelo e, em seguida, apresenta os acessórios que podem combinar com aquele calçado.O case mais comentado foi da rede de supermercados Wal-Mart, que iniciou a implantação do sistema de DS em 1997, e hoje tem mais de 125.000 telas inseridas em mais de 3.150 lojas. Segundo pesquisas da rede, o consumidor chega a ficar cerca de sete minutos frente às telas para decidir suas marcas e produtos durante uma compra, formalizando 47% de brand-recall de produtos anunciados nos monitores.Para Sued, as telas de LCD formaram uma grande combinação de infotainment. Durante o workshop, o especialista apresentou 10 guidelines para fazer com que os PDV’s fiquem mais atraentes ao utilizar essa nova tecnologia. “Cada vídeo deve ter um conteúdo exclusivo de informações com, no máximo, cinco segundos de apresentação e essa comunicação deverá estar próxima do produto” explica.As telas deveram ser harmonizadas com os materiais de merchandising já existentes. Essa comunicação que tem obrigatoriamente trazer um benefício para o cliente. Um áudio direcional pode ser uma opção e promoções como page 2 leve 3 devem funcionaram também nesse sistema.A rotatividade das inserções deve ser ajustada à permanência dos consumidores na loja. A informação e o entretenimento são ótimas opções para a apresentação de produtos e por fim sempre manter a constante da atualização dessa comunicação é o fator importante para a decisão de compra no PDV.Na seqüência, Ronald Peach Jr., diretor geral da DROID/OM e diretor de operações do sub-comitê de DS do POPAI Brasil, apresentou a metodologia que será utilizada na pesquisa que indicará as taxas de conversão de vendas ao aplicar os monitores no PDV.Segundo o diretor, os varejistas estão muito preocupados com o retorno desse investimento. Diante dessa necessidade do varejo, o POPAI Brasil buscou o apoio da APAS – Associação Paulista de Supermercados – e a parceria do Supermercado Sonda, para realizar a medição do estudo em três lojas de sua rede, e assim fortalecer a pesquisa. As filmagens acontecerão durante um período de 30 dias sem a instalação das telas e, em seguida, mais 30 dias com as telas instaladas, assim será medido o incremento das vendas daqueles produtos com a sinalização digital. As telas de LCD serão acopladas nas gôndolas na altura dos olhos do consumidor, elas não serão ativadas somente no momento da compra, o conteúdo rodará na tela a todo momento. Para a realização, os monitores serão instalados em cinco categorias de impulso, são elas: bomboniere, perfumaria, temperos, sucos e limpeza.Cada loja tem um fluxo médio de 150.000 mil visitas por mês, o que dará um número quantitativo e relevante para fazer a medição proposta. Porém os produtos escolhidos não poderão ser sazonais, o que implicaria em um viés do estudo.Os equipamentos utilizados na pesquisa, hardware, software, bem como a tecnologia aplicada durante a medição e a tabulação dos resultados, serão fornecidos pelas empresas associadas á entidade, entre elas, a 3M, Aramax, Bicca, Droid/OM, POP Marketing e Tigris. Os resultados deverão ser apresentados ao mercado em janeiro de 2008.Na seqüência, Marici Raspes, gerente de visual merchandising de eventos e artigos esportivos da Alpargatas, mostrou cases das marcas Topper, Rainha e Mizuno e a eficiência do Projeto de Sinalização Digital nas lojas em todo Brasil. Segundo Marici, o projeto ajudou a marca a conquistar mais espaço nas vitrines tanto no varejo calcadista quanto nas lojas especializadas, além de dar uma maior visibilidade e inovação de exposição do produto na loja.Walter Duran, diretor de tecnologia e pesquisa da Philips, mostrou o futuro da tecnologia aplicada em diversos canais de comunicação como a TV Espelho, uma tela da plasma/LDC que pode passar propagandas e quando acionadas viram espelhos nos corredores de hotéis. Outra novidade apresentada foi o micro display para cartões de crédito. Duran mostrou que os consumidores poderão acessar suas faturas e saber o quanto já gastaram em uma telinha acoplada no próprio cartão. O projeto 3D Solutions é o mais novo lançamento da Philips que proporciona ao consumidor visualizar a propaganda em 3D sem precisar de óculos apropriados.
Profissionais apresentaram cases e resultados já alcançados com a utilização dessa nova tecnologia aplicada em diversos canais de comunicação
Para acompanhar as tendências mundiais de inovações para o ponto-de-venda, o POPAI Brasil - The Global Association for Marketing at Retail, promoveu o primeiro Workshop Sinalização Digital - A inovação da Comunicação no PDV. Um dos objetivos do encontro foi mostrar a eficiência dessa nova ferramenta aplicada nos pontos-de-venda.A abertura foi realizada por Marcelo Ermini, Vice-presidente de marketing e eventos da entidade e, em seguida, Chan Wook Min, Presidente da associação enfatizou a importância dessa comunicação para o incremento das vendas nos PDVs.Tom Shen, consultor da Tigris e diretor de expansão do sub-comitê de Digital Signage do POPAI Brasil, apresentou a evolução das mídias dentro e fora das residências até chegar no modelo do rádio e TV que perduraram por mais de 50 anos como os grandes veículos de comunicação para o mercado.Porém, foi em meados dos anos 90, que ocorreu a consolidação da digitalização de vídeos, na qual as empresas começam as primeiras tentativas do DS em rede com micros computadores e, após essa década, surgiram as telas de plasma na qual a tecnologia passa até ter uma redução de custo para ser aplicada em pontos-de-venda.“A sinalização digital é a ferramenta que preenche o vazio entre as mídias de dentro de casa (TV, rádio, jornais e revistas), e as mídias externas (outdoor, pôster, murais etc..)” , explica Shen.A inserção dos vídeos promocionais em display em gôndolas permite que o consumidor receba mensagens promocionais de vários produtos simultaneamente. Os varejistas podem também utilizar o cross-merchandising, ou seja, em uma seção de vinhos podem veicular vídeos com sugestões de queijos para acompanhamento.Atualmente, essa tecnologia pode ser utilizada em terminais rodoviários, displays de vitrine, gôndolas, elevadores, aeroportos, restaurantes, check-out, entre outros locais que desejam transmitir aos seus clientes e consumidores informação e entretenimento.Gustavo Sued, gerente de projetos da POP Marketing, falou sobre as perspectivas do consumidor e os aspectos dessa ferramenta no mercado externo. Ele explicou que a internet tornou o consumidor mais exigente no momento da decisão de compra, o que torna a sinalização mais próxima da comunicação da web.Segundo o gerente, existem lojas de roupas femininas nos EUA que expõem seus calçados em vitrines com o sistema de RFID – Radio Frequency Identification, que também tem acoplado monitores de LCD. O sistema é acionado quando uma consumidora pega um sapato da vitrine. Automaticamente a tela inicia uma propaganda falando daquele modelo e, em seguida, apresenta os acessórios que podem combinar com aquele calçado.O case mais comentado foi da rede de supermercados Wal-Mart, que iniciou a implantação do sistema de DS em 1997, e hoje tem mais de 125.000 telas inseridas em mais de 3.150 lojas. Segundo pesquisas da rede, o consumidor chega a ficar cerca de sete minutos frente às telas para decidir suas marcas e produtos durante uma compra, formalizando 47% de brand-recall de produtos anunciados nos monitores.Para Sued, as telas de LCD formaram uma grande combinação de infotainment. Durante o workshop, o especialista apresentou 10 guidelines para fazer com que os PDV’s fiquem mais atraentes ao utilizar essa nova tecnologia. “Cada vídeo deve ter um conteúdo exclusivo de informações com, no máximo, cinco segundos de apresentação e essa comunicação deverá estar próxima do produto” explica.As telas deveram ser harmonizadas com os materiais de merchandising já existentes. Essa comunicação que tem obrigatoriamente trazer um benefício para o cliente. Um áudio direcional pode ser uma opção e promoções como page 2 leve 3 devem funcionaram também nesse sistema.A rotatividade das inserções deve ser ajustada à permanência dos consumidores na loja. A informação e o entretenimento são ótimas opções para a apresentação de produtos e por fim sempre manter a constante da atualização dessa comunicação é o fator importante para a decisão de compra no PDV.Na seqüência, Ronald Peach Jr., diretor geral da DROID/OM e diretor de operações do sub-comitê de DS do POPAI Brasil, apresentou a metodologia que será utilizada na pesquisa que indicará as taxas de conversão de vendas ao aplicar os monitores no PDV.Segundo o diretor, os varejistas estão muito preocupados com o retorno desse investimento. Diante dessa necessidade do varejo, o POPAI Brasil buscou o apoio da APAS – Associação Paulista de Supermercados – e a parceria do Supermercado Sonda, para realizar a medição do estudo em três lojas de sua rede, e assim fortalecer a pesquisa. As filmagens acontecerão durante um período de 30 dias sem a instalação das telas e, em seguida, mais 30 dias com as telas instaladas, assim será medido o incremento das vendas daqueles produtos com a sinalização digital. As telas de LCD serão acopladas nas gôndolas na altura dos olhos do consumidor, elas não serão ativadas somente no momento da compra, o conteúdo rodará na tela a todo momento. Para a realização, os monitores serão instalados em cinco categorias de impulso, são elas: bomboniere, perfumaria, temperos, sucos e limpeza.Cada loja tem um fluxo médio de 150.000 mil visitas por mês, o que dará um número quantitativo e relevante para fazer a medição proposta. Porém os produtos escolhidos não poderão ser sazonais, o que implicaria em um viés do estudo.Os equipamentos utilizados na pesquisa, hardware, software, bem como a tecnologia aplicada durante a medição e a tabulação dos resultados, serão fornecidos pelas empresas associadas á entidade, entre elas, a 3M, Aramax, Bicca, Droid/OM, POP Marketing e Tigris. Os resultados deverão ser apresentados ao mercado em janeiro de 2008.Na seqüência, Marici Raspes, gerente de visual merchandising de eventos e artigos esportivos da Alpargatas, mostrou cases das marcas Topper, Rainha e Mizuno e a eficiência do Projeto de Sinalização Digital nas lojas em todo Brasil. Segundo Marici, o projeto ajudou a marca a conquistar mais espaço nas vitrines tanto no varejo calcadista quanto nas lojas especializadas, além de dar uma maior visibilidade e inovação de exposição do produto na loja.Walter Duran, diretor de tecnologia e pesquisa da Philips, mostrou o futuro da tecnologia aplicada em diversos canais de comunicação como a TV Espelho, uma tela da plasma/LDC que pode passar propagandas e quando acionadas viram espelhos nos corredores de hotéis. Outra novidade apresentada foi o micro display para cartões de crédito. Duran mostrou que os consumidores poderão acessar suas faturas e saber o quanto já gastaram em uma telinha acoplada no próprio cartão. O projeto 3D Solutions é o mais novo lançamento da Philips que proporciona ao consumidor visualizar a propaganda em 3D sem precisar de óculos apropriados.
Marcadores: Deixe seu comentário
POPAI Brasil Aponta As Tendências Da Sinalização Digital No PDV
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
VoIP
Até 2010, 95% das grandes companhias do mundo usarão o VoIP para suas ligações
Por ANDRÉ BORGES
No Japão, fala-se ao celular por meio da rede de internetVocê aperta o botão e nós fazemos o resto. Nada mais atual do que a lendária frase citada pelo inventor George Eastman nos idos de 1888, para marcar o lançamento de sua câmera fotográfica amadora Kodak. O slogan, que no século XIX girou o globo para difundir a popularização da fotografia, resume bem a reviravolta que as tecnologias da informação também causaram nos últimos anos, mais precisamente, na última década.
Os cliques da internet colocaram o mundo dos negócios de pernas para o ar, mudaram a forma das pessoas se relacionarem, construíram e destruíram regras de mercado, mexeram com os brios do setor financeiro, fizeram fracassados e milionários de um dia para o outro. Hoje, passadas as bolhas e bugs de milênios, muitos executivos folgam seus cintos ao afirmarem que o que predomina é uma sensação de crescimento consolidado do meio eletrônico, o que dá uma certa "tranqüilidade" quanto aos rumos da evolução tecnológica e de seus impactos em diversos setores.
O universo dos bits, que sempre elegeu uma "bola da vez"para orientar a demanda de mercado, viveria atualmente um ciclo evolutivo mais transparente, sem grandes rupturas. Pode até ser. Mas uma rápida espiada sobre alguns cenários projetados por especialistas para os próximos anos mostra que inspiração é o que não vai faltar. Adeus à telefonia convencional. Até 2010, as ligações realizadas por meio de redes de internet (VoIP), integrando também recursos para transmissão de dados, estarão presentes em pelo menos 95% das grandes companhias em todo o mundo.
Segundo as projeções do instituto de pesquisas Gartner, migrações desse porte acarretarão em mudanças radicais no atual cenário de telecomunicações. Nos próximos cinco anos, cerca de metade dos provedores de serviços de rede serão adquiridos ou simplesmente desaparecerão. Até lá, está previsto que o preço dos serviços de dados caia 15% anualmente e os serviços de voz entre 7% e 15%, embora o tráfego de informações deva crescer entre 30% e 60%. Pela mesma rede, também trafegará a TV digital, trazendo um "computador" para a sala de estar. Serviço é a palavra de ordem.
A idéia de pagar exatamente por aquilo que se usa ganhará mais força nos próximos anos. Segundo o Gartner, em 2010 pelo menos 30% do software das grandes empresas será entregue por provedores externos e pagos por uso. O instituto aponta que, até 2008, cerca de 80% dos projetos de desenvolvimento de aplicativos de software devem estar nas mãos de empresas terceirizadas. A tendência é de que fabricantes de software alterem o modo de venderem seus produtos, deixando de lado as cotas por licenças para prestarem serviços e suporte.
São mudanças que já estão mexendo com o dia-a-dia de gigantes do setor. "Há andares da IBM, ali na rua Tutóia (base da IBM em São Paulo), que festejam quando fechamos algum contrato de serviços com bancos. Mas há outros que ficam em silêncio, eles sabem que não venderão mais máquinas para aquele banco. Esse é um desafio para a própria IBM", reconhece o sócio da IBM Business Consulting, Luís Antônio Simões Gouveia. As etiquetas de identificação por radiofreqüência (RFID) são candidatas a protagonizar o cenário corporativo de tecnologia da informação nos próximos anos, algo que já tem incomodado muita gente.
