terça-feira, 21 de agosto de 2007
WEB MARKETING: SUA EMPRESA É VISTA NA INTERNET?
Paulo Kendzerski, Diretor de Marketing da WBI Brasil, agência de marketing on line, que presta serviços de consultoria e desenvolve soluções integradas de comunicação, relacionamento digital e aplicações WEB para o segmento corporativo.
Portal – O que é Web Marketing?
Paulo Kendzerski – WEB Marketing é um conjunto de ações realizadas na internet que visam ampliar os negócios das empresas, desenvolver campanhas de relacionamento digital com seu público-alvo e fortalecer sua marca no mercado. O resultado prático dessas ações será um site com excelente audiência de um público segmentado e qualificado, interessado nas informações que a sua empresa oferece.
Portal – Como o Web Marketing pode se tornar uma ferramenta de relacionamento e retenção de clientes?
Paulo Kendzerski – O WEB Marketing permite que as empresas desenvolvam ações de relacionamento com seus clientes de forma ativa, pois a utilização de ferramentas de comunicação digital como e-mail marketing e SMS Marketing aproximam a empresa dos seus clientes, aumentando a freqüência de comunicação com este público.
Portal – Ações de Web Marketing são viáveis para micro e pequenas empresas?
Paulo Kendzerski – Sim. Considero que os maiores beneficiados com a internet são exatamente as micro e pequenas empresas, pois elas conseguem ampliar sua participação no mercado utilizando o WEB Marketing. O investimento para uma micro empresa crescer é muito menor se for utilizada a internet para sua divulgação.
Portal – O que é um Database Marketing?
Paulo Kendzerski – Database Marketing é, antes de mais nada, um sistema onde são armazenados TODOS os dados da Cadeia de Valor das empresas. Como Cadeia de Valor entenda-se clientes, prospects, fornecedores, imprensa, enfim todos os segmentos que podem ser trabalhados pelas empresas para seu crescimento.
Portal – Quer dizer, então, que uma empresa ter um site na Internet não é suficiente para atrair novos prospects e manter relacionamento com os seus atuais clientes?
Paulo Kendzerski – Sim. Um site é "apenas" um ponto de referência para os clientes. É o local onde eles podem obter mais informações sobre produtos/serviços, podem se comunicar com a empresa e a própria empresa pode dispor neste site todas as informações que ela desejar tornar pública. Considero a comunicação digital como a principal responsável pelo relacionamento com os clientes de uma empresa, pois é esta comunicação ativa que irá trabalhar diretamente com o cliente. Não só promoções, mas também a criação de uma newsletter, onde a empresa irá enviar informações úteis para seu público.
Portal – Qual a importância das ferramentas de busca, como o Google, por exemplo, para a geração de novos negócios?
Paulo Kendzerski – Não conheço nenhum site de sucesso que não esteja otimizado para as ferramentas de busca. Se pensarmos nos sites com maior lembrança na mente das pessoas, todos estes sites possuem em comum um trabalho consistente de posicionamento em mecanismos de busca. Novamente, volto a reforçar que a pequena/média empresa pode se beneficiar e muito se tiver um site otimizado, pois ele passa a ser pesquisados pelos potenciais clientes. Muitos destes potenciais clientes jamais iriam encontrar estas empresas se não fosse pelos mecanismos de busca. Portanto, um trabalho de otimização irá fazer com que o site desta empresa tenha uma audiência maior e extremamente qualificada, pois as pessoas que pesquisam na web qualquer produto, serviço ou informação tem interesse direto no que esta empresa pode oferecer.
Portal – Quais seriam os passos iniciais para as empresas desenvolverem estratégias de Web Marketing eficientes?
Paulo Kendzerski – Eu dividiria um projeto de WEB Marketing em quatro pilares:- O primeiro seria a criação de um Database Marketing para concentrar todas as informações do seu público-alvo. Sejam eles clientes, prospects, fornecedores, imprensa, etc. Existem soluções de Database Marketing muito simples e eficientes. O investimento é muito baixo pelo potencial de retorno que este tipo de solução pode oferecer para a empresa.- O segundo seria a otimização do site. É fundamental que a empresa tenha um site otimizado, pois assim irá atrair novos potenciais clientes. Uma das formas de se medir a qualidade e potencial de um site é exatamente o número de novos visitantes.- Em terceiro, é importante que a empresa tenha um planejamento de WEB Marketing que permita a criação de Estratégias Digitais visando ampliar os negócios da empresa e desenvolver ações de Relacionamento e Comunicação.- E por último, que a empresa tenha uma postura ativa na sua comunicação, desenvolvendo campanhas de e-mail marketing para informar novidades, lançamentos, promoções, notícias do seu mercado de atuação e que sejam interessantes para os seus clientes. Desta forma esta empresa irá trabalhar sua "marca" na mente dos consumidores, ampliando as possibilidades de gerar negócios.
Portal – O que caracteriza um campanha eficiente de e-mail marketing?
Paulo Kendzerski – Que este e-mail marketing seja recebido e lido pelo maior número possível de contatos. E que estas pessoas tomem uma atitude positiva ao receber esta comunicação. Seja clicando no link de seu interesse e visitando o site, seja indicando este conteúdo para outras pessoas.
Portal – Como você classifica, hoje, o interesse das pequenas e médias empresas em ações de Web Marketing?
Paulo Kendzerski – Considero ainda muito tímidas as ações de WEB Marketing dessas empresas. A grande maioria realiza ações isoladas sem nenhum planejamento. Por conseqüência, muitas destas ações não geram o resultado esperado, pois a expectativa no retorno é muito grande. Mas não existe milagre. Para que as empresas possam ter bons resultados nas suas estratégias de WEB Marketing é necessário um bom planejamento. Só assim estas empresas irão obter bons resultados e comemorar o crescimento nos seus negócios.
Portal – Você é autor do livro “Web Marketing e Comunicação Digital”. Nos fale um pouco sobre seu livro e como ele pode ser útil para a compreensão das técnicas virtuais de marketing. É possível ao leigo (empresários e estudantes) entender termos como MOB, SMS, Spiders, Links Patrocinados, etc?
Paulo Kendzerski – A intenção do livro é exatamente oferecer informações úteis para os leigos em internet. A grande maioria das pessoas que irão ler o livro não possui conhecimentos avançados no uso do WEB Marketing e nossa intenção é que estas pessoas, ao ler o livro, tenham noção de como podem utilizar a internet para ampliar seus negócios. No livro são abordados todos os pontos principais de um planejamento de WEB Marketing. Com esse "roteiro" as empresas terão totais condições de fazer seu planejamento de forma eficiente.
Portal – Podemos afirmar que ações visando implantar programas de Web Marketing e Comunicação Digital já são uma realidade nas empresas brasileiras?
Paulo Kendzerski – Com certeza. Muitas empresas brasileiras já desenvolvem um excelente planejamento de WEB Marketing, e a Comunicação Digital no Brasil considero uma das melhores do mundo. Somos extremamente criativos e buscamos sempre desenvolver comunicação com as pessoas. Essas características fazem com que nossas campanhas de e-mail marketing sejam as melhores do mundo, com altos índices de resultados efetivos para as empresas. Dificilmente encontramos uma empresa que tenha feito um bom planejamento da sua comunicação digital que tenha obtido resultados insatisfatórios. Acredito que empresas que investirem na qualificação dos profissionais de gestão e marketing em WEB Marketing terão excelentes resultados, pois a médio/longo prazo essas empresas estarão com excelentes sites e a comunicação digital será a forma mais eficiente de gerar negócios.Paulo Kendzerski, Diretor de Marketing da WBI BrasilA WBI BRASIL é uma agência de marketing on line, que presta serviços de consultoria e desenvolve soluções integradas de comunicação, relacionamento digital e aplicações WEB para o segmento corporativo.
