quarta-feira, 11 de julho de 2007

A tropicalização de Cannes e a propaganda brasileira

Hoje respeitada internacionalmente, a propaganda brasileira compete em pé de igualdade com países desenvolvidos e muito mais abertos às novas tecnologias. O papel do consumidor nesta transição foi fundamental, ao exigir interação e criatividade.

Nos últimos anos, estamos mais interativos do que nunca no Brasil, assim como em todo o mercado publicitário mundial.

De alguns anos para cá, temos servido de referência para muitos países, devido a grandes nomes que tornaram a propaganda brasileira respeitada internacionalmente, como Júlio Ribeiro, Washington Olivetto, Eduardo Fischer, Nizan Guanaes, Alex Periscinoto, Roberto Duailibi e tantos outros.

Mas, tudo muda constantemente e a propaganda brasileira também mudou muito desde que o nobre personificado pelo saudoso ator Raul Cortez aderiu à mortadela e trouxe para cá nosso primeiro leão.

Hoje, o consumidor quer interagir com as suas marcas favoritas, o que nos leva a ser cada vez mais interativos. O negócio da comunicação, que era monólogo, virou diálogo. Mas tanto monólogos quanto diálogos, se não forem brilhantes, originais, inteligentes e pertinentes, acabam sendo vazios.

As novas tecnologias (que são uma delícia) ainda não batalham o raciocínio fundamental de que, sem a grande idéia, a tecnologia é apenas um adereço, um bom disfarce para a falta de uma idéia consistente ou tão somente números que comprovem que as idéias não foram brilhantes. Esta é a única verdade absoluta do negócio da comunicação.

Foi assim na época do rádio, no início da televisão e continuará assim hoje, nesse mundo da internet, da TV digital e o que mais vier. Ainda estamos adequando as ferramentas para a criatividade brasileira.

Tanto assim que espero, em breve, ter no Festival de Cannes uma categoria, destinada a escolher as melhores campanhas via aparelho móvel (celulares, palms etc.), o que servirá para incrementar e estimular o uso de campanhas cada vez mais alternativas e intimistas.

Essa categoria vai surgir com o crescimento dos jovens, eles estão preparados para essa forma de comunicação. Nasceram com palms e celulares no bolso. Dificilmente o público mais velho irá interagir com essa nova forma de comunicação. É um publico ainda desconfiado.

No ano passado o Brasil, encerrou sua participação com nove leões na categoria Cyber Lions: Leões de Ouro, com as peças “Crash”, da DM9DDB para Itaú Insurance; “Oops”, da Euro RSCG 4D para Poliflor, da Reckitt Benckiser; “Purificador de água”, da AgênciaClick para purificador de água Brastemp da Multibras; “Scroll”, da F/Nazca S&S para T-Fal, da Arno.

E ganhou Leões de Prata com “Caminhos”, da Publicis para Montana, da General Motors; “Shake”, da AgênciaClick para revista Sexy, da Editora Peixes.

Leões de Bronze com “Lesson 13”, da DM9DDB para academias Gym; “Cachorro”, da Lov para Eclipse 2006, da Mitsubishi Motors; “Zzzzzzzzz”, da DM9DDB para Speedy, da Telefônica.

É bastante provável que neste ano iremos conquistar mais leões em relação ao ano passado, mesmo com 13% a menos de peças inscritas. Mas ainda não será o ano da grande vitória brasileira.

Houve uma queda nas inscrições de mídias tradicionais. Estamos mais preparados para a mídia online e o resultado brasileiro está longe de ser ruim. Esta é a terceira melhor performance de inscrições do país desde o ano de 2000.

Este ano temos ferramentas tropicalizadas para o nosso mercado, adequadas para a criatividade brasileira ser mais interativa e temos cases com o uso extremo de rich media e tecnologias dinâmicas, que permitem que diferentes peças em uma mesma página conversem entre si.