A União Européia, preocupada com a proteção da privacidade e dos direitos humanos, criou diretrizes para serem seguidas por companhias e órgãos do governo que pretendam fazer uso das etiquetas, as quais são capazes de captar hábitos de consumo, rastrear indivíduos enquanto passam por locais públicos, entre outras transações. Um estudo da empresa britânica IDTechEx aponta que o mercado global de RFID deve bater a marca de US$ 7,26 bilhões em 2008, quando 46,8 bilhões de etiquetas serão vendidas para o rastreamento de medicamentos, bagagens, animais, livros e passagens.
Em 2010, projeta-se que 48% das etiquetas inteligentes sejam vendidas na Ásia e 32% na América do Norte. E há também o mercado publicitário, um dos mais interessados em fazer propaganda da internet. Não por acaso. Dados da consultoria Jupiter Research apontam que, em 2010, a propaganda online deve chegar a US$ 18,9 bilhões apenas nos Estados Unidos, volume duas vezes maior do que 2004 (US$ 9,3 bilhões). O estudo aponta que o modelo de busca patrocinada - no qual o anunciante posiciona seu anúncio conforme o item procurado pelo internauta - deve concentrar boa parte do mercado publicitário na rede, crescendo a uma taxa anual de 12% nos próximos cinco anos.
Nesse período, tecnologias de rich media (internet rica) e streaming abocanharão receitas da ordem de US$ 4,5 bilhões, ao lado de classificados online, que renderão US$ 4,1 bilhões. Projeções de empresas como Microsoft apontam que o mercado mundial de propaganda digital deve chegar a US$ 21 bilhões em 2008, saltando de uma participação de 2,7% do bolo publicitário mundial, para 3,6%. No Brasil, a estimativa da empresa de pesquisa Forrester é de que a propaganda online atinja a cifra de US$ 200 milhões em 2008, ante os US$ 80 milhões do ano passado.
Quanto ao celular, vai baixar música, texto, TV, telefonia, cartão-de-crédito, banco, internet. Dizer que usa um telefone celular já não será a melhor forma de se referir à nova geração de dispositivos móveis. A integração de serviços já começou e não tem volta. Em países como o Japão, pessoas já conversam pelo celular por meio de redes de internet. Na Finlândia, compra-se de tudo com os dispositivos móveis, apenas aproximandoos de leitores de códigos. Outra boa notícia para usuário é que, até 2010, o preço médio dos equipamentos deve cair, embora o número de equipamentos em uso tenda a crescer fortemente.
Segundo estudo da Frost & Sullivan, as receitas globais com a venda de celulares cairão 16% nos próximos cinco anos, passando de US$ 126,2 bilhões em 2004 para US$ 106,5 bilhões em 2010. Os chips também chegaram para ficar. Pode ser que não estejamos muito próximos da decisão de implantar um dispositivo sob a pele, mas o fato é que esses componentes farão parte da vida de qualquer cidadão. A Inglaterra, por exemplo, aprovou um projeto de lei que cria um sistema para armazenar informações biomédicas de todos os ingleses nas carteiras de identidade.
Até 2010, os mais de 60 milhões de ingleses devem ter uma carteira de identidade equipada com um chip para carregar informações pessoais como impressão digital, mapeamento facial e da íris. A idéia é que essas informações fiquem armazenadas em um grande banco de dados central, batizado de Registro Nacional de Identificação. No Brasil, os ensaios com documentos como CPFs já começaram.
A banda larga também caminha em alta velocidade. A previsão é que em 2010 serão 350 milhões de assinantes, segundo relatório divulgado pelo iSuppli. A pesquisa aponta que haverá um crescimento de 31% no número de assinantes este ano, atingindo 185,74 milhões de pessoas. A curva de crescimento, no entanto, deve desacelerar nos próximos quatro anos. A possível estabilização no número de assinantes se deverá, principalmente, à saturação de usuários em países mais desenvolvidos da América e Europa.
A corrida pela fabricação de supercomputadores deve dominar o cenário internacional, motivado principalmente por pesquisas científicas na área de nanotecnologia e biotecnologia. Países como Estados Unidos e Japão já queimam neurônios. Recentemente, os japoneses começaram a trabalhar no desenvolvimento de um supercomputador capaz de realizar cálculos cerca de 30 vezes mais rápido do que o Blue Gene/L da IBM, hoje o mais veloz equipamento do mundo. Mas, nem tudo são flores no futuro das tecnologias da informação.
Estudo do professor Trevor Barr, da Universidade de Tecnologia Swinburne, da Austrália, aponta que o caos deve tomar conta da internet em 2010. A razão para tanta confusão eletrônica está relacionada ao crescente volume de spams, vírus e outras pragas digitais. A pesquisa Smart Internet 2010 aponta que a internet está se tornando um ambiente pouco funcional devido ao grande número de aplicações que concentra, além de problemas decorrentes da falta de confiança nas operações digitais.
Por ANDRÉ BORGES
No Japão, fala-se ao celular por meio da rede de internetVocê aperta o botão e nós fazemos o resto. Nada mais atual do que a lendária frase citada pelo inventor George Eastman nos idos de 1888, para marcar o lançamento de sua câmera fotográfica amadora Kodak. O slogan, que no século XIX girou o globo para difundir a popularização da fotografia, resume bem a reviravolta que as tecnologias da informação também causaram nos últimos anos, mais precisamente, na última década.
Os cliques da internet colocaram o mundo dos negócios de pernas para o ar, mudaram a forma das pessoas se relacionarem, construíram e destruíram regras de mercado, mexeram com os brios do setor financeiro, fizeram fracassados e milionários de um dia para o outro. Hoje, passadas as bolhas e bugs de milênios, muitos executivos folgam seus cintos ao afirmarem que o que predomina é uma sensação de crescimento consolidado do meio eletrônico, o que dá uma certa "tranqüilidade" quanto aos rumos da evolução tecnológica e de seus impactos em diversos setores.
O universo dos bits, que sempre elegeu uma "bola da vez"para orientar a demanda de mercado, viveria atualmente um ciclo evolutivo mais transparente, sem grandes rupturas. Pode até ser. Mas uma rápida espiada sobre alguns cenários projetados por especialistas para os próximos anos mostra que inspiração é o que não vai faltar. Adeus à telefonia convencional. Até 2010, as ligações realizadas por meio de redes de internet (VoIP), integrando também recursos para transmissão de dados, estarão presentes em pelo menos 95% das grandes companhias em todo o mundo.
Segundo as projeções do instituto de pesquisas Gartner, migrações desse porte acarretarão em mudanças radicais no atual cenário de telecomunicações. Nos próximos cinco anos, cerca de metade dos provedores de serviços de rede serão adquiridos ou simplesmente desaparecerão. Até lá, está previsto que o preço dos serviços de dados caia 15% anualmente e os serviços de voz entre 7% e 15%, embora o tráfego de informações deva crescer entre 30% e 60%. Pela mesma rede, também trafegará a TV digital, trazendo um "computador" para a sala de estar. Serviço é a palavra de ordem.
A idéia de pagar exatamente por aquilo que se usa ganhará mais força nos próximos anos. Segundo o Gartner, em 2010 pelo menos 30% do software das grandes empresas será entregue por provedores externos e pagos por uso. O instituto aponta que, até 2008, cerca de 80% dos projetos de desenvolvimento de aplicativos de software devem estar nas mãos de empresas terceirizadas. A tendência é de que fabricantes de software alterem o modo de venderem seus produtos, deixando de lado as cotas por licenças para prestarem serviços e suporte.
São mudanças que já estão mexendo com o dia-a-dia de gigantes do setor. "Há andares da IBM, ali na rua Tutóia (base da IBM em São Paulo), que festejam quando fechamos algum contrato de serviços com bancos. Mas há outros que ficam em silêncio, eles sabem que não venderão mais máquinas para aquele banco. Esse é um desafio para a própria IBM", reconhece o sócio da IBM Business Consulting, Luís Antônio Simões Gouveia. As etiquetas de identificação por radiofreqüência (RFID) são candidatas a protagonizar o cenário corporativo de tecnologia da informação nos próximos anos, algo que já tem incomodado muita gente.
A União Européia, preocupada com a proteção da privacidade e dos direitos humanos, criou diretrizes para serem seguidas por companhias e órgãos do governo que pretendam fazer uso das etiquetas, as quais são capazes de captar hábitos de consumo, rastrear indivíduos enquanto passam por locais públicos, entre outras transações. Um estudo da empresa britânica IDTechEx aponta que o mercado global de RFID deve bater a marca de US$ 7,26 bilhões em 2008, quando 46,8 bilhões de etiquetas serão vendidas para o rastreamento de medicamentos, bagagens, animais, livros e passagens.
Em 2010, projeta-se que 48% das etiquetas inteligentes sejam vendidas na Ásia e 32% na América do Norte. E há também o mercado publicitário, um dos mais interessados em fazer propaganda da internet. Não por acaso. Dados da consultoria Jupiter Research apontam que, em 2010, a propaganda online deve chegar a US$ 18,9 bilhões apenas nos Estados Unidos, volume duas vezes maior do que 2004 (US$ 9,3 bilhões). O estudo aponta que o modelo de busca patrocinada - no qual o anunciante posiciona seu anúncio conforme o item procurado pelo internauta - deve concentrar boa parte do mercado publicitário na rede, crescendo a uma taxa anual de 12% nos próximos cinco anos.
Nesse período, tecnologias de rich media (internet rica) e streaming abocanharão receitas da ordem de US$ 4,5 bilhões, ao lado de classificados online, que renderão US$ 4,1 bilhões. Projeções de empresas como Microsoft apontam que o mercado mundial de propaganda digital deve chegar a US$ 21 bilhões em 2008, saltando de uma participação de 2,7% do bolo publicitário mundial, para 3,6%. No Brasil, a estimativa da empresa de pesquisa Forrester é de que a propaganda online atinja a cifra de US$ 200 milhões em 2008, ante os US$ 80 milhões do ano passado.
Quanto ao celular, vai baixar música, texto, TV, telefonia, cartão-de-crédito, banco, internet. Dizer que usa um telefone celular já não será a melhor forma de se referir à nova geração de dispositivos móveis. A integração de serviços já começou e não tem volta. Em países como o Japão, pessoas já conversam pelo celular por meio de redes de internet. Na Finlândia, compra-se de tudo com os dispositivos móveis, apenas aproximandoos de leitores de códigos. Outra boa notícia para usuário é que, até 2010, o preço médio dos equipamentos deve cair, embora o número de equipamentos em uso tenda a crescer fortemente.
Segundo estudo da Frost & Sullivan, as receitas globais com a venda de celulares cairão 16% nos próximos cinco anos, passando de US$ 126,2 bilhões em 2004 para US$ 106,5 bilhões em 2010. Os chips também chegaram para ficar. Pode ser que não estejamos muito próximos da decisão de implantar um dispositivo sob a pele, mas o fato é que esses componentes farão parte da vida de qualquer cidadão. A Inglaterra, por exemplo, aprovou um projeto de lei que cria um sistema para armazenar informações biomédicas de todos os ingleses nas carteiras de identidade.
Até 2010, os mais de 60 milhões de ingleses devem ter uma carteira de identidade equipada com um chip para carregar informações pessoais como impressão digital, mapeamento facial e da íris. A idéia é que essas informações fiquem armazenadas em um grande banco de dados central, batizado de Registro Nacional de Identificação. No Brasil, os ensaios com documentos como CPFs já começaram.
A banda larga também caminha em alta velocidade. A previsão é que em 2010 serão 350 milhões de assinantes, segundo relatório divulgado pelo iSuppli. A pesquisa aponta que haverá um crescimento de 31% no número de assinantes este ano, atingindo 185,74 milhões de pessoas. A curva de crescimento, no entanto, deve desacelerar nos próximos quatro anos. A possível estabilização no número de assinantes se deverá, principalmente, à saturação de usuários em países mais desenvolvidos da América e Europa.
A corrida pela fabricação de supercomputadores deve dominar o cenário internacional, motivado principalmente por pesquisas científicas na área de nanotecnologia e biotecnologia. Países como Estados Unidos e Japão já queimam neurônios. Recentemente, os japoneses começaram a trabalhar no desenvolvimento de um supercomputador capaz de realizar cálculos cerca de 30 vezes mais rápido do que o Blue Gene/L da IBM, hoje o mais veloz equipamento do mundo. Mas, nem tudo são flores no futuro das tecnologias da informação.
Estudo do professor Trevor Barr, da Universidade de Tecnologia Swinburne, da Austrália, aponta que o caos deve tomar conta da internet em 2010. A razão para tanta confusão eletrônica está relacionada ao crescente volume de spams, vírus e outras pragas digitais. A pesquisa Smart Internet 2010 aponta que a internet está se tornando um ambiente pouco funcional devido ao grande número de aplicações que concentra, além de problemas decorrentes da falta de confiança nas operações digitais.
Você lembra por que inventaram a patente?
Você lembra por que inventaram a patente? Alguém, um dia, teve uma boa idéia e quis garantir exclusividade dos lucros com essa tal idéia.Como é a fórmula da Coca-Cola? Patenteada. Os softwares dentro do iPhone? Patenteados. O mais recente Harry Potter, bem, esse já está na internet, para qualquer um baixar. O último CD do Strokes também. Na verdade, um CD que ainda nem foi lançado pela gravadora também já está.Pensando bem, para a fórmula da Coca-Cola, dê um google e me conte o resultado. O fato é que o conceito de Patente, como conhecemos, está ficando obsoleto.No meu último artigo (Forbes nº 160), falei sobre a força da colaboratividade e de como é evidente a tendência das empresas e/ou ambientes produtivos de dedicarem esforços conjuntos para conseguir resultados.