As diversas faces do marketing
Complexidade do conceito estimula o surgimento de diversos termos dentro da área
Marketing viral, one-to-one, de guerrilha, buzz marketing e trending são exemplos de expressões utilizadas pelos profissionais da área para designar as ações que compõem uma estratégia. Mas, afinal, por que surgem tantos conceitos na área de marketing e até que ponto eles possuem uma aplicação prática? De acordo com Vinícius Andrade Pereira, coordenador do curso de MBA em Marketing Digital da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), essa quantidade de termos surge devido à complexidade que o conceito de marketing traz.
"Muitos acreditam que marketing é, simplesmente, publicidade. Mas essa ciência se preocupa com toda uma cadeia, que vai desde o produto gerado, passando pela forma de exposição, pela maneira de alojar-se e de circular no mercado, até a forma de ser lembrado pelo consumidor. É um conjunto de operações variadas que fazem o gerenciamento de marketing. Por isso há uma série de termos. Conforme a cadeia que o profissional esteja operando, seja promoção ou venda, por exemplo, há determinados termos que atendem essas demandas", explica o professor.
Outra explicação para o fato é que o marketing, por ser uma ciência aplicada, tem seu desenvolvimento a partir da observação de fatos e eventos que ocorrem no mercado, principalmente das melhores práticas, conforme opina Júlio César Tavares Moreira, sócio-consultor da Mind Consultoria Empresarial e autor do livro Dicionário de Termos de Marketing. "O mercado, por sua vez, é dinâmico e está em constante evolução, o que leva à mudança de termos e desenvolvimento de novos conceitos", acrescenta ele.
BUZZ MARKETING. O consultor exemplifica, especificando o aparecimento da expressão Buzz Marketing. "Esse conceito parte de um princípio antigo de que as pessoas, quando gostam de um produto ou serviço, normalmente disseminam o fato entre as pessoas de seu relacionamento. Esta ação é real, observável no mercado e casual. O desafio era como sistematizar as ações que levam as pessoas a disseminarem um produto de modo a potencializar a comunicação e o conhecimento da marca a custo baixo. Neste sentido surge o Buzz Marketing. Assim, na medida em que os resultados são positivos, mais empresas e profissionais passam a divulgar esta modalidade, fazendo com que a onda do termo Buzz Marketing venha à tona, dando a sensação de modismo", destaca Moreira.
Muitas vezes, podem existir termos diferenciados para aplicação da mesma ferramenta de marketing. É o que explica Alessandro Basile, sócio-diretor da AGMKT Estratégia Empresarial. "Marketing Viral, por exemplo, surgiu com o advento da internet, mas nada mais é do que o tradicional marketing boca-a-boca. Assumiu-se o nome de viral pela velocidade com que as informações se espalham pela internet, portando-se com um vírus. Ou seja, é um jeito moderno de se reportar ao boca-a-boca, mas o princípio é o mesmo", diz ele, acrescentando que muitos termos são criados pelos chamados gurus, como é o caso do marketing one-to-one, criado por uma famosa empresa de consultoria, que desenvolveu uma metodologia para esse conceito.
Diante dessa infinidade de conceitos, Moreira, da Mind, orienta que a existência de uma nova prática não implica na obrigatoriedade de sua utilização por parte de todas as organizações. "Cabe ao profissional de marketing saber de sua existência, identificar a importância de sua utilização, levando em consideração o ambiente onde empresa está inserida, seus objetivos e metas e principalmente a estratégia a ser adotada. Nem todas as práticas podem ser adotadas por todas as organizações, pois envolvem, além da pertinência, acesso à tecnologia e disponibilidade de recursos financeiros", afirma o consultor.
Basile, da AGMKT, confirma que cada termo possui aplicação e estilo próprios para ser implementado. "Depende da estratégia global da empresa. No caso das companhias aéreas, por exemplo, algumas focaram sua estratégia no marketing de relacionamento e no one-to-one, criando programas de fidelidade e ações que promovam maior aproximação com o usuário, outras, apostaram apenas no baixo custo das passagens, não fazendo sentido falar em marketing one-to-one, que é um conceito que prega atendimento personalizado ao cliente. Ou seja, é preciso adequar a ferramenta de marketing ao conceito maior da empresa", explica o executivo.
Para Moreira, o princípio do marketing está na capacidade de uma empresa criar e manter os clientes satisfeitos, portanto, é preciso verificar quais as necessidades do consumidor e do mercado e apresentar produtos e soluções que atendam às suas necessidades ou desejos. Ele diz que, uma vez montada a base de clientes de uma empresa, o próximo passo é mantê-los, levando os mesmos a adquirirem os produtos e serviços permanentemente.
"Em função das novas tecnologias e da oferta de produtos no mercado, a maneira de atender estas necessidades muda. Quanto mais próximo a empresa estiver do cliente, ou quanto maior o relacionamento entre a empresa e o cliente, maior a possibilidade de detectar novas formas de atender às necessidades destes e, até mesmo, de identificar possíveis problemas que possam levá-lo a optar por outro fornecedor", argumenta o consultor.
Dentro desse princípio é que se aplica a busca pela melhor ferramenta de marketing a ser utilizada. "O principal elemento a ser considerado é a possibilidade do desenvolvimento de estratégias diferenciadas, que levem a empresa a atingir os seus objetivos, sejam estes de manutenção ou ampliação de marketing share, de mudança de posicionamento no mercado, entre outros. No final, o que se quer responder é de que forma eu consigo criar e manter os meus clientes", afirma Moreira.
PÚBLICO-ALVO. Seja qual for a abordagem, é preciso se conhecer o público-alvo e gerar uma experiência agradável para ele, segundo ressalta Bruno Zani. Sócio e vice-presidente de Marketing da AndinaTech, empresa desenvolvedora de conteúdo para celulares, ele explica que ganha espaço quem cria experiência. "O importante é causar impacto. No ramo da gastronomia, por exemplo, vale mais a pena promover uma degustação ou proporcionar aromas na loja do que fazer um simples anúncio na TV. Quando se utiliza a mídia impressa, é mais interessante fazer um anúncio em formato diferenciado do que apresentar um conteúdo chapado. As mídias tradicionais são válidas, mas precisam ser bem pensadas. O marketing que causa interação é mais eficaz", opina o executivo.
É pensando nos resultados e na interação com o consumidor que a Motorola desenvolve suas campanhas de lançamentos e promoções. Andréia Vasconcelos, gerente de Marketing da empresa, diz que, para cada campanha, são utilizadas ferramentas diferenciadas, de acordo com a resposta dos clientes. "Medimos todas as ações por meio de pesquisas, verificando o que foi gerado de positivo para a marca. Sempre tentamos implementar o marketing 360º, que visa a tocar o consumidor em todos os pontos, então, trabalhamos os lançamentos com intervenção urbana, ações presenciais em cinema, utilização de mídias alternativas, como projeções em bares e restaurantes, por exemplo. Isso provoca o consumidor, que passa a querer aquele produto. Em cada lançamento buscamos surpreender de alguma forma", destaca ela.
Recentemente, durante o São Paulo Fashion Week, o marketing de guerrilha, que objetiva atrair a atenção do público sem a necessidade de custos com espaços publicitários, foi o conceito explorado pela Motorola para estimular a customização. Andréia explica que a idéia era trazer vida para lugares e coisas pouco observados, como tapumes, lixeiras, campos abandonados. "Esse foi um projeto mundial da empresa que nasceu após a realização de uma pesquisa a qual revelou a necessidade que as pessoas têm de customizar qualquer produto que ele consome. A partir daí, levamos essa customização para os lugares urbanos. Em momento algum utilizamos a marca Motorola, mas, por meio dos pontos de contato, veiculávamos as imagens do projeto, gerando a associação", diz a gerente.