São peças que tomam a tela inteira, vídeos interativos com participação direta dos usuários e inúmeras outras maravilhosas execuções criativas, sendo algumas delas embasadas também em uma estratégia ousada, um planejamento completo e mais que isso, a completa integração entre técnicas Above-the-line, Bellow-the-line, Through-the-line, Offline, On-line ou qualquer outra denominação que quiserem criar.

O ponto chave é que o consumidor foi parar no centro da mensagem, e não mais como um mero espectador em grandes vias de comunicação.

Aqui nos trópicos temos a felicidade de ter inúmeros clientes que investem nesses novos formatos e na participação do Festival e, com isso, temos uma prévia do que será Cannes 2007.

Temos certeza de estarmos caminhando na direção correta através da Galeria Criativa, que desenvolvemos em parceria com o M&M Online, onde mostramos os melhores cases escolhidos por um júri composto por profissionais competentes e de renome do mercado nacional, com peças de altíssima qualidade, relevância e que além de chamar a atenção do usuário, convida-o a interagir ampliando seu relacionamento com as marcas.

A verba anual do mercado tropical ainda é bem menor que do mercado internacional. A MatosGrey, com apenas dois anos de existência, surpreende pelo volume de peças inscritas este ano com 144 peças sendo 17 no Cyber Cannes.

Hoje, as agências estão dando mais importância para as campanhas online. Ano passado, a escolha da melhor agência do ano ser digital fez com que outras agências vissem campanhas online com outros olhos e gerou um despertar nas agências offline.

Fez com que todos se preparassem melhor, buscando competitividade criativa e buscando ferramentas adequadas para tornar real aquilo que há cinco anos ainda não era possível, quando apenas uma pequeníssima parcela acreditava que seria possível se comunicar dessa maneira.

Porém, a resposta do consumidor foi positiva, já que ele sempre estivera à procura de canais em que pudesse interagir com as mensagens que recebia e à medida que a tecnologia lhe permitiu ter esses canais na internet, o sucesso foi imediato.

Como eu sempre fui um dos poucos que acreditava na interatividade tropical e hoje vejo cases brasileiros concorrendo a leões de ouro em condições de igualdade com países de PIB e economia de primeiro mundo, como Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França e Alemanha, que este ano inscreveu 21% a mais de peças, me sinto realizado.

Ainda sou um dos poucos que acredita em campanhas via celular, mas daqui a dois anos ou mesmo daqui a alguns meses, quem sabe, voltaremos a falar sobre isso.

Provavelmente quando houver a festa de premiação da melhor campanha via celular, talvez criada por uma agência brasileira. Quem sabe? [Webinsider]

…………………
Texto: Roberto Eckersdorff
colaboração de Washington Olivetto, presidente da W/Brasil.

A UNICA DISPONIBILIZA PLATAFORMA DE BEHAVIORAL TARGETING

A Unica , empresa especializada em soluções de Marketing Digital e representante para América Latina da Atlas unidade de operação da aQuantive, Inc. (NASDAQ:AQNT), está disponibilizando a agências e anunciantes, a plataforma de Behavioral Targeting da Atlas.

A Unica, empresa especializada em soluções de Marketing Digital, anuncia a primeira plataforma de Behavioral Targeting ou targeting comportamental para Agências e Anunciantes, através da plataforma Atlas Solutions.

A Plataforma permite às Agências e Anunciantes entregar diferentes peças, para diferentes públicos, de acordo com várias formas de comportamento dos usuários.

Segundo a empresa, o grande diferencial da plataforma é a variedade de formas de segmentar a entrega publicitária, sem necessidade de realizar inúmeras operações técnicas. Basta definir no início da campanha os objetivos e regras, e a partir daí a plataforma é que faz o trabalho, facilitando o dia-a-dia operacional, economizando recursos gerenciais e financeiros e ampliando resultados e conhecimento.

* Se quizer saber mais sobre Behavioral Targeting da uma olhada em máteria anterior aqui no Blog.

Dia da pizza é para fazer campanha institucional ou é pra alavancar vendas?