O fato é que quando as boas idéias são resultado de um esforço coletivo, é mais difícil garantir que apenas essa coletividade tenha direito de usufruir dessas idéias, simplesmente porque é quase impossível restringir os segredos (industriais) dentro do grupo que os concebeu. Legal ou ilegalmente, o fato é que a maneira de lidar com a propriedade intelectual está sofrendo uma drástica mudança.Diariamente, milhões e milhões de patentes e copyrights são rompidos. Conteúdo digital passa de uma máquina para outra no formato de arquivos torrent ou compactados em formato zip. Qualquer filme estréia hoje nos computadores, nos chats e fóruns antes de estrear nas salas de cinema.Mas não é só o conteúdo digital que está fluindo pela rede. O mundo está se tornando open source pelo poder dos usuários unidos.Conheça Jon Lech Johansen. Um norueguês de 24 anos responsável por quebras de defesas anticópias dos DVDs. Suas proezas renderam-lhe um apelido no mundo hacker: DVD Jon. Sua última façanha?No dia 29 de junho, o tão esperado iPhone foi lançado pela Apple. Se você não tiver uma conta com a AT&T, seu iPhone não faz nada, fica lá, pedindo para ser ativado. Meses de trabalho de centenas de engenheiros para garantir que o aparelho só funcione depois que o usuário tenha uma conta com a AT&T.Pois apenas 48 horas após o lançamento, DVD Jon publicou uma forma de ultrapassar a barreira tecnológica que prendia o aparelho à AT&T. Com meia dúzia de comandos que DVD Jon publicou em seu blog, curiosamente chamado “So Sue Me” (então processe-me!), o iPhone transforma-se num iPod WiFi.Em pouco tempo, a notícia se espalhou. Do outro lado do mundo, Geohot, um adolescente americano em busca de um projeto de verão, criou um Wiki para o desenvolvimento de uma plataforma de programação para o iPhone. Sua intenção é possibilitar a criação de aplicativos para o aparelho.Enquanto escrevo, a plataforma já gerou seu primeiro “Hello World”, um programa simples, indicando que, em breve, o mundo dos programadores poderá desenvolver complexos aplicativos para o iPhone. Coisa que nem a Apple nem a AT&T queriam que acontecesse. Mas o adolescente e uma comunidade inteira sim.Então processe-os!
Mentor Muniz Neto é VP Executivo de Criação da Bullet e escreve regularmente para o www.updateordie.com
Via Forbes
Marcadores: Deixe seu comentário
Você lembra por que inventaram a patente?
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
DSB: A nova era da comunicação - Isso se chama viral
A Nova era da comunicação.
Isso se chama viral:
Texto: Daniela Serena Bastos
Uma mistura de "Velozes e furiosos" com "Mamãe comprei minha primeira câmera e agora só quero sair por ai fazendo vídeos".
http://www.youtube.com/watch?v=SpuAwPs0piw
Parece né, mas a verdade é que todo mundo sabe que este vídeo não foi feito apenas por dois adolescêntes indo para a serra no final de semana, por trás dele existe toda uma equipe competente e responsável pela ação, dando a ele:
Views: 89,952 , Comments: 119 e Favorited: 39 times em menos de um mês!!.
O que faz com que as pessoas gostem do vídeo e principalmente façam dele seu vídeo favorito é justo o fato de ele parecer ter sido feito por qualquer um.
"Eu gostei do vídeo, pois posso mandar para todos meus amigos, posso dar muitas risadas com eles na frente do PC, e posso me identificar com ele, eu me identifico com o vídeo, eu idealizo aquele momento, todos querem ir para serra no final de semana com seu super Fiat Punto"
Olha esse aqui então, preste atenção nas músicas, nos detalhes e na fonte dos dois vídeos, esses detalhes é que devem ser percebidos.
http://www.youtube.com/watch?v=VGdQ43nsaIo&mode=related&search=
Viu a velocidade que marcou o ponteiro?? Sabe o que acontece se a Fiat faz isso na TV, é censurada, gasta uma fortuna e o Conar manda tirar, como fez com o Palio!
fora que precisa mostras tudo nos míseros e odiados 30`.
Outro detalhe é que talvez não seja notado,( pelos leigos pois quem conhece o psicologia do consumidor, não só nota como trabalha em cima disso) é que estes vídeos estão despertando nos jovens o desejo de terem seu Punto, para fazer seu vídeo, para serem os "atores" principais.
Entende a lógica ?? Eu vejo um vídeo desses, ou 347 (que é o numero já disponível de vídeos), sinto vontade de comprar. Entro no Msn para falar com minha amiga, meu amigo e vejo um lindo banner do Punto, vou até a concessionária, vejo, gosto, compro e FAÇO MEU VÍDEO.
Fazendo um vídeo eu vou passar para meus amigos verem , que irão assistir, aproveitando para verem outros vídeos, e mandando para outros amigos que cumprirão o mesmo ciclo. È quase subliminar.
O terra tem seu concurso " você diretor" que te dá MP3 player, TV`s de plasma e claro câmeras de vídeo!! Não sei por que mas algo me diz que tem alguma coisa por trás destes concursos aparentemente Bestas segundo alguns ( na na minha opinião não tem nada de besta, é uma ótima sacada de marketing), .
Bom, um concurso besta, que dá prêmios irrisoriamente bestas, tem uma audiência de 100%, pois as pessoas ainda continuam e continuarão por muito tempo gostando de assuntos betas (Como a Bruninha acabou de falar " De lingerie Debora Seco aumenta audiência de novela, ou melhor ainda como vi no documentário, muito além do cidadão kane " Princesa Daiana vem ao Brasil e exibe boa forma na piscina do hotel", noticiado em pleno JN por Cid Moreira).
O terra faz um relatório de audiência, mostra que no mês de agosto teve 1 milhão de acessos, não conta para o anunciante que esta cota de acessos foi em função do concurso besta e vende seus espaços por um valor NADA BESTA!!!.
O nome disso se chama Marketing de Permissão, que segundo Seth Godin, o Target (que não é mais considerado Publico Alvo, mas isso é assunto para outro Post)
não só permite que a comunicação chegue até ele, mas principalmente, ele procura, na hora que quer,como quer, e o quanto quer, e sabe por que isso tem dado tão certo, pois o internauta sabe que vai encontrar aquilo que procura.
Você molda sua mensagem de tal maneira que os clientes queiram recebê-las. Elas prestam atenção voluntariamente. SIMPLES!
Já tentou procurar um vídeo, sobre qualquer assunto e não achar? Seria impossível alimentar a rede sem a ajuda dos consumidores, mas também seria impossível mante-la sem a experiência dos profissionais.
Morre aqui o marketing de interrupção, e eu não fico nem um pouco triste!!!
Isso se chama viral:
Texto: Daniela Serena Bastos
Uma mistura de "Velozes e furiosos" com "Mamãe comprei minha primeira câmera e agora só quero sair por ai fazendo vídeos".
http://www.youtube.com/watch?v=SpuAwPs0piw
Parece né, mas a verdade é que todo mundo sabe que este vídeo não foi feito apenas por dois adolescêntes indo para a serra no final de semana, por trás dele existe toda uma equipe competente e responsável pela ação, dando a ele:
Views: 89,952 , Comments: 119 e Favorited: 39 times em menos de um mês!!.
O que faz com que as pessoas gostem do vídeo e principalmente façam dele seu vídeo favorito é justo o fato de ele parecer ter sido feito por qualquer um.
"Eu gostei do vídeo, pois posso mandar para todos meus amigos, posso dar muitas risadas com eles na frente do PC, e posso me identificar com ele, eu me identifico com o vídeo, eu idealizo aquele momento, todos querem ir para serra no final de semana com seu super Fiat Punto"
Olha esse aqui então, preste atenção nas músicas, nos detalhes e na fonte dos dois vídeos, esses detalhes é que devem ser percebidos.
http://www.youtube.com/watch?v=VGdQ43nsaIo&mode=related&search=
Viu a velocidade que marcou o ponteiro?? Sabe o que acontece se a Fiat faz isso na TV, é censurada, gasta uma fortuna e o Conar manda tirar, como fez com o Palio!
fora que precisa mostras tudo nos míseros e odiados 30`.
Outro detalhe é que talvez não seja notado,( pelos leigos pois quem conhece o psicologia do consumidor, não só nota como trabalha em cima disso) é que estes vídeos estão despertando nos jovens o desejo de terem seu Punto, para fazer seu vídeo, para serem os "atores" principais.
Entende a lógica ?? Eu vejo um vídeo desses, ou 347 (que é o numero já disponível de vídeos), sinto vontade de comprar. Entro no Msn para falar com minha amiga, meu amigo e vejo um lindo banner do Punto, vou até a concessionária, vejo, gosto, compro e FAÇO MEU VÍDEO.
Fazendo um vídeo eu vou passar para meus amigos verem , que irão assistir, aproveitando para verem outros vídeos, e mandando para outros amigos que cumprirão o mesmo ciclo. È quase subliminar.
O terra tem seu concurso " você diretor" que te dá MP3 player, TV`s de plasma e claro câmeras de vídeo!! Não sei por que mas algo me diz que tem alguma coisa por trás destes concursos aparentemente Bestas segundo alguns ( na na minha opinião não tem nada de besta, é uma ótima sacada de marketing), .
Bom, um concurso besta, que dá prêmios irrisoriamente bestas, tem uma audiência de 100%, pois as pessoas ainda continuam e continuarão por muito tempo gostando de assuntos betas (Como a Bruninha acabou de falar " De lingerie Debora Seco aumenta audiência de novela, ou melhor ainda como vi no documentário, muito além do cidadão kane " Princesa Daiana vem ao Brasil e exibe boa forma na piscina do hotel", noticiado em pleno JN por Cid Moreira).
O terra faz um relatório de audiência, mostra que no mês de agosto teve 1 milhão de acessos, não conta para o anunciante que esta cota de acessos foi em função do concurso besta e vende seus espaços por um valor NADA BESTA!!!.
O nome disso se chama Marketing de Permissão, que segundo Seth Godin, o Target (que não é mais considerado Publico Alvo, mas isso é assunto para outro Post)
não só permite que a comunicação chegue até ele, mas principalmente, ele procura, na hora que quer,como quer, e o quanto quer, e sabe por que isso tem dado tão certo, pois o internauta sabe que vai encontrar aquilo que procura.
Você molda sua mensagem de tal maneira que os clientes queiram recebê-las. Elas prestam atenção voluntariamente. SIMPLES!
Já tentou procurar um vídeo, sobre qualquer assunto e não achar? Seria impossível alimentar a rede sem a ajuda dos consumidores, mas também seria impossível mante-la sem a experiência dos profissionais.
Morre aqui o marketing de interrupção, e eu não fico nem um pouco triste!!!
Marcadores: Deixe seu comentário
DSB: A nova era da comunicação - Isso se chama viral
Como escolher o editor para o blog de sua empresa e quanto pagar a ele
Finalmente você percebeu que uma das formas mais eficientes para divulgar a sua empresa e manter contato com o seu público é um blog, afinal, relacionamento é a alma do negócio.
Além disso, nas próximas gerações, ferramentas de comunicação que permitam um corpo-a-corpo mais próximo com o cliente serão muito mais úteis que os veículos mais comuns de hoje.
Mas, depois dessa sábia constatação, você vai pensar: mas, macacos me mordam e camarões me belisquem, quem devo contratar para essa tarefa crítica?
Já sei! Um jornalista!
Péeeeeeeein!
Resposta errada!
Um jornalista não é uma boa opção.
Também não pense no seu assessor de imprensa. Esta não é a especialidade dele.
E observe que quem lhe escreve estas linhas é um bacharel em Comunicação Social, com habilitação em jornalismo. E dez anos de redações no currículo.
Embora muitos jornalistas sejam bons comunicadores e tenham texto exemplar, nenhum teve em suas faculdades uma matéria que ensinasse a editar um blog. Muitos nem sabem o que é isso e têm muito a aprender com blogueiros.
Inclusive, há algumas semanas acreditava-se que blogar era coisa que até um macaco saberia fazer e que essa atividade não precisaria ser ensinada.
Na verdade, apesar de tratar-se de uma tarefa um tanto complexa, não existe nenhum curso que ensine a editar um blog profissionalmente.
Ainda.
Mas vejo que sua dúvida, então, continua. Quem contratar?
Escolha um especialista
em seu produto ou serviço
Procurar um editor profissional de blog diretamente nos rankings do Technorati ou do BlogBlogs pode ser um erro.
Sem dúvida que, se o blogueiro está entre os primeiros, ele tem habilidades sociais e outros diferenciais que fizeram com que seu blog se tornasse popular.
Mas nem todos dentre os melhores ranqueados terão a desenvoltura para manter um blog na especialidade de que sua empresa precisa.
Primeiro faça uma busca por um blog que esteja em seu nicho. Se encontrar vários, talvez aí sim seja uma boa idéia verificar qual o melhor ranqueado. Mas lembre-se de que nem sempre um ranking tem os critérios que mais interessam a você.
Leia os textos, verifique os links e como o editor trata os seus leitores e os outros editores. E decida você mesmo.
Não encontrei ninguém
no meu nicho! E agora?
Se você tiver dificuldade em encontrar alguém blogando sobre o assunto que lhe interessa meu conselho é que você navegue um pouco mais pela Rede Brasileira de Blogs. Conheça os blogueiros e seus blogs.
Talvez você descubra um blogueiro versátil e flexível o suficiente para tratar de qualquer assunto, disposto a aprender e a traduzir as idéias de sua empresa para esse veículo tão peculiar que só ele domina: o blog.
Conheça o Via6
Nem todos os editores tratam em seus blogs dos assuntos em que são, por formação e experiência, especializados.
Porém, no Via6, você vai encontrar diversos perfis profissionais. Muitos dos que ali estão cadastrados são editores de blog e estão familiarizados com todo o potencial que essa poderosa ferramenta de comunicação oferece.
Quem sabe você não encontra alguém?
Ainda não encontrei
ninguém: resposta é…
um jornalista!
Acho difícil que o nicho de sua empresa seja tão obscuro a ponto de não haver ninguém blogando sobre esse assunto nos próximos dois ou três anos, no máximo. Mas se, mesmo assim, você não encontrou alguém, um jornalista pode ser uma boa resposta.
Mas, claro, um jornalista que saiba usar um blog como ele deve ser usado e que conheça os melhores caminhos de, digamos, espalhar as suas boas-novas.
Eles também têm coisas a ensinar a blogueiros e diversas características que os tornam aptos para abordar qualquer assunto desde que devidamente informados pelas fontes.
Bons jornalistas são capazes de traduzir qualquer assunto complexo para uma linguagem adequada para o grande público.
Porém, esse não é um privilégio dado unicamente por uma faculdade. Profissionais de outras áreas também podem ter essa característica.
Quanto pagar a um
editor profissional
para o blog de
minha empresa?