Zani, da AndinaTech, opina que o mais importante dessas nomenclaturas de marketing é, justamente, direcioná-las ao público que se destina. Ele diz que o que importa é a forma como a estratégia se movimenta e se propaga. "Não acredito em marketing que não considere essas especificidades de público, adequação de discursos e utilização de veículo", fixa o executivo.
Fidelização é conceito duradouro
Dentro dos conceitos que se fixaram no mundo do marketing, Júlio César Tavares Moreira, sócio-consultor da Mind Consultoria Empresarial e autor do livro Dicionário de Termos de Marketing, cita a fidelização de clientes. "As empresas investem milhões na busca da fidelização, desenvolvendo programas de incentivo e uma série de outros benefícios e serviços, como o lançamento de cartões fidelidade, por exemplo. Essa estratégia se alastrou para um número incontável de empresas de diferentes segmentos, tais como farmácias, supermercados e bares. A fixação ou a disseminação de um novo conceito está relacionada ao nível da complexidade na sua implantação, aos resultados obtidos a partir de sua aplicação e do nível de investimento necessário", destaca ele.
Quanto à durabilidade de uma expressão nesse meio, o consultor da Mind opina que o fato de um determinado termo ou conceito não estar sendo comentado no dia-a-dia não significa que ele saiu de moda, mas, sim, que ele foi de tal maneira absorvido pelos profissionais, que já faz parte do cotidiano. Ele acrescenta que os conceitos vão se modernizando ou se aperfeiçoando conforme o desenvolvimento ou disponibilidade da utilização das novas tecnologias. "Basta tomar como base o que ocorreu com a Internet, nestes últimos dez anos, e como os profissionais de marketing passaram a utilizar esta ferramenta nas estratégias organizacionais. Assim, novos conceitos surgiram, como o marketing viral, CRM, e-marketing, marketing digital, e-business, leilão reverso, entre outros", ressalta.
Algumas nomenclaturas
Eventos de Mobilização: gerar relacionamento com os agentes das marcas.
Intervenções Urbanas: potencializar o conhecimento das marcas, colocando-as lado a lado dos consumidores.
Marketing de Emboscada: interagir em eventos patrocinados pela concorrência.
PR Stunts: desenvolver campanhas com grande potencial de divulgação na imprensa, aumentando o alcance e o endosso para as marcas.
Propaganda de Combate: aplicar a criatividade de guerrilha às ferramentas tradicionais de comunicação, potencializando o seu impacto.
Trending: apropriar-se dos movimentos populares antes que eles se materializem como mainstream.
Blog Marketing: integrar conteúdos com blogs e outras mídias geradas pelos consumidores e monitoramento de comunidades on line.
Marketing Viral: disseminar conteúdo relevante on e off line.
Sniping:identificar os influenciadores adequados para promover as marcas (moda, design, cultura etc).
Buzz marketing: gerar uma sólida notoriedade dentro de um segmento, sem gastar enormes quantias de dinheiro em publicidade em massa.
Marketing Direto: propaganda enviada pelo correio, com destinatários certos, escolhidos numa base de dados.
Marketing mix: composto de marketing. Reunião de todos os elementos de planeamento, de produto, estratégia de distribuição, promoção, preço e diferenciação.
Marketing One-To-One: expoente máximo do tratamento personalizado ao cliente.
Micromarketing: programa de marketing sob encomenda para os desejos e necessidades de determinado segmento geográfico, comportamental ou demográfico.
Pull strategy: forte investimento na publicidade e na promoção focadas no consumidor.
Trade Marketing: de otimizar a relação entre produtor e distribuidor, para que ambos retirem benefícios dessa parceria
Teaser: chamadas anteriores ao lançamento de um produto ou serviço, criando expectativa
Benchmarking: utilização de resultados já conquistados por produtos líderes de mercado como comparação, tentando como tal usar processos que já obtiveram sucesso nesses produtos, melhorando o desempenho de outros produtos
Marketing Digital: aliar marketing e tecnologia, prestando serviços em web marketing
SIMONE GARRAFIELDO JORNAL DO COMMERCIO - RJ
Fonte: www.salem.com.br e MarketGloss
Ades e Dove lançam ações interativas no cinema
Embalagem de suco é espremida de acordo com gritos e palmas da platéia; já ação para sabonete lança bolhas de sabão nos cinemas
Ades e Dove, duas marcas da Unilever, se uniram para lançar uma ação interativa nas salas de cinema do Kinoplex Itaim e do Shopping Frei Caneca, em São Paulo.A comunicação, que estreou na sexta-feira, 17, data da estréia nacional de 'Os Simpsons', se estenderá até o dia 6 de setembro somente nas seções das sextas-feiras, sábados e domingos.
Durante o tempo destinado ao comercial convencional do cinema, a platéia é informada por uma locução de como deve interagir com a peça. No caso do Ades, a ação remete ao mote da campanha 'Ades dá aquela forcinha que seu corpo precisa todo dia'. A platéia deve gritar e bater palmas para que a embalagem do produto seja espremida e a bebida jorre para um copo, medindo assim a ajuda dos espectadores.
Já a ação de Dove lança bolhas de sabão no cinema. A platéia interage com as imagens. As pessoas que estiverem sentadas em determinados lugares identificados com o logo poderão jogar as bolhas de um lado para o outro. "Desta forma é possível ressaltar os diferencias do produto, mostrando um banho de cremosidade através das bolhas", explica Daniela Cachich, gerente de marketing da marca Dove.
De acordo com Tatiana Lucca, gerente de marketing de Ades, a ação apresentou bons resultados em seu primeiro dia. "A interação e a receptividade foram ótimas, o espectador é levado a interagir", conta Tatiana.
O software que possibilita a interação é o Yvision, desenvolvido pela Y Dreams e oferecido à Ogilvy & Mather, agência detentora das contas de Ades e Dove.
domingo, 19 de agosto de 2007
Publicidade no celular. Vai acontecer no Brasil?
A grande questão que pretendemos abordar não é somente se a publicidade no celular vai acontecer ou não, mas avançar um pouco mais sobre o modelo ideal de publicidade e quais riscos e possibilidades as empresas vão encontrar neste modelo.
A discussão que está tomando os bastidores dos grandes anunciantes e das principais agências de marketing no Brasil é mais um round na luta em busca da atenção do consumidor.
Cansadas das ações comuns, pessoas expostas a uma avalanche de publicidade estática e de massa estão dispostas a conhecer novas formas de comunicação das suas marcas preferidas. Esta disposição aparece nas pesquisas feitas principalmente nos países onde a publicidade em celulares está num estágio bem mais avançado do que por aqui.
A infinidade de oportunidades que possibilitam estas ações mostram um cenário altamente positivo para a comunicação das empresas com seus consumidores. Informação e conteúdo vão impactar os consumidores muito mais do que simples propaganda direta. É a evolução do marketing, já muito bem utilizado no ambiente da web, agora com enormes possibilidades na comunicação por celular.
Receber no telefone pessoal informações sobre shows, peças de teatro, notícias do time de futebol preferido, da cotação do dólar, ações etc. vai gerar no consumidor um impacto maior, pois agrega informação útil. E a marca que utilizar estas ações vai se perpetuar na mente dos seus consumidores de forma positiva.
Mas, e o mercado brasileiro? Qual o tamanho deste mercado?
Alguns números demonstram o potencial da publicidade no celular:
- 95 milhões de correntistas no Brasil- 100 milhões de celulares
- 27,3 milhões de usuários de internet banking, com um total de 5,8 bilhões de transações em 2005.
Estes números levam a crer que o uso do celular vai gerar um novo boom na publicidade brasileira.
Com uma base deste tamanho e com o conceito de mobilidade já bem desenvolvido, o que falta para a publicidade no celular explodir?
Existem vários fatores apontando para este caminho.
1. Esgotamento do modelo de publicidade atual - A poluição causada pelos outdoors nas grandes cidades é um exemplo de que este modelo de publicidade de massa esgotou-se.