Não sou de fazer isso mas dessa vez não posso deixar passar batido minha percepção em relação a falta de planejamento das agência, ou melhor ainda, a falta do foco no cliente.
È engraçada(ou triste, dependendo do ponto de vista)como as grandes agência esquecem do cliente!!
Falam, falam, falam, "Temos que nos preocupar com os clientes", "Aqueles que não focarem no cliente estarão perdendo mercado", a internet cria o conceito do novo consumidor, blablablabla...

Por que isso hen, por que não se preocupam de fato com o principal motivo de uma marca existir?

Ontem foi o dia da pizza, muito bem,muito legal.
Abro a página do terra e vejo um banner da Perdigão. Abro a ZH e lá esta um anúncio de página da perdigão (assinado pela Y&R).

Achei de mais, institucional, fortalecimento de marca, ual!!

Postei no blog, dei crédito para o senhor "Justos", até que de noite, lá estava eu no Galo,e resolvi ler a Zero novamente, com mais calma... e foi ai que prestei atenção na mancada que o tio Justos deu (tô a horas tentando achar uma dele) ao esquecer do principal motivo a se anunciar "Pizza" no "Dia internacional da Pizza" VENDER!!!

Dia dos namorados, dia das mães, dia dos pais, dia da criança, dia do dia, dia da noite do dia, dia do fulano, dia de vender mais.

È puro comercio e a Y&R esqueceu deste pequeno detalhe ao fazer uma campanha nacional.
Agora muitos que estão lendo devem estar falando, bah que menina chata, nem sabe o que esta falando... pois bem, sabe o que quero dizer com toda essa enrolação?

Quero dizer que na página ao lado da do MRSº J esta a do "Tio Mart", conhecido como Nacional aqui em Porto Alegre, e pequeno detalhe é que a pizza da sadia estava anunciada a R$ 3,99.
Tem noção, sadia a R$ 3,99!!!

Quando me dei conta, na hora, impulsivamente, coloquei meu casaquinho, atravessei a rua e fui no super!!
Precisava comparar preço, ver se as pessoas estavam comprando pizza, (Falando nisso Rael, to esperando pra irmos no super hen, já montei até o chek List de tudo que precisamos comparar!!), e principalmente ver a que preço estava sendo vendida a "Apreciatta".

Quando cheguei no super ficou mais claro ainda que eu estava certa, eu olho pro lado tem uma senhora com umas 10 caixas de pizza e adivinha? Sadia!!

Sério,eu não podia estar errada, dia da pizza não serve pra fortalecer marca, serve pra vender!!!!

A Y&R esqueceu de anunciar no canal mais propício para a data - Encarte de promoções do Wall Mart ou de qualquer supermercado que fosse!!

Que adianta banner eletrônico, anúncio de página em jornal, tv??
Qual o resultado dessa ação? Consumidor olha a pizza, lembra que hoje é dia da pizza, da vontade de comer pizza, liga pros amigos e marcam de comer pizza, vão ao supermercado e adivinha qual pizza eles vão comprar?
Perdigão, a que estava anunciada em página inteira da ZH (R$ 24.000,00 o anúncio) e que no PDV esta R$5,48 ou a Sadia que todo mundo adora que sempre esta caríssima e que esta sendo vendida a R$ 3,99???

Parem de colocar "banca" caros homens da publicidade e passem a lembrar como funciona os hábitos de consumo de cidadão brasileiro! Tratem o cliente como ele deve e que ser tratado!! Brasileiro procura preço, varejo dev oferecer preço, pizza no dai da Pizza deve ter preço!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A dúvida que fica é, será que eu realmente peguei uma falha do Justos que pecou no planejamento, ou será que a falha esta no marketing da perdigão.
A verdade é que a perdigão gastou maior grana pra comemorar o dia da pizza e com certeza quem saiu ganhando foi a sadia que deve ter vendido muiiiitttoo no dia de ontem!!