Quanto você deve pagar? Essa é uma pergunta cuja resposta depende da quantidade e da qualidade do trabalho desejado. Óbvio.
Trata-se de um trabalho altamente especializado. Por se tratar de contato direto com o público - em maior ou menor grau, de acordo com o interesse de sua empresa - é um ponto crítico de comunicação.
Portanto, o valor do seu investimento deve ser muito bem pesado na hora de fechar negócio.
Recentemente, recebi o convite para escrever o blog que uma grande estatal faria para acesso exclusivo dos funcionários. O trabalho previsto para dois meses, que incluía um artigo por dia, iria render-me R$ 5 mil.
Infelizmente a empresa de comunicação que participava da concorrência ficou em segundo lugar. Ainda assim, pude começar a formular minhas conclusões sobre valores.
Outro parâmetro comparativo pode ser a tabela de preços dos Sindicatos de Jornalistas. No sindicato paranaense, no momento, uma matéria com 1440 caracteres custa quase R$ 100.
Arredonde-se o valor para um artigo por dia nesse tamanho aproximado, considere-se o trabalho exigido por links, gerenciamento de comentários, divulgação de artigos e todas as outras tarefas desenvolvidas por um editor profissional e R$ 3 mil é um investimento justo. Pra começar.
Claro que outros valores, para mais e para menos, podem ser negociados, envolvendo fatores variados como dedicação, número de artigos diários ou até mesmo resultados.
Porém creio que um valor muito menor que esse implicará serviços menos profissionais do que você espera para uma parte tão delicada e importante de sua empresa quanto a comunicação direta com o público.
Blog é isso. Comunicação direta com o público. Escolha o profissional correto e invista nele o valor merecido.
Além disso, nas próximas gerações, ferramentas de comunicação que permitam um corpo-a-corpo mais próximo com o cliente serão muito mais úteis que os veículos mais comuns de hoje.
Mas, depois dessa sábia constatação, você vai pensar: mas, macacos me mordam e camarões me belisquem, quem devo contratar para essa tarefa crítica?
Já sei! Um jornalista!
Péeeeeeeein!
Resposta errada!
Um jornalista não é uma boa opção.
Também não pense no seu assessor de imprensa. Esta não é a especialidade dele.
E observe que quem lhe escreve estas linhas é um bacharel em Comunicação Social, com habilitação em jornalismo. E dez anos de redações no currículo.
Embora muitos jornalistas sejam bons comunicadores e tenham texto exemplar, nenhum teve em suas faculdades uma matéria que ensinasse a editar um blog. Muitos nem sabem o que é isso e têm muito a aprender com blogueiros.
Inclusive, há algumas semanas acreditava-se que blogar era coisa que até um macaco saberia fazer e que essa atividade não precisaria ser ensinada.
Na verdade, apesar de tratar-se de uma tarefa um tanto complexa, não existe nenhum curso que ensine a editar um blog profissionalmente.
Ainda.
Mas vejo que sua dúvida, então, continua. Quem contratar?
Escolha um especialista
em seu produto ou serviço
Procurar um editor profissional de blog diretamente nos rankings do Technorati ou do BlogBlogs pode ser um erro.
Sem dúvida que, se o blogueiro está entre os primeiros, ele tem habilidades sociais e outros diferenciais que fizeram com que seu blog se tornasse popular.
Mas nem todos dentre os melhores ranqueados terão a desenvoltura para manter um blog na especialidade de que sua empresa precisa.
Primeiro faça uma busca por um blog que esteja em seu nicho. Se encontrar vários, talvez aí sim seja uma boa idéia verificar qual o melhor ranqueado. Mas lembre-se de que nem sempre um ranking tem os critérios que mais interessam a você.
Leia os textos, verifique os links e como o editor trata os seus leitores e os outros editores. E decida você mesmo.
Não encontrei ninguém
no meu nicho! E agora?
Se você tiver dificuldade em encontrar alguém blogando sobre o assunto que lhe interessa meu conselho é que você navegue um pouco mais pela Rede Brasileira de Blogs. Conheça os blogueiros e seus blogs.
Talvez você descubra um blogueiro versátil e flexível o suficiente para tratar de qualquer assunto, disposto a aprender e a traduzir as idéias de sua empresa para esse veículo tão peculiar que só ele domina: o blog.
Conheça o Via6
Nem todos os editores tratam em seus blogs dos assuntos em que são, por formação e experiência, especializados.
Porém, no Via6, você vai encontrar diversos perfis profissionais. Muitos dos que ali estão cadastrados são editores de blog e estão familiarizados com todo o potencial que essa poderosa ferramenta de comunicação oferece.
Quem sabe você não encontra alguém?
Ainda não encontrei
ninguém: resposta é…
um jornalista!
Acho difícil que o nicho de sua empresa seja tão obscuro a ponto de não haver ninguém blogando sobre esse assunto nos próximos dois ou três anos, no máximo. Mas se, mesmo assim, você não encontrou alguém, um jornalista pode ser uma boa resposta.
Mas, claro, um jornalista que saiba usar um blog como ele deve ser usado e que conheça os melhores caminhos de, digamos, espalhar as suas boas-novas.
Eles também têm coisas a ensinar a blogueiros e diversas características que os tornam aptos para abordar qualquer assunto desde que devidamente informados pelas fontes.
Bons jornalistas são capazes de traduzir qualquer assunto complexo para uma linguagem adequada para o grande público.
Porém, esse não é um privilégio dado unicamente por uma faculdade. Profissionais de outras áreas também podem ter essa característica.
Quanto pagar a um
editor profissional
para o blog de
minha empresa?
Quanto você deve pagar? Essa é uma pergunta cuja resposta depende da quantidade e da qualidade do trabalho desejado. Óbvio.
Trata-se de um trabalho altamente especializado. Por se tratar de contato direto com o público - em maior ou menor grau, de acordo com o interesse de sua empresa - é um ponto crítico de comunicação.
Portanto, o valor do seu investimento deve ser muito bem pesado na hora de fechar negócio.
Recentemente, recebi o convite para escrever o blog que uma grande estatal faria para acesso exclusivo dos funcionários. O trabalho previsto para dois meses, que incluía um artigo por dia, iria render-me R$ 5 mil.
Infelizmente a empresa de comunicação que participava da concorrência ficou em segundo lugar. Ainda assim, pude começar a formular minhas conclusões sobre valores.
Outro parâmetro comparativo pode ser a tabela de preços dos Sindicatos de Jornalistas. No sindicato paranaense, no momento, uma matéria com 1440 caracteres custa quase R$ 100.
Arredonde-se o valor para um artigo por dia nesse tamanho aproximado, considere-se o trabalho exigido por links, gerenciamento de comentários, divulgação de artigos e todas as outras tarefas desenvolvidas por um editor profissional e R$ 3 mil é um investimento justo. Pra começar.
Claro que outros valores, para mais e para menos, podem ser negociados, envolvendo fatores variados como dedicação, número de artigos diários ou até mesmo resultados.
Porém creio que um valor muito menor que esse implicará serviços menos profissionais do que você espera para uma parte tão delicada e importante de sua empresa quanto a comunicação direta com o público.
Blog é isso. Comunicação direta com o público. Escolha o profissional correto e invista nele o valor merecido.
Marcadores: Deixe seu comentário
Como escolher o editor para o blog de sua empresa e quanto pagar a ele
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Mais Kevin Kelly - "Novas Regras para uma Nova Economia"
Entrevista com Kevin Kelly, autor de "Novas Regras para uma Nova Economia"
O livro de Kevin Kelly, hoje traduzido para nove idiomas, é considerado leitura essencial para se entender o que está acontecendo na sociedade da Informação. Veja nesta entrevista como as previsões que Kevin fez em seu livro estão se concretizando e traçando o rumo da empresa em uma nova economia.
Mario Persona: Seu livro "Novas Regras para uma Nova Economia: 10 Estratégias Radicais para um Mundo Conectado" tem sido um guia para muitos que estão à procura de um rumo para suas empresas na nova economia. Considerando que foi escrito há alguns anos (um tempo longo para o relógio de Internet), e que as coisas estão mudando bem rápido, existe alguma correção que você faria hoje?
Kevin Kelly: Por incrível que pareça, não há nada que eu mudaria, mas há muita coisa que eu acrescentaria -- em sua maioria, muitos outros exemplos. Mas continuo acreditando naquelas regras. Acho que elas são hoje muito mais notórias e importantes.
Mario Persona: Sua idéia é de que a tecnologia não deveria ser usada apenas para gerenciar informações, mas deveria ser um meio para incrementar e cultivar relacionamentos. Com certeza ainda não chegamos ao ponto termos chips conectados por satélite implantados em cada pé de alface da horta, mas se existe algum passo inicial para um empreendedor na nova economia, qual você sugere que seja?
Kevin Kelly: Transformar, a maioria, ou mesmo todas, as suas transações em elétrons; o mais que puder. Ou seja, computadorizar tudo, e entender que não importa qual seja o negócio em que se está, ele tem a ver com software e comunicação. Pode-se conseguir serviços de intranet grátis na Web. Use-os.
Mario Persona: Seu livro fala do surgimento de uma rede global com pontos de controle descentralizados. A experiência do Napster tem demonstrado que esses "pontos de controle descentralizados" podem muito bem ser os grandes "players" usando o poder que conseguiram com as regras da velha economia. Como você enxerga o cenário para os próximos anos? Será esta batalha do velho contra o novo um evento transitório, ou será que isso irá definir a forma e as novas regras que irão efetivamente guiar a nova economia?
Kevin Kelly: Creio que as ponto.com são apenas a primeira onda, não o show todo. Atrás das ponto.com existe a verdadeira revolução, que é a de redes peer-to-peer de todos os tipos, como Linux, Napster e Ebay.
Mario Persona: Você acredita que a rede aumenta as conexões, as quais incrementam as oportunidades de crescimento. Em uma visão macro, a própria rede poderia agir como um "cérebro". Mas quando transferimos a idéia para o micro-cosmo de uma empresa em seu relacionamento com o mercado, descobrimos muitas empresas que criaram uma rede de relacionamentos, mas não conseguem identificar como utilizá-la para lucrar. Isso parece demonstrar que as conexões e redes não podem, por si próprias, fazer muita coisa se não tiverem um cérebro controlando-as. O que você pensa a respeito?
Kevin Kelly: Concordo. A idéia de que tudo o que você precisava fazer era simplesmente criar uma porção de conexões, e conseguiria com isto um cérebro, é chamada de "Conexionismo" em IA (Inteligência Artificial), e não funciona. Você precisa criar a conexão de uma forma inteligente, estruturada -- que é como nossos cérebros fazem na vida real. O mesmo vale para a Web.
Mario Persona: Você acredita que a tecnologia agrega valor à abundância ao invés de fazê-lo à escassez? Se assim for, será que isto seria aplicável a qualquer tipo de produto ou apenas à informação e coisas intangíveis?
Kevin Kelly: A questão é que o ÚNICO valor das coisas tangíveis está agora em sua parte intangível. O custo do ferro em um carro é de cerca de 100 dólares. O que você paga é pelas coisas intangíveis que dão forma àqueles átomos de ferro. Assim, todas as coisas irão seguir as leis dos intangíveis.
Mario Persona: Você parece acreditar que a aceleração do processo de inovação torna necessário abandonar aquilo que atingiu o ápice do sucesso, a fim de fugir da obsolescência. Como alguém saberia o momento certo para fazer isso? Kevin Kelly: Sempre que seus sucessos indicarem que deixar de lado está fora de cogitação ou será um desastre. A hora é essa. Você acaba escravizado por seus clientes atuais e seus desejos PASSADOS. Mario Persona: Se a turbulência acaba sendo a norma, você acredita que não exista muito futuro para as grandes empresas incapazes de acompanhar a velocidade das mudanças?
Kevin Kelly: Não, o que acredito é que existe abundância de novos espaços. Mas teremos muitas grandes empresas, de uma diferente forma de ser grande. Grande continua a ser uma necessidade para tornar eficiente tudo aquilo que funciona. O "grande" não está fadado ao desaparecimento.
Mario Persona: Você leu muitas das importantes obras de economistas, cientistas da computação e historiadores sobre a "nova economia". Quais foram os autores que exerceram maior influência em suas idéias?
Kevin Kelly: George Gilder, Peter Drucker, Hal Varian, Esther Dyson, John Barlow, Brad DeLong, Stuart Kauffman.
Mario Persona: Dar muitas coisas grátis tem sido uma experiência má sucedida para muitas empresas Web da primeira geração. Todavia, seu livro parece ensinar isso e não traça limites no modo de fazê-lo. Como um empreendedor iria identificar onde é a linha divisória, onde deve parar de aplicar a idéia do "dar grátis", antes que isto se transforme no suicídio de sua empresa? Kevin Kelly: Não concordo que dar coisas grátis tenha sido algo mau sucedido. A maioria dessas empresas NÃO TINHA A INTENÇÃO de ganhar dinheiro em seus primeiros anos; e não ganharam. Uma, que talvez seja a mais bem sucedidas empresas de todas as épocas, dá mais coisas grátis que qualquer outra -- a Microsoft. Portanto ainda é cedo para julgarmos a estratégia do dar grátis.
Mario Persona: Em uma espécie de "segundo round" das empresas Web, vemos investidores cansados de derramar dinheiro da "velha economia" em empreitadas de Internet não-lucrativas da "nova economia". Ao que parece, as empresas menores que não morrerem por si só, irão se consolidar em empresas maiores até que apenas uma meia dúzia de grandes empresas permaneçam. Será que isto poderá criar uma nova forma de controle para a nova economia de rede, com regras geradas por essas empresas enormes que estão sendo criadas.
Kevin Kelly: Como já disse, não acredito que o "Grande" esteja fadado ao desaparecimento. A consolidação é algo muito natural em redes, pois o que se deseja são grandes redes, e quanto maior melhor. (Este é o efeito "N ao quadrado", ou a lei de Metacalf). Acho que podemos esperar por uma consolidação cada vez maior dos conceitos existentes; na verdade este é um bom lugar para se apostar. Mas à medida que essa consolidação vai acontecendo, novos impérios do caos estão sendo criados (Napster, por exemplo) onde levará anos até que uma consolidação faça sentido.
Mario Persona: Em seu livro você escreve que "Na nova ordem, a inovação é mais importante que o preço". Poderia explicar isto melhor, agora que o lucro, e não a inovação, parece ser a principal preocupação dos investidores após o mau desempenho da primeira geração de empresas Web?