2. Interatividade - A internet trouxe um novo conceito na comunicação com os consumidores. Antes o impacto era estático e de uma mão só; a empresa utilizava os veículos disponíveis para atingir o consumidor. Sem condições de medição em tempo real e sujeito a variações fora do controle do anunciante, este modelo mostra-se cada vez mais inviável.
3. Segmentação - A publicidade de massa está sendo substituída com muito mais eficiência pela segmentada, de alto impacto e efetividade, principalmente no novo público, o e-consumidor.
Apesar de todo este cenário extremamente favorável é importante ressaltar alguns fatores que podem inibir este crescimento, a começar pela utilização mensal do serviço. Apesar do tamanho da base de celulares instalada, o Brasil ocupa apenas a 44ª posição no ranking de uso de minutos, por país. Enquanto nos Estados Unidos o usuário utiliza em média 822 minutos por mês, no Brasil esse tempo é de apenas 70 minutos.
Na América Latina, somente o Peru ocupa uma posição pior que a do Brasil, com mída mensal de uso de 68 minutos. Argentina com 116 minutos, México com 115, Colômbia com 107 e Venezuela e Chile com 106 minutos de uso por mês (cada) mostram que estes mercados podem atrair um investimento maior em publicidade nos celulares, apesar da base instalada nestes países ser pequena em comparação com a do Brasil.
O segundo fator é o valor do serviço. Novamente tomamos por parâmetro os países do Mercosul. Enquanto no Brasil um envio de mensagem pelo celular (SMS marketing) custa em média R$ 0,30, na Argentina o valor por envio é de apenas R$ 0,09. O reflexo deste alto custo é o volume de mensagens enviadas nos dois países.
A Argentina, com pouco mais de 2,7 bilhões de textos por mês, ultrapassa e muito o volume de 750 milhões de mensagens enviadas no Brasil, apesar do tamanho da base instalada.
Mesmo assim, me atrevo a afirmar que o mercado brasileiro vai alcançar a liderança em publicidade no celular até 2010, pois nossa publicidade é muito criativa e os responsáveis pelas campanhas encontrarão novas formas de posicionar as marcas na mente dos consumidores.
Alguns exemplos de ações possíveis:
1. Avisos no celular- Você irá saber em primeira mão quando aquela roupa ou calçado que adorou ao visitar o site do fabricante chegar nas lojas.
- A música do seu cantor preferido irá tocar primeiro no seu celular. Se gostar, poderá comprar pelo próprio aparelho e depois baixar no seu dispositivo móvel para ouvir quantas vezes quiser, ou receber em casa um DVD personalizado.
2. Outras possibilidades- Ingressos de show, cinema, teatro, reservas em hotéis, restaurantes e até compra de passagem aérea no celular.
- Comprou algo pela internet ou numa loja de shopping? Seu celular vai receber um aviso quando o produto estiver chegando em sua casa.- Seu guru preferido lançou um novo artigo ou publicou um livro?
O telefone vai receber uma mensagem de texto, ou melhor ainda, de voz dele mesmo, dizendo para você baixar uma parte do material no celular.
Querem mais?
Não. Não vou falar da possibilidade de se comprar um refrigerante na máquina expressa e pagar com o celular. Isso já faz parte do passado.
A publicidade no celular vai vingar, sim. Será possível graças à mobilidade e à interatividade. E estas duas palavras mágicas só são encontradas no celular.
Paulo Roberto Kendzerski é Diretor de Marketing da WBI Brasil (Agência de Marketing e Comunicação Digital), Consultor em E-Business especializado em Projetos de Comércio Eletrônico, Prof. de E-commerce na FAPLAN (Faculdade do Planalto em Passo Fundo/RS), Especialista em WEB Marketing, Palestrante e autor do 1º livro sobre “WEB Marketing e Comunicação Digital” no Brasil.
Dicas para aumentar sua base de contatos
A qualidade da lista de contatos é fundamental para alcançar bons resultados em campanhas de e-mail marketing. Quando a intenção é aumentar o número de cadastros, é necessário planejar a prospecção tendo como objetivo a obtenção de contatos que, de fato, se relacionem com seu produto ou serviço.
Só assim é possível formar bases sólidas e receptivas que mantenham o relacionamento vivo e tragam o retorno esperado nas ações de e-mail marketing ou em envios de newsletter.
Aparentemente, a locação de listas parece ser a forma mais simples para aumentar sua base de contatos. Quando uma lista é alugada, os perfis e interesses dos contatos são identificados para que a mensagem seja transmitida ao público certo. Porém, é necessário tomar alguns cuidados já que, apesar de terem os perfis adequados, essas pessoas podem não conhecer a sua empresa. Sendo assim, o risco de denegrir sua marca é grande.
Para auxiliar o seu entendimento e não correr esse risco, siga as dicas abaixo:
O Opt-in não é transferívelNão confunda interesse com permissão. Você deve conquistar a permissão do prospect para que ele se cadastre em sua lista de relacionamento, permitindo o recebimento de futuras mensagens.
Política de PrivacidadeNos envios com base locada, inclua uma nota deixando clara a origem da lista. Por exemplo: "Você está recebendo esta mensagem por estar cadastrado na lista da empresa X". Neste momento, você deve incluir um link para a política de privacidade da empresa que locou a base.
Alugue listas de empresas idôneas e peça informações sobre a origem das bases.
Conquiste o interesse do prospect
Diferencie o conteúdo da mensagem a ser enviada das que envia à sua lista de relacionamento. Neste momento, sua intenção é conquistar o prospect para que ele se torne parte da sua rede de relacionamentos. Elabore algo que chame a atenção. Ofereça algo mais para conquistá-lo e foque em diferenciais. Por exemplo: ofereça um benefício exclusivo que seja válido somente através desta mensagem, transformando-a em uma oportunidade única.
Para uma maior adesão, aproveite as muitas formas de personalizar uma mensagem e trate o prospect da forma mais individualizada possível.
Converta o interesse em cadastro
Lembre-se que os esforços de conquistar o cliente pela campanha de email não se limita apenas ao envio. Revise suas páginas de destino (landing page) e verifique se elas estão com os pontos para conversão de acordo com o objetivo de sua campanha. Os pontos para conversão são os links que levam o prospect ao formulário de cadastro.
Não se esqueça que, para ativar o cadastro do cliente em seu canal de relacionamento, você deve enviar um e-mail solicitando a confirmação do cadastro (double opt-in).
Existem ferramentas para marketing de relacionamento via e-mail que permitem a integração com o formulário de cadastro do website. Assim, o envio do e-mail com a solicitação de confirmação do cadastro é automático. Isso é excelente, pois registra o histórico do cliente desde sua primeira interação.
Mais idéias interessantes para o aumento da base:
Elabore campanhas virais;
Disponibilize o link "encaminhe a um amigo";
Faça parcerias com outros websites que tenham base de clientes com perfil de seu público-alvo;
Lembre-se dos outros canais de contato que as pessoas têm com sua empresa. Sempre peça os dados para cadastro;
Consiga cadastros através de eventos e promoções offline.
Como organizar uma campanha de e-mail marketing
Um e-mail marketing é a "mala-direta" virtual. Ou seja, toda correspondência recebida via e-mail com o intuito de comunicar, informar, vender ou promover um produto ou serviço a diversas pessoas.
Tem baixo custo, atinge um grande número de pessoas em pouco tempo, pode se tornar viral (amigos encaminham para outros sucessivamente), é dirigida (encaminhada a usuários potenciais) e mensurável (você pode medir quantos cliques houveram, quantas falhas de envio, endereços inválidos, mensagens abertas etc).