Kevin Kelly: Você não pode fundamentar suas vendas no preço, ou seja, só por ter produtos baratos. No fim isso é suicídio. Você só pode fundamentar suas vendas em inovações, em ter coisas que as pessoas nem sequer pensavam que iriam precisar. Ater-se ao preço apenas é uma rua sem saída.
Mario Persona: Você acredita que as alianças entre empresas estejam aumentando a inovação? Kevin Kelly: Sim, pois aprender como fazer alianças é algo tão novo, que exige inovação. Mais tarde pode ser que isto não aumente a inovação, mas agora com certeza está.
Mario Persona: Você cita autores de best-sellers, como também conhecidos economistas e futurólogos, mas não cita tantos exemplos de empresas e casos de negócios como vemos em outros livros. Creio que isto acontece por seu livro estar algumas milhas à frente da implementação dessas idéias. Agora que podemos ver ao menos um embrião daquilo que virá a ser uma economia totalmente interconectada, se tivesse que escrever um adendo ao seu livro, quais seriam as empresas que você acredita que estão tendo sucesso usando suas idéias? Kevin Kelly: Com certeza hoje eu promoveria alguns "case studies", mas a verdade é que eu poderia ter incluído mais deles quando escrevi o livro, porém deliberadamente escolhi não fazê-lo por duas razões: 1) Acho que isso desatualiza o livro rapidamente, e 2) me força a tratar do padrão que está por detrás disso, o que creio ser melhor que outros o façam.
O livro de Kevin Kelly, hoje traduzido para nove idiomas, é considerado leitura essencial para se entender o que está acontecendo na sociedade da Informação. Veja nesta entrevista como as previsões que Kevin fez em seu livro estão se concretizando e traçando o rumo da empresa em uma nova economia.
Mario Persona: Seu livro "Novas Regras para uma Nova Economia: 10 Estratégias Radicais para um Mundo Conectado" tem sido um guia para muitos que estão à procura de um rumo para suas empresas na nova economia. Considerando que foi escrito há alguns anos (um tempo longo para o relógio de Internet), e que as coisas estão mudando bem rápido, existe alguma correção que você faria hoje?
Kevin Kelly: Por incrível que pareça, não há nada que eu mudaria, mas há muita coisa que eu acrescentaria -- em sua maioria, muitos outros exemplos. Mas continuo acreditando naquelas regras. Acho que elas são hoje muito mais notórias e importantes.
Mario Persona: Sua idéia é de que a tecnologia não deveria ser usada apenas para gerenciar informações, mas deveria ser um meio para incrementar e cultivar relacionamentos. Com certeza ainda não chegamos ao ponto termos chips conectados por satélite implantados em cada pé de alface da horta, mas se existe algum passo inicial para um empreendedor na nova economia, qual você sugere que seja?
Kevin Kelly: Transformar, a maioria, ou mesmo todas, as suas transações em elétrons; o mais que puder. Ou seja, computadorizar tudo, e entender que não importa qual seja o negócio em que se está, ele tem a ver com software e comunicação. Pode-se conseguir serviços de intranet grátis na Web. Use-os.
Mario Persona: Seu livro fala do surgimento de uma rede global com pontos de controle descentralizados. A experiência do Napster tem demonstrado que esses "pontos de controle descentralizados" podem muito bem ser os grandes "players" usando o poder que conseguiram com as regras da velha economia. Como você enxerga o cenário para os próximos anos? Será esta batalha do velho contra o novo um evento transitório, ou será que isso irá definir a forma e as novas regras que irão efetivamente guiar a nova economia?
Kevin Kelly: Creio que as ponto.com são apenas a primeira onda, não o show todo. Atrás das ponto.com existe a verdadeira revolução, que é a de redes peer-to-peer de todos os tipos, como Linux, Napster e Ebay.
Mario Persona: Você acredita que a rede aumenta as conexões, as quais incrementam as oportunidades de crescimento. Em uma visão macro, a própria rede poderia agir como um "cérebro". Mas quando transferimos a idéia para o micro-cosmo de uma empresa em seu relacionamento com o mercado, descobrimos muitas empresas que criaram uma rede de relacionamentos, mas não conseguem identificar como utilizá-la para lucrar. Isso parece demonstrar que as conexões e redes não podem, por si próprias, fazer muita coisa se não tiverem um cérebro controlando-as. O que você pensa a respeito?
Kevin Kelly: Concordo. A idéia de que tudo o que você precisava fazer era simplesmente criar uma porção de conexões, e conseguiria com isto um cérebro, é chamada de "Conexionismo" em IA (Inteligência Artificial), e não funciona. Você precisa criar a conexão de uma forma inteligente, estruturada -- que é como nossos cérebros fazem na vida real. O mesmo vale para a Web.
Mario Persona: Você acredita que a tecnologia agrega valor à abundância ao invés de fazê-lo à escassez? Se assim for, será que isto seria aplicável a qualquer tipo de produto ou apenas à informação e coisas intangíveis?
Kevin Kelly: A questão é que o ÚNICO valor das coisas tangíveis está agora em sua parte intangível. O custo do ferro em um carro é de cerca de 100 dólares. O que você paga é pelas coisas intangíveis que dão forma àqueles átomos de ferro. Assim, todas as coisas irão seguir as leis dos intangíveis.
Mario Persona: Você parece acreditar que a aceleração do processo de inovação torna necessário abandonar aquilo que atingiu o ápice do sucesso, a fim de fugir da obsolescência. Como alguém saberia o momento certo para fazer isso? Kevin Kelly: Sempre que seus sucessos indicarem que deixar de lado está fora de cogitação ou será um desastre. A hora é essa. Você acaba escravizado por seus clientes atuais e seus desejos PASSADOS. Mario Persona: Se a turbulência acaba sendo a norma, você acredita que não exista muito futuro para as grandes empresas incapazes de acompanhar a velocidade das mudanças?
Kevin Kelly: Não, o que acredito é que existe abundância de novos espaços. Mas teremos muitas grandes empresas, de uma diferente forma de ser grande. Grande continua a ser uma necessidade para tornar eficiente tudo aquilo que funciona. O "grande" não está fadado ao desaparecimento.
Mario Persona: Você leu muitas das importantes obras de economistas, cientistas da computação e historiadores sobre a "nova economia". Quais foram os autores que exerceram maior influência em suas idéias?
Kevin Kelly: George Gilder, Peter Drucker, Hal Varian, Esther Dyson, John Barlow, Brad DeLong, Stuart Kauffman.
Mario Persona: Dar muitas coisas grátis tem sido uma experiência má sucedida para muitas empresas Web da primeira geração. Todavia, seu livro parece ensinar isso e não traça limites no modo de fazê-lo. Como um empreendedor iria identificar onde é a linha divisória, onde deve parar de aplicar a idéia do "dar grátis", antes que isto se transforme no suicídio de sua empresa? Kevin Kelly: Não concordo que dar coisas grátis tenha sido algo mau sucedido. A maioria dessas empresas NÃO TINHA A INTENÇÃO de ganhar dinheiro em seus primeiros anos; e não ganharam. Uma, que talvez seja a mais bem sucedidas empresas de todas as épocas, dá mais coisas grátis que qualquer outra -- a Microsoft. Portanto ainda é cedo para julgarmos a estratégia do dar grátis.
Mario Persona: Em uma espécie de "segundo round" das empresas Web, vemos investidores cansados de derramar dinheiro da "velha economia" em empreitadas de Internet não-lucrativas da "nova economia". Ao que parece, as empresas menores que não morrerem por si só, irão se consolidar em empresas maiores até que apenas uma meia dúzia de grandes empresas permaneçam. Será que isto poderá criar uma nova forma de controle para a nova economia de rede, com regras geradas por essas empresas enormes que estão sendo criadas.
Kevin Kelly: Como já disse, não acredito que o "Grande" esteja fadado ao desaparecimento. A consolidação é algo muito natural em redes, pois o que se deseja são grandes redes, e quanto maior melhor. (Este é o efeito "N ao quadrado", ou a lei de Metacalf). Acho que podemos esperar por uma consolidação cada vez maior dos conceitos existentes; na verdade este é um bom lugar para se apostar. Mas à medida que essa consolidação vai acontecendo, novos impérios do caos estão sendo criados (Napster, por exemplo) onde levará anos até que uma consolidação faça sentido.
Mario Persona: Em seu livro você escreve que "Na nova ordem, a inovação é mais importante que o preço". Poderia explicar isto melhor, agora que o lucro, e não a inovação, parece ser a principal preocupação dos investidores após o mau desempenho da primeira geração de empresas Web?
Kevin Kelly: Você não pode fundamentar suas vendas no preço, ou seja, só por ter produtos baratos. No fim isso é suicídio. Você só pode fundamentar suas vendas em inovações, em ter coisas que as pessoas nem sequer pensavam que iriam precisar. Ater-se ao preço apenas é uma rua sem saída.
Mario Persona: Você acredita que as alianças entre empresas estejam aumentando a inovação? Kevin Kelly: Sim, pois aprender como fazer alianças é algo tão novo, que exige inovação. Mais tarde pode ser que isto não aumente a inovação, mas agora com certeza está.
Mario Persona: Você cita autores de best-sellers, como também conhecidos economistas e futurólogos, mas não cita tantos exemplos de empresas e casos de negócios como vemos em outros livros. Creio que isto acontece por seu livro estar algumas milhas à frente da implementação dessas idéias. Agora que podemos ver ao menos um embrião daquilo que virá a ser uma economia totalmente interconectada, se tivesse que escrever um adendo ao seu livro, quais seriam as empresas que você acredita que estão tendo sucesso usando suas idéias? Kevin Kelly: Com certeza hoje eu promoveria alguns "case studies", mas a verdade é que eu poderia ter incluído mais deles quando escrevi o livro, porém deliberadamente escolhi não fazê-lo por duas razões: 1) Acho que isso desatualiza o livro rapidamente, e 2) me força a tratar do padrão que está por detrás disso, o que creio ser melhor que outros o façam.
Marcadores: Deixe seu comentário
"Novas Regras para uma Nova Economia"
Kevin Kelly
Estou relendo o livro Marketing na internet do Jagdish Shete, Abdolreza Eshghi e Balaji Krishnan, e logo no início eles já falam do Kevin Kelly, e então resolvi pesquisar alguns artigos do cara e achei este "Antigüíssimo", mas que vale a pena deixar aqui no Blog.
Um editor como você ligado ao que se designa por 'novas tecnologias', que dirige uma revista como a «Wired», tida como a bíblia dos 'seres digitais', a que propósito é que vem meter uma colherada na área da economia?
KEVIN KELLY - Por uma razão simples. Os títulos de primeira página estão a ser dados a essa tal revolução tecnológica, mas algo muito mais profundo está lentamente a mexer-se por debaixo disso. Dirigindo os ciclos de todas essas modas tecnológicas, está uma nova ordem económica emergente. Esta nova economia representa uma deslocação tectónica - se me é permitido usar a imagem -, um reordenamento ainda muito mais turbulento do que o que tem provocado o «hardware» digital.
Mas o que é que há de novo realmente nessa economia?
K.K. - Ela tem, a meu ver, três características distintivas - é global; favorece tudo o que é intangível (ideias, informação, saber e relações); e está intensivamente interligada. Estes três novos atributos estão a criar um novo tipo de mercado e de sociedade, baseado em redes eslectrónicas.
A 'rede', aliás, é considerada a metáfora central desta nova sociedade pós-capitalista emergente neste final do século XX. Mas as redes não existiram sempre ao longo dos tempos na sociedade?
K.K. - O que é diferente agora é que as redes, potenciadas e multiplicadas pela tecnologia, estão a penetrar nas nossas vidas tão profundamente que se tornaram no paradigma para o nosso pensamento e para a própria economia. O que nós criámos recentemente foram redes artificiais de enorme poder. A invenção destas redes é comparável às invenções financeiras da Veneza da Idade Média e à imprensa de Gutenberg.
Mas isso não se aplica só ao sector digital?
K.K. - Não. A premissa básica do meu novo livro é que os princípios que governam o mundo do «soft» comandarão, em breve, tudo o resto. Se você quiser visualizar o seu negócio no futuro, é melhor começar a imaginá-lo como algo construído inteiramente à volta do tal «soft», ainda que o veja, hoje, totalmente mergulhado no «hard». O que tem de fazer é saltar fora do casulo em que está habituado a pensar.
O seu ponto de vista é acusado de querer fazer tábua rasa de tudo o que havia antes...
K.K. - Nada disso. A nossa economia é uma amalgáma de diversas formas de comércio e de relações sociais. Veja o caso da troca directa. É uma das mais velhas formas de comércio, e não desapareceu. Ela passou através da primeira vaga agrícola, da segunda industrial e da terceira, e continua hoje. Muito do que acontece na World Wide Web é troca directa. E provavelmente continurá a ser mais importante, durante algum tempo, do que o próprio comércio electrónico.
Você refere que as comunicações não são, apenas, um mero sector económico, mais um. As comunicações são a própria nova economia, escreve no livro. Mas como é que se deu essa 'fusão' total?
K.K. - Veja o caso do dinheiro. Ele é, no fundo, um tipo de comunicação. E à medida que é cada vez mais 'libertado' da sua pele física por efeito da electrónica, mais se parece com outros tipos de comunicação. Agora estenda esta forma de ver as coisas ao resto da economia. Comunicações avançadas não são apenas computadores. Os computadores chegaram ao fim do caminho. Tudo o que poderíamos esperar dos computadores como máquinas isoladas já aconteceu. A grande ironia da nossa época, em que temos computadores por todo o lado, é que o valor não é criado pelas computações, mas pelas conexões.
Mas porque é que não chama à nova economia simplesmente 'economia digital' ou 'economia baseada no saber' como o fazem outros?
K.K. - Eu penso que necessitamios do modelo da rede para percebermos o que se passa. A ´rede' é como uma nova Mão Invísivel. Os seus princípios renunciam à rigidez, às estruturas fechadas, aos esquemas universais, à autoridade central, aos valores imutáveis. Se quiser, em termos filosóficos, a 'rede' oferece a pluralidade, as diferenças, a ambiguidade, o incompleto, a contingência e a multiplicidade. E tudo isto tem a ver com a forma como age a nova economia. A meu ver é como uma colmeia, provavelmente o melhor modelo natural de uma rede que é um sistema de pontos de controlo descentralizado. Tudo na nova economia é caracterizado pela descentralização da propriedade e do accionariato, por «pools» de saber em vez de «pools» de capital, por uma ênfase numa sociedade aberta.
Alguns economistas acusam-no de cometer o pecado capital ao colocar no centro da nova economia a abundância, quando a economia tem sido a 'ciência' do escasso...
K.K. - Uma das leis de que falo é efectivamente a da abundância. A informação tornou-se abundante e mesmo o conhecimento, apesar de ser mais escasso que a informação, se está a tornar abundante. Cada vez mais gente sabe de computadores, ou de redes, ou de inglês, por exemplo, e isso só torna tudo isso mais valioso. Mais dá mais.
Acha que a Europa está a acompanhar esse passo da 'invasão' de tudo pelas redes?
K.K. - Sou bastante ignorante sobre o estado da arte na Europa, mas penso que está a fazer o mesmo que os EUA fizeram, ainda que com alguns anos de atraso.
Um dos princípes criados pela riqueza que se desenvolveu a partir dos anos 70 é o patrão da Microsoft, apontado como o bilionário número um do mundo. Bill Gates é o seu símbolo para a nova economia?
K.K. - Para muita gente é. Contudo, não é o primeiro - nem será o último - a fazer uma riqueza incalculável a partir dos intangíveis. Quando Bill Gates passar à história, outro lhe ocupará o trono, e provavelmente não virá do negócio do software. Particularmente a história económica americana pode ser contada como uma série de indústrias que primeiro surgem como completamente desconhecidas e que depois passam a uma fase 'heróica', e que, durante um tempo, são tratadas como 'estrelas'. Depois outras vêm ocupar o lugar. É a lei da vida. Nada é harmonia, tudo é fluxo.
OS DEZ MANDAMENTOS DA NOVA ECONOMIA
1 -
A lei da colmeiaA vantagem competitiva: um sistema de controlo descentralizado
2 -
A lei dos rendimentos crescentesO mecanismo de aumento do valor económico: as conexões entre pessoas e coisas
3 -
A lei da abundânciaMais dá mais: a inversão do princípio clássico da escassez
4 -
A lei do tendencialmente gratuitoA formação dos preços também é invertida: antecipar o barato ou o gratuito
5 -
A lei da submissão à WebAlimentar primeiro a Web. Maximizar primeiro o valor na rede
6 -
A lei de antecipação do obsoletismoAbandone as galinhas de ouro antes que se tornem obsoletas pela entrada de outros
7 -
A lei do espaço de negócioO mercado deixou de ser um local físico, mas um espaço
8 -
A lei do desequilíbrioNão há harmonia, tudo é fluxo. A única saída é a inovação
9 -
A lei da tecnologia 'relacional'As únicas tecnologias com futuro são as que potenciam relações
10 -
A lei das ineficiênciasA exploração de novas oportunidades vem antes da optimização do que existe
Um editor como você ligado ao que se designa por 'novas tecnologias', que dirige uma revista como a «Wired», tida como a bíblia dos 'seres digitais', a que propósito é que vem meter uma colherada na área da economia?
KEVIN KELLY - Por uma razão simples. Os títulos de primeira página estão a ser dados a essa tal revolução tecnológica, mas algo muito mais profundo está lentamente a mexer-se por debaixo disso. Dirigindo os ciclos de todas essas modas tecnológicas, está uma nova ordem económica emergente. Esta nova economia representa uma deslocação tectónica - se me é permitido usar a imagem -, um reordenamento ainda muito mais turbulento do que o que tem provocado o «hardware» digital.
Mas o que é que há de novo realmente nessa economia?
K.K. - Ela tem, a meu ver, três características distintivas - é global; favorece tudo o que é intangível (ideias, informação, saber e relações); e está intensivamente interligada. Estes três novos atributos estão a criar um novo tipo de mercado e de sociedade, baseado em redes eslectrónicas.
A 'rede', aliás, é considerada a metáfora central desta nova sociedade pós-capitalista emergente neste final do século XX. Mas as redes não existiram sempre ao longo dos tempos na sociedade?
K.K. - O que é diferente agora é que as redes, potenciadas e multiplicadas pela tecnologia, estão a penetrar nas nossas vidas tão profundamente que se tornaram no paradigma para o nosso pensamento e para a própria economia. O que nós criámos recentemente foram redes artificiais de enorme poder. A invenção destas redes é comparável às invenções financeiras da Veneza da Idade Média e à imprensa de Gutenberg.
Mas isso não se aplica só ao sector digital?
K.K. - Não. A premissa básica do meu novo livro é que os princípios que governam o mundo do «soft» comandarão, em breve, tudo o resto. Se você quiser visualizar o seu negócio no futuro, é melhor começar a imaginá-lo como algo construído inteiramente à volta do tal «soft», ainda que o veja, hoje, totalmente mergulhado no «hard». O que tem de fazer é saltar fora do casulo em que está habituado a pensar.
O seu ponto de vista é acusado de querer fazer tábua rasa de tudo o que havia antes...
K.K. - Nada disso. A nossa economia é uma amalgáma de diversas formas de comércio e de relações sociais. Veja o caso da troca directa. É uma das mais velhas formas de comércio, e não desapareceu. Ela passou através da primeira vaga agrícola, da segunda industrial e da terceira, e continua hoje. Muito do que acontece na World Wide Web é troca directa. E provavelmente continurá a ser mais importante, durante algum tempo, do que o próprio comércio electrónico.
Você refere que as comunicações não são, apenas, um mero sector económico, mais um. As comunicações são a própria nova economia, escreve no livro. Mas como é que se deu essa 'fusão' total?
K.K. - Veja o caso do dinheiro. Ele é, no fundo, um tipo de comunicação. E à medida que é cada vez mais 'libertado' da sua pele física por efeito da electrónica, mais se parece com outros tipos de comunicação. Agora estenda esta forma de ver as coisas ao resto da economia. Comunicações avançadas não são apenas computadores. Os computadores chegaram ao fim do caminho. Tudo o que poderíamos esperar dos computadores como máquinas isoladas já aconteceu. A grande ironia da nossa época, em que temos computadores por todo o lado, é que o valor não é criado pelas computações, mas pelas conexões.
Mas porque é que não chama à nova economia simplesmente 'economia digital' ou 'economia baseada no saber' como o fazem outros?
K.K. - Eu penso que necessitamios do modelo da rede para percebermos o que se passa. A ´rede' é como uma nova Mão Invísivel. Os seus princípios renunciam à rigidez, às estruturas fechadas, aos esquemas universais, à autoridade central, aos valores imutáveis. Se quiser, em termos filosóficos, a 'rede' oferece a pluralidade, as diferenças, a ambiguidade, o incompleto, a contingência e a multiplicidade. E tudo isto tem a ver com a forma como age a nova economia. A meu ver é como uma colmeia, provavelmente o melhor modelo natural de uma rede que é um sistema de pontos de controlo descentralizado. Tudo na nova economia é caracterizado pela descentralização da propriedade e do accionariato, por «pools» de saber em vez de «pools» de capital, por uma ênfase numa sociedade aberta.
Alguns economistas acusam-no de cometer o pecado capital ao colocar no centro da nova economia a abundância, quando a economia tem sido a 'ciência' do escasso...
K.K. - Uma das leis de que falo é efectivamente a da abundância. A informação tornou-se abundante e mesmo o conhecimento, apesar de ser mais escasso que a informação, se está a tornar abundante. Cada vez mais gente sabe de computadores, ou de redes, ou de inglês, por exemplo, e isso só torna tudo isso mais valioso. Mais dá mais.
Acha que a Europa está a acompanhar esse passo da 'invasão' de tudo pelas redes?
K.K. - Sou bastante ignorante sobre o estado da arte na Europa, mas penso que está a fazer o mesmo que os EUA fizeram, ainda que com alguns anos de atraso.
Um dos princípes criados pela riqueza que se desenvolveu a partir dos anos 70 é o patrão da Microsoft, apontado como o bilionário número um do mundo. Bill Gates é o seu símbolo para a nova economia?
K.K. - Para muita gente é. Contudo, não é o primeiro - nem será o último - a fazer uma riqueza incalculável a partir dos intangíveis. Quando Bill Gates passar à história, outro lhe ocupará o trono, e provavelmente não virá do negócio do software. Particularmente a história económica americana pode ser contada como uma série de indústrias que primeiro surgem como completamente desconhecidas e que depois passam a uma fase 'heróica', e que, durante um tempo, são tratadas como 'estrelas'. Depois outras vêm ocupar o lugar. É a lei da vida. Nada é harmonia, tudo é fluxo.
OS DEZ MANDAMENTOS DA NOVA ECONOMIA
1 -
A lei da colmeiaA vantagem competitiva: um sistema de controlo descentralizado
2 -
A lei dos rendimentos crescentesO mecanismo de aumento do valor económico: as conexões entre pessoas e coisas
3 -
A lei da abundânciaMais dá mais: a inversão do princípio clássico da escassez
4 -
A lei do tendencialmente gratuitoA formação dos preços também é invertida: antecipar o barato ou o gratuito
5 -
A lei da submissão à WebAlimentar primeiro a Web. Maximizar primeiro o valor na rede
6 -
A lei de antecipação do obsoletismoAbandone as galinhas de ouro antes que se tornem obsoletas pela entrada de outros
7 -
A lei do espaço de negócioO mercado deixou de ser um local físico, mas um espaço
8 -
A lei do desequilíbrioNão há harmonia, tudo é fluxo. A única saída é a inovação
9 -
A lei da tecnologia 'relacional'As únicas tecnologias com futuro são as que potenciam relações
10 -
A lei das ineficiênciasA exploração de novas oportunidades vem antes da optimização do que existe
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Behavioral Target: conheça o novo cenário digital
Vivemos um momento muito interessante da internet brasileira. Anunciantes e Agências têm descoberto novas maneiras de apresentar Produtos e Serviços aos clientes, de maneira cada vez mais objetiva e eficaz. Para tanto, o mercado percorreu uma grande caminhada digital, passando por ondas como Rich media, gestão de mídia on-line, Search Marketing, Second life e as novas marolas, como Web 2.0 e IPTV. Atualmente, na crista da onda on-line temos o Behavioral Target, ou em bom português, Target Comportamental. O conceito de Behavioral Target, na minha opinião, é a publicação de anúncios display (banners) ou textos em veículos de comunicação (portais), através de ferramentas de ad servers, que permitem selecionar e publicar anúncios relevantes aos usuários, através da análise de dados comportamentais já coletados.
Através de várias leituras e conceitos, minha visão é que Behavioral Targeting é a habilidade de entregar mensagens contextualizadas aos usuários durante sua navegação na WEB. Para que essa afirmação seja verdadeira, é fundamental a utilização de ferramentas avançadas de entrega publicitária, que podem ser geridas pelos próprios anunciantes em suas campanhas publicitárias ou pelos próprios veículos (portais/redes/sites), oferecendo possibilidades de entrega de propaganda contextualizada, baseada nos interesses e necessidades dos usuários, devidamente registradas por ferramentas de Ad Servers.
Vejamos, a seguir, algumas formas de se fazer Behavioral Target. Re-targeting é baseada na ação do usuário. Imagine uma campanha cujo objetivo é gerar o maior volume de cadastro de prospects para a venda de seguros: - Na 1ª etapa da campanha é veiculada a mesma peça para todo mundo. - Pessoas que já foram até o site do anunciante, mas ainda não se cadastraram, irão receber uma 2ª peça com um call to action mais poderoso, com o objetivo de convencer o internauta voltar ao site se cadastrar. - Pessoas que já cumpriram o objetivo da campanha, ou seja, se cadastraram, irão receber outros tipos de peças, como agradecimento ou até mesmos convidando o usuário a adquirir um novo produto, por exemplo: “Agora que você já segurou seu carro, não seria a hora de assegurar o futuro de sua família? Clique agora e conheça nosso seguro de vida..."
(É bem verdade que o anunciante e sua agência poderão definir, em conjunto, a criação de peças diferenciadas, a fim de não serem enfadonhos, porém com o mesmo tipo de comunicação, porém não há economia de recursos neste caso, pois todos irão receber todas as peças sempre).
A característica desta modalidade é entregar uma comunicação de acordo com as ações feitas pelos usuários. Behavioral Target Segmentado. Esta modalidade depende exclusivamente dos portais, para que anunciantes possam entregar suas campanhas baseadas em segmentos de comportamento reais pré-definidos. Na teoria, os portais podem oferecer publicidade específica para grupos com o mesmo comportamento de navegação, e não por área do site. Podem ser consideradas variáveis como canais navegados, tipos de conteúdo, matérias vistas e interesses em geral, por exemplo. Exemplos de categorias de Behavioral Targeting:
NavegaçãoEntregar uma peça específica para pessoas que navegam pelos canais de Esportes e Cinema. Desta forma, esta peça pode ser exibida durante a navegação do canal de carros, pois a ferramenta entende que este usuário está dentro de um comportamento e entrega tal publicidade.
Canais Múltiplos: navegação e contextoAdicione ao exemplo acima pessoas que tenham também lido notícias sobre o Palmeiras. Portanto é possível entregar em qualquer área do site, uma peça exclusiva para pessoas que já tenham navegado por Esportes, Cinemas e que também tenha lido notícias sobre o Palmeiras. Um exemplo deste tipo de peça: “AXYZ seguros tem uma promoção especial para Palmeirense que gostam de carros e cinema. Ao se cadastrar em nosso site e comprar um produto, você ganha dois ingressos do Cinemark e o DVD do Ademir da Guia”.
Embora este assunto seja sedutor, um refinamento excessivo de dados demográficos, tais como idade da audiência, renda familiar, divisão geográfica, etc. podem estreitar e complicar demasiadamente sua comunicação. A menos que isso faça parte de seu objetivo, tenha cuidado e use por etapas, até atingir a maturidade da disciplina e pontos a favor e contra, para não prejudicar sua comunicação.
O futuroO Behavioral Targeting veio pra ficar. Não se trata de mais uma onda passageira. De acordo com pesquisas, apenas nos EUA o investimento previsto para 2011 será da ordem de U$3,8 bilhões (veja gráfico a seguir). Atualmente 13% do investimento em mídia digital já utilizam Behavioral Targeting. Aqui no Brasil, embora seja um assunto relativamente novo e desconhecido da imensa maioria, já se houve falar aqui e ali, mas ainda há uma nuvem cinza a propósito do que realmente venha a ser esta disciplina.