Começar a trabalhar com e-mail marketing exige um certo planejamento: Falar sobre o quê? Enviar para quem? Como enviar? Como analisar o retorno? É interessante adotar as seguintes etapas em neste planejamento: decidir o tipo de e-mail marketing a ser enviado, decidir o público-alvo, compor a mensagem, selecionar os destinatários, testar e aprovar, enviar e, finalmente, medir.
1. Tipos de E-mail Marketing
Os tipos mais conhecidos de e-mail marketing são:
newsletter (boletim informativo periódico);
confirmações de pedidos, compras e inscrições;
agradecimento de compras, inscrições, presença, cadastro etc;
lembretes e congratulações;
convites;
captação de novos clientes;
pesquisas;
releases para imprensa;
respostas à dúvidas e solicitações ao SAC e Suporte Técnico;
promocionais e/ou comemorativos e sazonais.
Assim fica mais fácil classificar o tipo de e-mail que será trabalhado e, se você tem a intenção de utilizar mais de um tipo (recomendado), é interessante criar templates e deixar modelos-padrão já prontos para, quando precisar, apenas alterar informações mínimas e não começar do zero a cada novo e-mail enviado. Procure criar um "ambiente" para o e-mail: assinatura, logotipo do remetente, saudação, link para visualizar o e-mail na web (já que nem todas as aplicações de e-mail exibem o conteúdo corretamente) e mensagem de rodapé.
2. Decidir o público-alvo
Antes de começar a compor a mensagem, você deve identificar seu público-alvo. Não são os endereços individualmente, mas os perfis que você deseja atingir com a comunicação. Jovens, mulheres de 25 a 50 anos economicamente ativas, empresários, clientes de determinado serviço que sua empresa oferece etc, são exemplos de público-alvo definidos.
3. Compor a mensagem
Nesta etapa, você decide se vai trabalhar com texto ou com HTML. A opção de texto pode não chamar a atenção do usuário à primeira vista e também não permite diferentes realces em determinadas informações. O HTML supre estas necessidades, com a vantagem de poder utilizar imagens e gifs animados. Atente, porém, para o tamanho final do arquivo, para não sobrecarregar a caixa de entrada do usuário. Para compor a mensagem você também deverá levar em consideração o tipo de público definido anteriormente, já que cada perfil pode ser explorado de maneiras diferentes: textos formais, linguagem mais jovial, cores quentes, sóbrias etc.
4. Selecionar os destinatários
Agora sim, estamos falando dos endereços de e-mail individuais. Cuidado para não enviar uma mensagem que exibe, no cabeçalho, todos os endereços que a receberam. Além de antiestético, é antiético. Mas também um "undisclosed-recipient" se torna frio, distante e mecânico. Para quem usa Outlook, a melhor opção é incluir todos os destinatários no campo da cópia oculta e, no campo do remetente, colocar seu próprio endereço. Assim, o usuário que receber o e-mail vê apenas 2 endereços no campo destinatário: o dele mesmo e o seu.
Há quem diga que e-mail marketing não se faz com Outlook, mas essa não é a realidade das pequenas empresas de hoje. Utilizar uma ferramenta gerenciadora é a melhor alternativa em qualquer caso, mas as opções disponíveis não são gratuitas. Há quem cobre por mensagem enviada e há as soluções prontas, adquiridas como um software qualquer mediante pagamento de taxa única.
Ao escolher uma ferramenta de gerenciamento de e-mail marketing, verifique se ela oferece o recurso de envio de SMS marketing, de gerenciamento de listas de destinatário para melhor segmentação de seu público-alvo, de agendamento de tarefas e, claro, de acompanhamento e análise de retorno: quantos abriram o e-mail, quantos clicaram, quantos tiveram falha de envio, quais endereços falharam etc. Geralmente, esta análise é feita através de relatórios em tabelas e gráficos.
5. Testar e aprovar
Antes de enviar a todos os destinatários, envie para um endereço a que você tem acesso e faça todas as verificações possíveis: se o assunto foi preenchido e se é atraente à primeira vista, se há erros de digitação e/ou de gramática e concordância, se todas as URLs foram inseridas corretamente, se as imagens possuem atributos ALT (pouse o mouse sobre qualquer imagem para testar), se existe endereço disponível para o usuário enviar uma resposta e, no caso de utilizar um e-mail que não recebe respostas, verifique se consta um outro endereço para o usuário entrar em contato. E não esqueça um item importantíssimo: verifique se existe um link do tipo "Clique aqui se não deseja mais receber e-mails deste remetente". Todo e-mail marketing deve oferecer a opção de opt-out.
6. Enviar
Procure enviar seus e-mails marketing pela manhã para obter resultados imediatos ou ao final do dia para, no dia seguinte, começar a contabilizar os resultados. Claro que, dependendo de sua campanha, é interessante enviar em determinados outros horários e dias da semana. Se você estiver convidando os usuários para um evento no fim de semana, envie o e-mail com antecedência para que eles possam se programar e, próximo à data, envie apenas um lembrete.
Se você utilizar uma ferramenta de gerenciamento de e-mail marketing, pode definir uma data e horário para início do envio e uma data limite para verificação dos resultados.
Cada uma destas etapas pode ter suas sub-etapas, e o planejamento pode tornar-se um grande check-list. Analise suas necessidades e sua realidade e organize o melhor check-list possível para que nada seja esquecido. Quanto mais detalhes, mais chances de sucesso terá sua campanhar!
7. Medir
Claro, não basta apenas enviar: você precisa saber qual o sucesso de sua campanha de e-mail marketing. Só assim você consegue medir o retorno da campanha, analisar o que precisa ser melhorado e corrigido. Se você utiliza uma ferramenta específica para o envio de-mail marketing, muito provavelmente já tem como analisar as métricas de sua campanha: quantos abriram, quantos envios falharam, quais os links mais clicados etc.
Também é possível utilizar o Google Analytics (gratuito) para medir o desempenho de sua campanha. Se sua intenção é fazer com que o usuário clique num link de seu e-mail e visite uma página de seu site, é importante cadastrá-la como meta no Google Analytics, assim, você pode consultar quantas visitas esta página obteve no período de tempo que durou sua campanha, o tempo médio de duração das visitas, emitir relatórios e outros recursos oferecidos pela ferramenta.
Lembre-se: para qualquer projeto, planejamento é a alma do negócio! Sucesso em suas campanhas e até a próxima!
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Etiquetas inteligentes estão agora nas gôndolas
[Gazeta Mercantil - SP ] Geral Quarta, 15 de Agosto de 2007
Os testes com as etiquetas inteligentes deixam de ser restritos à cadeia de suprimentos e, pela primeira vez, chegam às lojas do varejo. Semana que vem, o Pão de Açúcar inaugura um ponto conceito no luxuoso Shopping Iguatemi, na capital paulista, onde a identificação por radiofreqüência (RFID) será uma das tecnologias usadas nas gôndolas. Um dos objetivos é aumentar a interação com os clientes. A radiofreqüência será usada na adega da loja do Pão de Açúcar. Ao retirar uma garrafa de vinho devidamente etiquetada, o consumidor terá acesso a informações em uma tela sensível ao toque entre as quais origem, safra, preço e dicas de pratos. Além disso, a unidade contará com quiosques para consulta de produtos e receitas. Os caixas serão equipados com telas sensíveis ao toque. A companhia, que já testa a RFID em sua cadeia de suprimentos, segue, em parte, os moldes da alemã Metro, uma das pioneiras no uso da etiqueta e outras tecnologias em suas lojas varejistas. Embora tenha caído de US$ 1 para US$ 0,20 em três anos, o preço da etiqueta continua sendo uma das barreiras para a sua adoção no varejo. "Para produtos de menor valor, o custo ainda é alto", comenta Roberto Matsubayashi, gerente da entidade sem fins lucrativos GS1 Brasil, que promove debate sobre a tecnologia hoje em São Paulo. A sueca Gateway-Security está desenvolvendo um sistema para integrar a RFID às etiquetas antifurto dos produtos para auxiliar o varejista na prevenção de perdas. Com a tecnologia, além da aplicação de segurança, a loja pode registrar mais informações aos produtos dentro da etiqueta inteligente, que pode ser retirada após a venda e utilizada em outro item. "Já temos três varejistas interessados", disse o diretor de marketing , Luiz Fernando Sambugaro. Ele pretende conquistar dois grandes clientes em 1 ano.