O cuidado que o mercado todo precisa ter (agências, anunciantes, fornecedores de tecnologia) é não se deixar enganar por falsas promessas de que o Behavioral Targeting é simples e multiplica seus resultados por mil. Aqui na empresa temos a responsabilidade na construção e conscientização desta disciplina, assim como temos feito ao longo dos últimos anos com várias disciplinas digitais, pois neste segmento onde tudo ainda é novo e complexo, é fundamental encontrar empresas parceiras dispostas a criar e aprofundar conhecimento e não apenas em vender mais um produto, apesar que neste caso poderia utilizar a velha máxima onde “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.
Através de várias leituras e conceitos, minha visão é que Behavioral Targeting é a habilidade de entregar mensagens contextualizadas aos usuários durante sua navegação na WEB. Para que essa afirmação seja verdadeira, é fundamental a utilização de ferramentas avançadas de entrega publicitária, que podem ser geridas pelos próprios anunciantes em suas campanhas publicitárias ou pelos próprios veículos (portais/redes/sites), oferecendo possibilidades de entrega de propaganda contextualizada, baseada nos interesses e necessidades dos usuários, devidamente registradas por ferramentas de Ad Servers.
Vejamos, a seguir, algumas formas de se fazer Behavioral Target. Re-targeting é baseada na ação do usuário. Imagine uma campanha cujo objetivo é gerar o maior volume de cadastro de prospects para a venda de seguros: - Na 1ª etapa da campanha é veiculada a mesma peça para todo mundo. - Pessoas que já foram até o site do anunciante, mas ainda não se cadastraram, irão receber uma 2ª peça com um call to action mais poderoso, com o objetivo de convencer o internauta voltar ao site se cadastrar. - Pessoas que já cumpriram o objetivo da campanha, ou seja, se cadastraram, irão receber outros tipos de peças, como agradecimento ou até mesmos convidando o usuário a adquirir um novo produto, por exemplo: “Agora que você já segurou seu carro, não seria a hora de assegurar o futuro de sua família? Clique agora e conheça nosso seguro de vida..."
(É bem verdade que o anunciante e sua agência poderão definir, em conjunto, a criação de peças diferenciadas, a fim de não serem enfadonhos, porém com o mesmo tipo de comunicação, porém não há economia de recursos neste caso, pois todos irão receber todas as peças sempre).
A característica desta modalidade é entregar uma comunicação de acordo com as ações feitas pelos usuários. Behavioral Target Segmentado. Esta modalidade depende exclusivamente dos portais, para que anunciantes possam entregar suas campanhas baseadas em segmentos de comportamento reais pré-definidos. Na teoria, os portais podem oferecer publicidade específica para grupos com o mesmo comportamento de navegação, e não por área do site. Podem ser consideradas variáveis como canais navegados, tipos de conteúdo, matérias vistas e interesses em geral, por exemplo. Exemplos de categorias de Behavioral Targeting:
NavegaçãoEntregar uma peça específica para pessoas que navegam pelos canais de Esportes e Cinema. Desta forma, esta peça pode ser exibida durante a navegação do canal de carros, pois a ferramenta entende que este usuário está dentro de um comportamento e entrega tal publicidade.
Canais Múltiplos: navegação e contextoAdicione ao exemplo acima pessoas que tenham também lido notícias sobre o Palmeiras. Portanto é possível entregar em qualquer área do site, uma peça exclusiva para pessoas que já tenham navegado por Esportes, Cinemas e que também tenha lido notícias sobre o Palmeiras. Um exemplo deste tipo de peça: “AXYZ seguros tem uma promoção especial para Palmeirense que gostam de carros e cinema. Ao se cadastrar em nosso site e comprar um produto, você ganha dois ingressos do Cinemark e o DVD do Ademir da Guia”.
Embora este assunto seja sedutor, um refinamento excessivo de dados demográficos, tais como idade da audiência, renda familiar, divisão geográfica, etc. podem estreitar e complicar demasiadamente sua comunicação. A menos que isso faça parte de seu objetivo, tenha cuidado e use por etapas, até atingir a maturidade da disciplina e pontos a favor e contra, para não prejudicar sua comunicação.
O futuroO Behavioral Targeting veio pra ficar. Não se trata de mais uma onda passageira. De acordo com pesquisas, apenas nos EUA o investimento previsto para 2011 será da ordem de U$3,8 bilhões (veja gráfico a seguir). Atualmente 13% do investimento em mídia digital já utilizam Behavioral Targeting. Aqui no Brasil, embora seja um assunto relativamente novo e desconhecido da imensa maioria, já se houve falar aqui e ali, mas ainda há uma nuvem cinza a propósito do que realmente venha a ser esta disciplina.
O cuidado que o mercado todo precisa ter (agências, anunciantes, fornecedores de tecnologia) é não se deixar enganar por falsas promessas de que o Behavioral Targeting é simples e multiplica seus resultados por mil. Aqui na empresa temos a responsabilidade na construção e conscientização desta disciplina, assim como temos feito ao longo dos últimos anos com várias disciplinas digitais, pois neste segmento onde tudo ainda é novo e complexo, é fundamental encontrar empresas parceiras dispostas a criar e aprofundar conhecimento e não apenas em vender mais um produto, apesar que neste caso poderia utilizar a velha máxima onde “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.
Internet em ponto de fusão
A internet brasileira vive um momento de explosão como mídia publicitária. Quem garante é Fábia Juliasz, CEO da Ibope/NetRatings, braço focado na web da empresa que virou sinônimo de pesquisa de opinião. Fábia comentou o crescimento do gasto publicitário na rede e as perspectivas de futuro da nova mídia. A executiva avalia também o polêmico número de internautas mapeado pela concorrente Datafolha e explica porque, afinal, o brasileiro bate todos os recordes de permanência online e de participação em sites como Orkut e serviços como MSN.
Qual o tamanho da internet como mídia?
Fábia Juliasz - A mídia é uma parte do contexto real da internet. Uma parte importante, já que ela financia o movimento da Internet. Isso está crescendo muito. Do primeiro trimestre de 2006 para o primeiro de 2007, o investimento publicitário online cresceu 47%. Em três anos, o share publicitário que era de 1,7%, cresceu para 2,1%. A nossa expectativa é que ele chegue por volta de 2,8% do total em breve. Nenhum outro meio apresentou uma taxa de crescimento dessas, mas a gente ainda está bem longe dos 15% do share de investimento publicitário visto na Inglaterra.
O Brasil pode chegar a um nível de 15%?
Fábia Juliasz - Porque não? Podemos esperar isso sim. A questão é quanto tempo isso vai demorar. Aonde você viu 47% de crescimento em investimento de mídia? Em lugar nenhum. Há muitas coisas fazer para chegar a um patamar de 6%, visto nos Estados Unidos. Ao longo dos próximos cinco anos colheremos o resultado de medidas como as novas métricas elaboradas pelo Ibope junto com agências e portais. É um movimento importante de padronização de tabelas e preços, o que fortalece o meio online. Isso do ponto de vista dos players. Do ponto de vista do mercado, o movimento é inexorável. O momento é de convergência e interatividade. A questão é saber em que plataforma isso vai acontecer: desktops, celular, televisão digital.
Qual é tua opinião sobre esse número de 55 milhões de internautas divulgados pela Datafolha em pesquisa para a F/Nazca?
Fábia Juliasz - Nós monitoramos a internet brasileira há 10 anos. A experiência me mostra que a forma como você pesquisa a audiência pode mostrar resultados muito discrepantes. Uma coisa é perguntar a uma pessoa se ela tem acesso à Internet. Outra é perguntar qual é a freqüência do acesso à Internet. O Ibope/NetRatings faz um censo da internet a cada três meses. Além disso, temos um medidor nas máquinas de algumas pessoas, o que elimina desvios de interpretação. Na pesquisa da Datafolha eles interceptaram pessoas em centros de grande tráfego, o que é muito diferente de pegar também pessoas do interior, como faz a nossa mostra.
Porque o brasileiro acessa tanto a Internet?
Fábia Juliasz - Há duas análises a serem feitas. A primeira é uma coisa comportamental: o brasileiro é muito inovador, gosta de ferramentas interativas e do desafio do online. Aí estão os cases Orkut e Messenger. Outra coisa é que a internet brasileira ainda é concentrada nas classes C, B e A, enquanto em outros países ela é mais horizontal, em todas as classes sociais. Na Suécia, a penetração é de 95%, no Brasil, fica em 22%. O brasileiro internauta tem uma média um pouco mais elitizada, o que tem um impacto na sofisticação no uso e também em termos quantitativos.
O Brasil é líder em tempo de uso. Não estaria faltando aproveitar isso para gerar negócios inovadores?
Fábia Juliasz - Eu não sei o que você chama de inovação que falta. Há iniciativas absolutamente inovadoras acontecendo no Brasil, projetos de cross media importantes acontecendo. Faz anos que eu venho monitorando que as empresas que estão anunciando na internet. Hoje não há uma categoria que não esteja lá. A empresa responde à pressão do mercado. O consumidor pressiona a empresa para ter uma comunicação direta. Mesmo empresas de produto de consumo massivo como sabão em pó e leite condensado, para as quais a internet não é um meio tão óbvio, já têm iniciativas interessantes em termo de formação de imagem de marca, etc. É inovador entender que o meio te dá uma oportunidade e agir, de acordo com a característica daquele meio, focando no que o consumidor quer ouvir. Por isso é importante um monitoramento contínuo, nos moldes do que é feito pelo Ibope, porque assim é possível ver as nuances.
Onde está acontecendo a movimentação mais interessante dentro do Brasil?
Fábia Juliasz - O mapa da Internet brasileira segue o da infra-estrutura disponível. Então o uso e as novidades ficam concentrados no eixo Sul-Sudeste. Mesmo assim, há um crescimento vertiginoso acontecendo no Nordeste, inclusive na área de negócios online. Fiquei surpresa ao conhecer meses atrás o diretor da Associação de Imobiliárias Virtuais de Fotaleza. No prêmio de mídia do Estadão, muitos dos melhores trabalhos online eram de Recife. Acredito que novas tecnologias como o Wimax podem ajudar a potencializar ainda mais esse cenário.
Qual o tamanho da internet como mídia?
Fábia Juliasz - A mídia é uma parte do contexto real da internet. Uma parte importante, já que ela financia o movimento da Internet. Isso está crescendo muito. Do primeiro trimestre de 2006 para o primeiro de 2007, o investimento publicitário online cresceu 47%. Em três anos, o share publicitário que era de 1,7%, cresceu para 2,1%. A nossa expectativa é que ele chegue por volta de 2,8% do total em breve. Nenhum outro meio apresentou uma taxa de crescimento dessas, mas a gente ainda está bem longe dos 15% do share de investimento publicitário visto na Inglaterra.
O Brasil pode chegar a um nível de 15%?
Fábia Juliasz - Porque não? Podemos esperar isso sim. A questão é quanto tempo isso vai demorar. Aonde você viu 47% de crescimento em investimento de mídia? Em lugar nenhum. Há muitas coisas fazer para chegar a um patamar de 6%, visto nos Estados Unidos. Ao longo dos próximos cinco anos colheremos o resultado de medidas como as novas métricas elaboradas pelo Ibope junto com agências e portais. É um movimento importante de padronização de tabelas e preços, o que fortalece o meio online. Isso do ponto de vista dos players. Do ponto de vista do mercado, o movimento é inexorável. O momento é de convergência e interatividade. A questão é saber em que plataforma isso vai acontecer: desktops, celular, televisão digital.
Qual é tua opinião sobre esse número de 55 milhões de internautas divulgados pela Datafolha em pesquisa para a F/Nazca?
Fábia Juliasz - Nós monitoramos a internet brasileira há 10 anos. A experiência me mostra que a forma como você pesquisa a audiência pode mostrar resultados muito discrepantes. Uma coisa é perguntar a uma pessoa se ela tem acesso à Internet. Outra é perguntar qual é a freqüência do acesso à Internet. O Ibope/NetRatings faz um censo da internet a cada três meses. Além disso, temos um medidor nas máquinas de algumas pessoas, o que elimina desvios de interpretação. Na pesquisa da Datafolha eles interceptaram pessoas em centros de grande tráfego, o que é muito diferente de pegar também pessoas do interior, como faz a nossa mostra.
Porque o brasileiro acessa tanto a Internet?
Fábia Juliasz - Há duas análises a serem feitas. A primeira é uma coisa comportamental: o brasileiro é muito inovador, gosta de ferramentas interativas e do desafio do online. Aí estão os cases Orkut e Messenger. Outra coisa é que a internet brasileira ainda é concentrada nas classes C, B e A, enquanto em outros países ela é mais horizontal, em todas as classes sociais. Na Suécia, a penetração é de 95%, no Brasil, fica em 22%. O brasileiro internauta tem uma média um pouco mais elitizada, o que tem um impacto na sofisticação no uso e também em termos quantitativos.
O Brasil é líder em tempo de uso. Não estaria faltando aproveitar isso para gerar negócios inovadores?
Fábia Juliasz - Eu não sei o que você chama de inovação que falta. Há iniciativas absolutamente inovadoras acontecendo no Brasil, projetos de cross media importantes acontecendo. Faz anos que eu venho monitorando que as empresas que estão anunciando na internet. Hoje não há uma categoria que não esteja lá. A empresa responde à pressão do mercado. O consumidor pressiona a empresa para ter uma comunicação direta. Mesmo empresas de produto de consumo massivo como sabão em pó e leite condensado, para as quais a internet não é um meio tão óbvio, já têm iniciativas interessantes em termo de formação de imagem de marca, etc. É inovador entender que o meio te dá uma oportunidade e agir, de acordo com a característica daquele meio, focando no que o consumidor quer ouvir. Por isso é importante um monitoramento contínuo, nos moldes do que é feito pelo Ibope, porque assim é possível ver as nuances.
Onde está acontecendo a movimentação mais interessante dentro do Brasil?