Washington Olivetto
PublicidAd Entrevista - Washington Olivetto
15/08/2007
O que poderiam ter em comum o escritor espanhol Miguel de Cervantes, o cantor Jerry Lee Lewis e o político polonês Lech Wałęsa? Em princípio, seria difícil estabelecer uma relação concreta, mas o fato é que todos eles, além de serem verdadeiros expoentes em suas respectivas área de atuação, nasceram na mesma data: 29 de setembro.
Estariam os pré-destinados ao sucesso sujeitos ao aparecimento neste dia em específico do calendário? Talvez a resposta seja mesmo positiva, pelo menos no que depender de Washington Olivetto.
Nascido em São Paulo, no dia 29 de setembro de 1951, Olivetto ingressou no mundo da publicidade quando tinha apenas 18 anos, numa situação absolutamente inusitada e, desde então, começou a despertar a admiração de gerações e mais gerações de criativos em todo o país.
Numa entrevista que, entre outros aspectos, buscou resgatar uma passagem bem pouco conhecida da vida do publicitário, que se refere ao início de sua carreira e as coincidências que cercaram seu primeiro emprego na área, o PublicidAd traz, com exclusividade, um bate-papo com aquele que é considerado um dos maiores publicitários brasileiros de todos os tempos.
O PRIMEIRO EMPREGO
Era quase início da década de 70 e o jovem Washington Olivetto cursava publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Na época, em certo dia, a caminho da faculdade, seu pneu furou na porta da HGP, uma premiada agência de propaganda, dirigida pelo redator e hoje assessor de imprensa Juvenal Azevedo, juntamente com outros dois sócios.
Porém, ainda faltava uma pequena ajuda do destino para que Olivetto percebesse que sua carreira começaria ali. Casualidade ou não, passados uns dias, seu pneu furou pela segunda vez no mesmo lugar. O fato o deixou bastante intrigado e pensou:
- Isso deve ser um sinal!
Naquele instante abordou, na porta da HGP, uma menininha de olhos azuis que esperava seu pai, na entrada da agência:
- Diz pro seu pai que meu pneu não costuma furar duas vezes no mesmo lugar e no mesmo mês.
E a pequena saiu gritando:
- Pai, pai tem um moço aqui pedindo um macaco emprestado!
O resultado é que, daquele dia em diante, Olivetto estaria contratado como estagiário por Juvenal Azevedo para dar início a uma carreira de sucesso e reconhecimento absolutos. E foi assim, numa situação completamente inusitada que o criativo começou na propaganda.
De lá seguiria depois para a Lince e, mais tarde, para a Casabranca. Logo em seguida faria dupla com Francesc Petit, da DPZ, durante quase 14 anos. Em 1986 montaria sua primeira agência, a W/GGK, que três anos após se tornaria a famosa W/ Brasil.
W/ BRASIL
A W/ Brasil hoje possui filial em Portugal e representantes nos EUA, toda Europa e América do Sul. A agência encerrou 2006 com um crescimento de 41% e subiu quatro posições no ranking das maiores, tendo faturado US$ 163 milhões. A projeção para 2007 é fechar o ano com mais de US$ 200 milhões.
No primeiro semestre desta ano, a W/ Brasil teve um crescimento de 30%. Nesse período a agência conquistou contas importantes como BMW Motos, Laboratório EMS, Cutrale e a nova linha de produtos à base de soja da Nestlé. De janeiro até agora, já conquistou sete novas contas e se mostra cada vez mais forte e antenada com a nova forma que a propaganda brasileira está sendo feita, com mais verbas para a internet.
PASSADO E PRESENTE
Olivetto foi premiado por 52 vezes no Festival de Cannes, onde todos os anos a elite da propaganda mundial se reúne para eleger as melhores peças e campanhas do planeta. Além disso, possui diversos prêmios Clio Awards, Festivais de Londres, Nova York, Fiap, Profissionais do Ano da Rede Globo e Colunistas. Em sua trajetória, várias campanhas de sucesso são reconhecidas pelo público como a do ‘Primeiro Sutiã' para a Valisère, os personagens ‘Gordinhos da Embratel’, o ‘Cachorrinho da Cofap’ e, é claro, os clássicos com Carlinhos Moreno, da Bombril.
Nos últimos anos, o criativo tem sido convidado constantemente para dar palestras sobre vários aspectos da propaganda mundial e, recentemente, esteve em Berlim falando com jovens que sonham seguir a carreira da comunicação. Hoje, detém o cargo de Chairs-Man, “Homem das Cadeiras” da W/Brasil, deixando a função de co-presidente de operações/atendimento/mídia para Paulo Gregoraci e Rui Branquinho como co-presidente de criação e planejamento.
NOSSO BATE-PAPO
Atendendo à solicitação do PublicidAd, Washington Olivetto conta um pouco sobre os novos rumos da propaganda no Brasil e lá fora.
PublicidAd: Washington, gostaria que você comentasse a performance do Brasil neste ano no Festival de Cannes, tendo em vista que as campanhas que foram as vencedoras do Grand Prix nasceram na internet: a campanha para a nova linha de cuecas da Diesel, feita pela agência sueca Farfar; a campanha Nike+, para a linha de tênis de corrida da Nike, feita pela agência R/GA, dos Estados Unidos; e a campanha mais premiada do festival, a Evolution de Dove, criada pela Ogilvy do Canadá.
R.: Cannes, nos últimos anos, tem premiado mais a experiência (veiculada ou não) do que a vida real das agências de propaganda e do mundo dos negócios. O festival não pode e não deve ser analisado como o único parâmetro de julgamento da atividade publicitária, mas, sim, como mais um dos muitos parâmetros. A pequena premiação brasileira não me surpreende, já que vivemos num mercado altamente competitivo, no qual o tempo e as oportunidades para experimentos têm sido cada vez menores.
PublicidAd: Você detém 52 leões entre ouro, prata e bronze. Você acha que a W/Brasil tem condições de concorrer no ano que vem com peças online, que nasceram na internet e foram especialmente criadas para esse novo consumidor que cada vez mais quer interagir com as suas marcas?
R.: A W/Brasil cria e vai continuar criando cada vez mais peças online. Mas não tem a mínima preocupação em concorrer — com elas ou quaisquer outras peças criadas para seja qual for a mídia — em Cannes ou qualquer outro festival. Apesar de continuar sendo a agência brasileira que mais prêmios importantes conquistou, a W/ não tem inscrito nada em festivais desde 1990. Vira e mexe ganhamos prêmios com peças nossas inscritas pelas produtoras ou a pedido dos profissionais envolvidos. Mas ganhar prêmios com o nosso trabalho não é a nossa prioridade, intenção ou necessidade.
PublicidAd: Qual a campanha que você já assistiu e pensou: Puxa, gostaria de ter criado isso, porque essa idéia é simplesmente genial?
R.: Muitas. Nacionais e internacionais. Chamo essa sensação de “inveja saudável”. Um sentimento que mantém todo profissional motivado a tentar fazer cada vez mais e melhor.
PublicidAd: Antigamente as agências de propaganda faziam tudo pelo cliente: planejamento, criação, promoção, enfim era uma comunicação unificada. Como você vê essa divisão que existe cada vez mais entre as agências de propaganda nos dias de hoje, agências interativas, agências online, agências 360 graus, agências off-line?
R.: O que importa mesmo é gerar grandes idéias. Independentemente do modelo ou formato das agências e da moda do momento.
PublicidAd: Existe alguma marca para a qual você gostaria de ter criado, mas por alguma razão ainda não aconteceu?
R.: Existem muitas, e isso não ocorre só comigo. Todo e qualquer bom profissional de publicidade tem uma marca ou uma série de marcas para a qual ou para as quais gostaria de ter trabalhado, mas nunca trabalhou.
PublicidAd: Alguns profissionais de criação encaram um período de ócio criativo, não conseguem criar por alguma razão, seja por estresse ou simplesmente por falta de boas idéias. Isso já aconteceu com você? Qual conselho você daria para os criativos que encaram um período de entressafra criativa?
R.: Não, nunca aconteceu comigo - e acho que é exatamente aí que reside a diferença entre os amadores e os verdadeiramente profissionais.
PublicidAd: Como você acha que será a propaganda daqui a 70 anos?
R.: Não sei, mas espero que a propaganda daqui há 70 anos tenha progredido tanto a ponto de atingir os padrões de excelência criativa que chegou a ter nos anos 80 do século passado. Sejam quais forem as tecnologias e os veículos utilizados, uma coisa não vai mudar: sem grandes idéias, não existe grande comunicação.
PublicidAd: Em Cannes é comum a incidência de campanhas fantasma e que foram apenas criadas para concorrer. Você acha que essa prática desvaloriza o Festival? O Festival de Londres está em franco crescimento nos últimos anos devido à credibilidade e seriedade com que é realizado, você acha que em alguns anos ele pode ameaçar o prestígio do Festival de Cannes? A W/ Brasil já pensou em participar em festivais com menos glamour?
R.: Já cansei de falar sobre esses problemas. Aliás, sou o criador da expressão “propaganda fantasma”. Não acho o Festival de Londres mais sério ou menos sério do que Cannes. Acho apenas mais um dos muitos festivais. Como eu já disse, a W/ não pensa em festivais há anos. Nossas energias estão concentradas no que consideramos como sendo preocupações mais sérias e relevantes.
PublicidAd: Como a W/Brasil está se preparando para as novas tecnologias que, cada vez mais, estão presentes na comunicação mundial?
R.: Como sempre. De olho no futuro, mas sem esquecer o passado. Com a consciência de que a presença do novo não elimina o velho. De que, na maioria das vezes, nada é excludente, tudo é complementar. Enfim, com total fascínio e prazer, mas sem nenhum deslumbramento.
PublicidAd: Para finalizar, conte como você se sente em ter ganho por dois anos consecutivos o titulo de publicitário mais confiável do ano na eleição realizada pela revista Seleções do Reader’s Digest, levando em conta que o percentual subiu de um ano para o outro, saindo de 52% em 2006 e chegando a 66% em 2007. A que você atribui tanta confiança?
R.: Me sinto feliz e honrado. Acredito que esse resultado se deva à coerência que tenho procurado imprimir à minha vida profissional desde o começo, quando eu tinha 18 anos de idade.
O DESCOBRIDOR DO CRAQUE
Por fim, o PublicidAd foi buscar um registro histórico, daquele que acolheu, em seus primeiros passos profissionais, um dos maiores publicitários do Brasil em todos os tempos. A seguir, o então proprietário da antiga HGP, fala sobre seu sentimento em relação a Washington Olivetto.
Federico Spitale (E) Juvenal Azevedo (centro) e Abel Kropivka (D) – sócios da agência HGP
PublicidAd: Como você se sente por ter descoberto o Washington Olivetto? E o que, em sua opinião, ele representa para a propaganda?
Juvenal Azevedo: Bem, eu devo me sentir mais ou menos como provavelmente se sentia o Petronilho de Brito, que foi o descobridor do Pelé. Petronilho, que era um craque na sua época (creio que aí pelos anos vinte ou trinta), um grande centro-avante, um dos maiores daqueles tempos, um pouco ofuscado talvez por ter sido contemporâneo do super-craque Friedreich, que muitos diziam ter sido tão bom ou melhor do que o próprio Pelé.
Ele disse uma vez, numa entrevista, quando lhe fizeram uma pergunta parecida com esta, que se sentia orgulhoso por haver pressentido que estava diante de uma raridade, de um diamante em estado bruto que, bem lapidado, poderia se tornar um cracão, talvez até o melhor jogador de futebol de todos os tempos, já que Pelé era um craque completo: chutava com os dois pés, cabeceava como poucos (sempre de olhos abertos, como se deve), driblava, lançava, criou a tabelinha, criou também a paradinha na cobrança de pênaltis, marcou mais de mil e duzentos gols, batia faltas e pênaltis com imensa categoria e até se virava bem como goleiro. Enfim, era um gênio.
E é assim que eu me sinto, por ter tido a sensibilidade de perceber que estava diante de um diamante em estado bruto que, bem lapidado, poderia se tornar o melhor e mais completo criador de publicidade. Como efetivamente ele se tornou.
Já sobre a importância do Washington para a propaganda, basta dizer que ele, mesmo sem disputar concursos e festivais há uns dez anos, é ainda hoje o maior ganhador de leões em Cannes. E, como cidadão, sempre se recusou a fazer propaganda política ou para os vários governos que assolaram este país. Preciso dizer mais?
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Simpsons para Burger King finalmente no Brasil
O filme que recebeu o título de ‘Poster’, mostra um rapaz comendo um BK™ Stacker observado pelos olhos do Homer num poster localizado dentro da loja do Burger King®. O rapaz percebe a situação e começa a mexer o sanduíche em frente ao poster e o olho do Homer acompanha todo o movimento. De propósito, ele aproxima o lanche ainda mais do cartaz e o Homer começa a babar molhando um pedaço do papel (acho que não molha mais o papel, como ficou candida?). Em seguida, entra a locução em off: “Novo BK™ Stacker. 4 carnes, 4 queijos, bacon e molho especial. Vai amarelar?”.
A agência também estará com uma promoção diferente na internet. O usuário que digitar seu email no banner e superbanner que estarão no site globo.com vai receber um email marketing que dará direito a uma casquinha na compra de um combo do novo sanduíche. A mensagem no banner será: “Que rosquinha que nada. Digite seu email e ganhe uma casquinha na compra de um combo BK Stacker no Burger King”.
Além da campanha, o Burger King® também oferecerá uma série de brinquedos colecionáveis dos personagens de Springfield. Todos os restaurantes da rede serão decorados com materiais em homenagem ao filme e a seus personagens.
A criação é de Sidney Braz, José Arnaldo Suaid e Guilherme Somensato, com direção de criação de Aaron Sutton e Jorge Iervolino. A produtora é a Sentimental Filmes, com direção de Luiz Evandro.
Merchan milionário Ação custou mais de R$ 1 milhão
Quer fazer propaganda de graça?