Fábia Juliasz - O mapa da Internet brasileira segue o da infra-estrutura disponível. Então o uso e as novidades ficam concentrados no eixo Sul-Sudeste. Mesmo assim, há um crescimento vertiginoso acontecendo no Nordeste, inclusive na área de negócios online. Fiquei surpresa ao conhecer meses atrás o diretor da Associação de Imobiliárias Virtuais de Fotaleza. No prêmio de mídia do Estadão, muitos dos melhores trabalhos online eram de Recife. Acredito que novas tecnologias como o Wimax podem ajudar a potencializar ainda mais esse cenário.
Marcadores: Deixe seu comentário
Internet em ponto de fusão
Site de rede social custa bilhões de dólares a empresas
O site de rede social Facebook é a nova mania da Internet na Austrália, com mais de 230 mil australianos já cadastrados e informações de 100 novos membros a cada hora. A companhia de segurança SurfControl analisou o fenômeno, e descobriu que trabalhadores australianos que passam um bom tempo navegando no Facebook custam às empresas até 5 bilhões de dólares australianos (US$ 4 bilhões) por ano.
"As pessoas amam estar lá e dizer o que estão fazendo naquele momento, o que estão pensando naquele exato segundo", disse o presidente da SurfControl, Richard Cullen, a uma rádio australiana. "É tão interativo que as pessoas simplesmente ficam viciadas em olhar seus grupos no Facebook o tempo inteiro."
O Facebook permite que amigos se mantenham em contato, coloquem fotos e monitorem uns aos outros. O site também permite encontrar outras pessoas e formar redes de relacionamento social.
Cullen disse que suas descobertas eram baseadas num usuário típico do Facebook, com um salário médio, que passa uma hora por dia conectado. Ele então calculou o custo para as companhias se uma pessoa em cada organização passasse uma hora no Facebook durante o trabalho.
"Tivemos esse valor extraordinário de 5 bilhões de dólares australianos", disse ele. Cullen disse que proibir o acesso ao Facebook a partir de computadores no trabalho não era necessariamente a melhor forma de combater a perda de tempo, já que o site permite sociabilização, o que deixa as pessoas mais felizes e dispostas a trabalhar por mais tempo.
"As pessoas amam estar lá e dizer o que estão fazendo naquele momento, o que estão pensando naquele exato segundo", disse o presidente da SurfControl, Richard Cullen, a uma rádio australiana. "É tão interativo que as pessoas simplesmente ficam viciadas em olhar seus grupos no Facebook o tempo inteiro."
O Facebook permite que amigos se mantenham em contato, coloquem fotos e monitorem uns aos outros. O site também permite encontrar outras pessoas e formar redes de relacionamento social.
Cullen disse que suas descobertas eram baseadas num usuário típico do Facebook, com um salário médio, que passa uma hora por dia conectado. Ele então calculou o custo para as companhias se uma pessoa em cada organização passasse uma hora no Facebook durante o trabalho.
"Tivemos esse valor extraordinário de 5 bilhões de dólares australianos", disse ele. Cullen disse que proibir o acesso ao Facebook a partir de computadores no trabalho não era necessariamente a melhor forma de combater a perda de tempo, já que o site permite sociabilização, o que deixa as pessoas mais felizes e dispostas a trabalhar por mais tempo.
Marcadores: Deixe seu comentário
Site de rede social custa bilhões de dólares a empresas
Agora, as pessoas clicam para ver anúncios e não para fugir deles
Stuart ElliottThe New York Times
Por gerações, a publicidade servia para interromper o entretenimento que os norte-americanos queriam ler, assistir ou ouvir. Agora, em uma inesperada reversão de tendências, é a publicidade que cada vez mais surge apresentada como entretenimento - e surpreendentemente a idéia de publicidade e só publicidade, o tempo todo, começa a ganhar adeptos.
Um dos motivos é a proliferação das conexões de banda larga com a Internet, que tornam mais fácil aos usuários de computador assistir ou baixar vídeos. Isso vem permitindo que as empresas de mídia, agências e anunciantes criem sites dedicados aos comerciais e outras formas de publicidade para diversão, em lugar de para esforços pesados de venda.
Estranhamente, a tendência contraria outro impulso poderoso entre os consumidores: o forte desejo de evitar a publicidade. Os telespectadores, por exemplo, estão investindo milhões de dólares ao ano em produtos como o TiVo e outros gravadores digitais de vídeo que os ajudam a pular comerciais, e os índices de visitas aos anúncios em formato banner, na Web, estão em queda.
A diferença entre "assistir a um comercial em um site e em sua sala de visitas", diz Michael Jacobs, vice-presidente executivo e diretor de criação da MRM Worldwide, em Nova York , é que quem assiste online "o faz porque quer; a pessoa escolhe estar lá".
"É parte da natureza da Web oferecer um destino ao qual se possa recorrer sabendo o que será assistido lá", disse Jacobs, cuja agência é parte da divisão McCann Worldgroup, da Interpublic.
"Existe certamente uma audiência que assiste a essas peças em busca de entretenimento", ele afirma. "Os números parecem confirmar a idéia".
Por exemplo, o site http://www.veryfunnyads.com , um site de banda larga operado pela rede de TV a cabo TBS, recebeu mais de 63 milhões de visitas a clipes individuais desde que começou a operar, há um ano.
"Trata-se de uma premissa muito simples. A pessoa terá uma experiência divertida, e ela se repetirá a cada 30 segundos", disse Ken Schwab, vice-presidente sênior de programação das redes TBS e TNT, parte da divisão Turner Broadcasting System da Time Warner.
O site de comerciais divertidos é parte de uma campanha de reformulação da marca TBS, cujo tema é "muito engraçado". O objetivo é cultivar uma identidade para a rede como especialista em comédias e séries de humor.
"Muita gente fala em pular os comerciais porque é raro que o intervalo traga algo de divertido", disse Schwab. Sua empresa, em contraste, "tem uma proposta clara para os consumidores - tanto no site quanto na programação da rede".
O conceito do site foi estendido à rede, disse Schwab, com os canais a cabo destacando alguns comerciais com o rótulo "muito engraçado", na esperança de convencer os espectadores a não mudarem de canal.
"Eu trabalho no setor e ainda assim pulo a maiorias dos comerciais", disse David Droga, presidente de criação da Droga5, de Nova York. "Mas assisto aos comerciais divertidos".
"Se você passa a oferecer liberdade de escolha, o jogo todo muda", afirmou Droga, acrescentando que "tudo está sob controle do usuário. Se um comercial interessa, você mantém uma conversa com a marca. Se não, é um desperdício de tempo".
Em cerca de um mês, Droga planeja testar sua teoria com o lançamento experimental, pela Droga5 e o grupo ao qual a agência está associada, o Publicis, de um site chamado http://www.honeyshed.com .
Droga descreveu a idéia como "o encontro entre MTV e QVC", oferecendo aos consumidores no público-alvo, pessoas de entre 18 e 30 anos, informações sobre produtos na forma de vidoeclipes divertidos e não de comerciais tradicionais. Os clipes têm duração de dois ou três minutos, acrescentou, e serão apresentados por pessoas vistas como autoridades em assuntos como carros, roupas ou computadores.
"A única razão para que tenhamos alguma chance de sucesso é a transparência", disse Droga. Ou seja, "se as pessoas sabem que o objetivo do trabalho é vender, a venda pode ser celebrada".
A divisão USA Network da NBC Universal, parte da General Electric, também planeja aderir à idéia, celebrando a publicidade como entretenimento, por meio de um esforço online cuja base será o conteúdo de marca.
Os planos estipulam um site na web, para o ano que vem, que poderia incluir comerciais e trailers de cinema, bem como recursos como redes sociais e ferramentas que permitiriam que os visitantes produzissem seus próprios comerciais. O nome provisório do site é didja.com.
"A questão central é a relevância", disse Chris McCumber, vice-presidente sênior de marketing e estratégia de marca da USA Network. "Os consumidores querem ser entretidos quando assim escolherem e da forma que preferirem".
"Se um comercial não for relevante, as pessoas tendem a ignorá-lo", afirma. "Nossa plataforma permitirá que consumidores experimentem seus comerciais favoritos ou encontrem novas informações sobre um produto".
A proliferação de portais dedicados à publicidade como entretenimento pode significar que a tendência já esteja chegando à saturação, mais ou menos da mesma maneira que uma série de reportagens de capa em revistas sobre um boom da bolsa é seguida por queda nos índices.
Respostas a uma pesquisa veiculada esta semana no site da revista "Advertising Week" ( http://www.adweek.com ) sugerem que a publicidade como entretenimento ainda não se desenvolveu plenamente.
Até a tarde da quinta-feira, 13% dos pesquisados concordavam que portais desse tipo eram "ótimos para o clima atual da cultural pop", enquanto 43% os consideravam "limitados demais e fadados ao fracasso". Os outros 44% dos pesquisados acreditam que os portais sejam "completamente imprevisíveis; é preciso esperar para ver".
Fonte: Invertia
Por gerações, a publicidade servia para interromper o entretenimento que os norte-americanos queriam ler, assistir ou ouvir. Agora, em uma inesperada reversão de tendências, é a publicidade que cada vez mais surge apresentada como entretenimento - e surpreendentemente a idéia de publicidade e só publicidade, o tempo todo, começa a ganhar adeptos.
Um dos motivos é a proliferação das conexões de banda larga com a Internet, que tornam mais fácil aos usuários de computador assistir ou baixar vídeos. Isso vem permitindo que as empresas de mídia, agências e anunciantes criem sites dedicados aos comerciais e outras formas de publicidade para diversão, em lugar de para esforços pesados de venda.
Estranhamente, a tendência contraria outro impulso poderoso entre os consumidores: o forte desejo de evitar a publicidade. Os telespectadores, por exemplo, estão investindo milhões de dólares ao ano em produtos como o TiVo e outros gravadores digitais de vídeo que os ajudam a pular comerciais, e os índices de visitas aos anúncios em formato banner, na Web, estão em queda.
A diferença entre "assistir a um comercial em um site e em sua sala de visitas", diz Michael Jacobs, vice-presidente executivo e diretor de criação da MRM Worldwide, em Nova York , é que quem assiste online "o faz porque quer; a pessoa escolhe estar lá".
"É parte da natureza da Web oferecer um destino ao qual se possa recorrer sabendo o que será assistido lá", disse Jacobs, cuja agência é parte da divisão McCann Worldgroup, da Interpublic.
"Existe certamente uma audiência que assiste a essas peças em busca de entretenimento", ele afirma. "Os números parecem confirmar a idéia".
Por exemplo, o site http://www.veryfunnyads.com , um site de banda larga operado pela rede de TV a cabo TBS, recebeu mais de 63 milhões de visitas a clipes individuais desde que começou a operar, há um ano.
"Trata-se de uma premissa muito simples. A pessoa terá uma experiência divertida, e ela se repetirá a cada 30 segundos", disse Ken Schwab, vice-presidente sênior de programação das redes TBS e TNT, parte da divisão Turner Broadcasting System da Time Warner.
O site de comerciais divertidos é parte de uma campanha de reformulação da marca TBS, cujo tema é "muito engraçado". O objetivo é cultivar uma identidade para a rede como especialista em comédias e séries de humor.
"Muita gente fala em pular os comerciais porque é raro que o intervalo traga algo de divertido", disse Schwab. Sua empresa, em contraste, "tem uma proposta clara para os consumidores - tanto no site quanto na programação da rede".
O conceito do site foi estendido à rede, disse Schwab, com os canais a cabo destacando alguns comerciais com o rótulo "muito engraçado", na esperança de convencer os espectadores a não mudarem de canal.
"Eu trabalho no setor e ainda assim pulo a maiorias dos comerciais", disse David Droga, presidente de criação da Droga5, de Nova York. "Mas assisto aos comerciais divertidos".
"Se você passa a oferecer liberdade de escolha, o jogo todo muda", afirmou Droga, acrescentando que "tudo está sob controle do usuário. Se um comercial interessa, você mantém uma conversa com a marca. Se não, é um desperdício de tempo".
Em cerca de um mês, Droga planeja testar sua teoria com o lançamento experimental, pela Droga5 e o grupo ao qual a agência está associada, o Publicis, de um site chamado http://www.honeyshed.com .
Droga descreveu a idéia como "o encontro entre MTV e QVC", oferecendo aos consumidores no público-alvo, pessoas de entre 18 e 30 anos, informações sobre produtos na forma de vidoeclipes divertidos e não de comerciais tradicionais. Os clipes têm duração de dois ou três minutos, acrescentou, e serão apresentados por pessoas vistas como autoridades em assuntos como carros, roupas ou computadores.
"A única razão para que tenhamos alguma chance de sucesso é a transparência", disse Droga. Ou seja, "se as pessoas sabem que o objetivo do trabalho é vender, a venda pode ser celebrada".
A divisão USA Network da NBC Universal, parte da General Electric, também planeja aderir à idéia, celebrando a publicidade como entretenimento, por meio de um esforço online cuja base será o conteúdo de marca.
Os planos estipulam um site na web, para o ano que vem, que poderia incluir comerciais e trailers de cinema, bem como recursos como redes sociais e ferramentas que permitiriam que os visitantes produzissem seus próprios comerciais. O nome provisório do site é didja.com.
"A questão central é a relevância", disse Chris McCumber, vice-presidente sênior de marketing e estratégia de marca da USA Network. "Os consumidores querem ser entretidos quando assim escolherem e da forma que preferirem".
"Se um comercial não for relevante, as pessoas tendem a ignorá-lo", afirma. "Nossa plataforma permitirá que consumidores experimentem seus comerciais favoritos ou encontrem novas informações sobre um produto".
A proliferação de portais dedicados à publicidade como entretenimento pode significar que a tendência já esteja chegando à saturação, mais ou menos da mesma maneira que uma série de reportagens de capa em revistas sobre um boom da bolsa é seguida por queda nos índices.
Respostas a uma pesquisa veiculada esta semana no site da revista "Advertising Week" ( http://www.adweek.com ) sugerem que a publicidade como entretenimento ainda não se desenvolveu plenamente.
Até a tarde da quinta-feira, 13% dos pesquisados concordavam que portais desse tipo eram "ótimos para o clima atual da cultural pop", enquanto 43% os consideravam "limitados demais e fadados ao fracasso". Os outros 44% dos pesquisados acreditam que os portais sejam "completamente imprevisíveis; é preciso esperar para ver".
Fonte: Invertia
Marcadores: Deixe seu comentário
Agora,
as pessoas clicam para ver anúncios e não para fugir deles
Assinar:
Postagens (Atom)