Veja como funciona o marketing viral, que se propaga via internautas
Atenção: um tipo de vírus diferente se alastra pela internet. Ele não carrega um código malicioso capaz de detonar seu computador, mas uma propaganda, com uma pitada de humor e/ou uma boa dose de criatividade, que se propaga pela rede, utilizando você, internauta, como agente multiplicador.Sabe aquela piadinha de loira encaminhada por e-mail por um amigo, que a havia recebido do irmão, que antes ainda tinha sido enviada por um colega de trabalho? Você recebe, acha engraçado e, com poucos cliques, repassa para sua lista de contatos. Esse novo tipo de publicidade - que já tem nome e sobrenome, marketing viral - é uma das principais apostas das agências para tirar proveito do poder de comunicação da internet.Como um vírus - diminuto agente infeccioso que não tem capacidade metabólica autônoma e apenas se reproduz no interior de células vivas (Novo Aurélio) -, o marketing viral depende dos próprios internautas para atingir o valioso público que circula pelo ciberespaço.É quase impossível estar conectado atualmente e não se deparar com uma ação de marketing viral. As campanhas são divulgadas não apenas por e-mail, mas em comunidades do Orkut, blogs, fóruns e até mesmo no Second Life.Segundo a Competitrack, empresa americana que registrou 4.200 ações do tipo em pouco mais de um ano, cerca de 60% dos virais são vídeos colocados principalmente no YouTube e divulgados das diversas formas já mencionadas. Mas também é comum encontrá-los em fotos, jogos e sites.HERÓIS OU VILÕES?Diversas campanhas virais atingem seu objetivo mesmo mostrando claramente que se trata de publicidade. Um exemplo é o vídeo produzido pela O2 Digital para uma marca de cerveja.O filminho traz uma rápida seqüência de fotos de três amigos que supostamente teriam passado cinco anos em um bar. Em cada foto aparecem personagens diferentes ao fundo, mas a cerveja está lá, em todas as imagens. Internautas começaram então a especular se, em uma das cenas, haveria uma mulher nua, entre outras mensagens subliminares. Pronto: a curiosidade gritou e o vídeo foi repassado inúmeras vezes.Mas há casos de ações disfarçadas, que só depois de um tempo se revelam como publicidade, também chamadas de marketing invisível. Isso é bom ou ruim? 'Se o vídeo não é honesto com a audiência, ele quebra a relação de confiança com a marca e o anúncio', diz Rodrigo Meirelles, diretor da O2 Digital, que afirma ter havido uma explosão de virais no Brasil em 2007.Divertidas ou enganadoras, o Link mostra, nesta edição, as principais características das campanhas de marketing viral para que você possa reconhecê-las. Quer fazer propaganda de graça para os outros? Se quiser, tudo bem, mas é bom estar ligado, não acha?
A publicidade online com efeitos especiais
Quem navegou com freqüência pelos principais portais brasileiros nos últimos tempos, certamente percebeu mudanças no visual dos anúncios da internet. Formatos tradicionais como banners e retângulos ainda são os mais programados, mas o que temos visto recentemente são anúncios que saltam aos olhos de maneira muito mais criativa, quase deixando para trás o próprio conceito de formato. Resumindo numa frase, eles juntam características de outras mídias, como som e movimento ao principal diferencial da internet, a interação. A isso deu-se o nome de rich media.
Quem, além de navegar com olhos atentos à publicidade, assinou alguma newsletter do trade, recebeu pelo menos uma dezena de artigos e convites para eventos sobre rich media. E também tomou conhecimento de empresas que fornecem soluções inovadoras para anúncios, com nomes inusitados, muito parecidos uns com os outros.
Até onde posso lembrar, ouvi o termo pela primeira vez em 1998, numa das primeiras reuniões de trabalho sobre internet da qual participei. Naquela ocasião, meu entendimento do termo, obtido do contexto e da tradução livre do inglês foi: “algo como um banner com imagens em movimento”. Acredito que eu não estava de todo errado. Era mesmo uma boa definição. Para a época. Afinal, em 98, qualquer coisa melhor do que uma imagem estática era chamada de especial.
Então o que mudou, afinal? O que mudou foi o cenário da mídia, e mudou radicalmente. Mudou principalmente a maneira como as pessoas consomem informação e entretenimento. E essa mudança ocorreu a partir da internet. A velocidade de adoção da nova mídia foi a maior que já se viu na história dos meios de comunicação. Existem hoje mais de 1 bilhão de internautas no mundo. Por graça ou culpa da web, nós hoje fazemos tudo diferente. Inclusive lemos jornal e assistimos TV de outro jeito. De um jeito que já ganhou até nome: multitarefa. Se é melhor ou pior, ainda não sabemos, mas é outro jeito.
O que interessa aqui é fato indiscutível de que a Internet entrou definitivamente para o mundo do marketing e da propaganda e aí tudo na web passou a fazer sentido, inclusive a publicidade e, por que não, a rich media.
Não que o velho e bom banner, com suas variações em altura e largura, esteja com os dias contados. Porém, Rich media, é outra história. Suas possibilidades criativas são quase ilimitadas. Rich media tem a ver com surpreender, encantar, provocar interação, divertir, gerar repercussão e vender produtos. Tem a ver com som, movimento, velocidade e experimentação. Em síntese, tem a ver com criatividade e retorno, que são a razão de ser da indústria da propaganda. Parece pouco? Não é: a boa peça publicitária em rich media faz tudo isso sem ser intrusiva ou atrapalhar a navegação das pessoas.
Mas como conseguir esses resultados se parte do público da internet ainda navega em conexões lentas? Bem, duas boas notícias: primeiro, existem soluções de rich media bastante eficientes e que não são necessariamente “pesadas”. Segundo, há muito mais gente navegando em banda larga do que parece. De acordo com dados do IbopeGNet, o Brasil tem 33,5 milhões de internautas. Estima-se, que a penetração da banda larga no país é de 8%. Em números projetados estamos falando de cerca de 14 milhões de pessoas que não sofrem mais com a banda estreita.
Empresas que no início da web comercial destinavam pouco ou quase nada da sua verba de mídia à internet, hoje investem alto no meio online e dão show de criatividade publicitária nas páginas dos portais. Para essas empresas, a internet já deixou de ser uma mídia segmentada. Ela virou uma plataforma de lançamentos de campanhas. Quando criativamente alinhada com as peças veiculadas nos meios offline, ela rentabiliza os investimentos e multiplica o retorno.
Criatividade, no caso da rich media, resulta em vendas e ainda beneficia a marca. Segundo estudos recentes da Dynamic Logic sobre campanhas online de diversos segmentos anunciantes, o uso de rich media melhora de 10% a 70% os resultados das métricas de brand (reconhecimento da marca e preferência) e de intenção de compra.
Para quem trabalha com publicidade online, o momento atual é o melhor já vivido. Melhor até do que o dos tempos de euforia de 99. Afinal, todas essas mudanças vêm gerando receita recorde para veículos e agências e retorno comprovado para os anunciantes. Mas, melhor ainda, a dinâmica atual vem permitindo que mais e mais profissionais de marketing e propaganda participem dessas mudanças como protagonistas, experimentando, errando, acertando e se reinventando no setor da indústria da comunicação que se redesenha todos os dias.
Olavo Ferreira (olavo@yahoo-inc.com)
Diretor Comercial do Yahoo! Brasil
"A comunicação de massa acabou". Digital Age 2.0
Simões salientou que a companhia vai se comunicar com cada um dos seus consumidores individualmente, não obstante a escala do seu produto, e vai trazer cada vez mais valores para a sua marca. "É preciso ter respeito à inteligência do consumidor", apontou ele.
Atenção ao consumidor também foi o tema apresentado no painel por Mercedes Sanchez, autora do blog Tá Difícil e especialista em usabilidade. "As empresas não percebem que ao responder um usuário em um blog, ela está respondendo a todos", ressaltou ela.
Já Risoletta Miranda, sócia e presidente da Addcomm, ressaltou a importância de entender esse novo consumidor. "Não há verba de anúncios ou estratégia que funcione, se você não entender o que vai na cabeça do homo digitalis", apontou ela.
A transição para a publicidade digital exige também novos meios de medir resultados, como apontou Oswaldo Barbosa de Oliveira, presidente de IAB Brasil e diretor geral do Microsoft Online Services Group. "Não dá mais para usar apenas o pageview como métrica", ele enfatizou, apontando que novos recursos, como flash, AJAX e vídeos, não podem ser mensurados pelos critérios tradicionais.
Oferecendo um contraponto ao entusiasmo em relação às novas mídias, Nelson de Sá, jornalista e autor da coluna Toda Mídia, da Folha de S. Paulo, relatou a angústia dos representantes da ?velha mídia? com a pressão da web. "Valores da imprensa, como distanciamento e objetividade, estão se perdendo", criticou.
Publicidade discute a censura
Para publicitários, País vive um momento de crescimento das restrições à criatividade na comunicação