Quem também deve ter adorado o dia da pizza é a Coca cola, hahaha
Deve ter vendido umas a mais....

terça-feira, 10 de julho de 2007

Campanhas on line

Essa apresentaão mostra bem o conceito de segmentação do target on line.
Muito boa...

Perdigão aposta em ação digital para Dia da Pizza




A Perdigão lança ação digital criada pela Y&R de olho no Dia Internacional da Pizza, comemorado nesta terça-feira, 10.

Teasers com os títulos “Não resistiu esperar?” e “Que tal colocar a mão na massa?” estão sendo veiculados na home do portal Terra, ilustrados por imagens de um dos sabores da Pizza Apreciatta.

Na terça-feira, a marca ganhará ainda uma vitrine, banners fixos na lateral direita da página. A Perdigão será a única anunciante no espaço entre as 11h e 12h e entre as 18h e 19h.

Mas há tio justos hen!!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Targeting e Planejamento

E por falar em conexões achei bem "rica" esta apresenatção que fala sobre Web 2.0.
O termo parece já estar batido, mas por incrivel que pareça ainda tem muita, mas muita gente que não sabe o que é ou que ainda não entendeu o conceito.

È uma pena, talvez nosso dias ficassem mais alegres e nossas love marks se tornariam ainda mais amadas...

Mídia ou Conexões?

Hoje ao abrir a ZH, ta bom, hoje depois que o diretor de arte aqui da agência me falou, abri a ZH..., mas enfim o importante é que dei de cara com dois anúncios de página da Agência Escala, um falando "Aquilo que já sabiamos" que a Escala é tri campeã no top de mídia, e outro falava apenas do novo departamento criado por eles,que agora não se chama mais mídia mas sim CONEXÔES!!!
Adorei a iniciativa da agência e principalemte do posicionamento dos mesmos, mas o que eles estão falando nada mais é do que o simples, o óbvio e o novo, já descrito pela competence, pela DCS, pela SLM, pelos publicitários do mundo.
Parece que as agências estão buscando um meio de nos falar" Ei, vc viu, nós entendemos o ultimo livro do kotler, o que o keller escreveu esta certo e nós iremos segui os ensinamentos do mestre, ó nós lemos a estartégia do Oceano Azul, e nós descobrimos este mês que, mais do que nunca, o foco deve estar no cliente pois é ele quem paga o nosso "fee"..

Mesmo assim adorei saber que a Escala agora tem Conexões e não mais Mídias, pois quem me conhece um pouquinho sabe o quanto sou fascinada por ações que estejam voltadas para o consumidor e não mais aquela em que o consumidor precisa se voltar, seja para frente da TV, rádio para poder ser atingido.

Parabéns ESCALA, mataram a pau...

Detalhe... para o anúncio ficar ainda mais completo eles colocaram essa apresentação em PPT no slide Share!!
Não é demais?? uma grande agência que prova e comprova que usar da Mídia, ops da Conexão alternativa não é papo de "Adolescente recém chegado na facul" mas sim de publicitários que dão ouvidos a essa nova forma de comunicação existente chamada C2C.
será que nós blogueiros comtribuimos com isso??

domingo, 8 de julho de 2007

Marketing viral e de emboscada são ferramentas da Guerrilha

Para provar que o Marketing de Guerrilha tem crescido no Brasil, o Diretor de Planejamento da Agência Espalhe, especializada neste segmento, Gustavo Fortes explica a essência deste meio que tem como lema não comprar mídia. O marketing de guerrilha é baseado literalmente no boca-a-boca gerado por pessoas após um evento, feiras ou grandes concentrações de pessoas.
O marketing viral, assim como o marketing de emboscada, são as mais utilizadas pelas empresas e alimenta cada vez mais a criatividade dos seus criadores. Nesta entrevista ao Mundo do Marketing, Fortes fala das ferramentas que utiliza para elaborar campanhas para marcas famosas ou novas.
Gustavo Fortes ressalta ainda a diferença entre o marketing de guerrilha e ações de pirataria, explicando que grandes empresas não perdem tempo – e nem dinheiro – com campanhas que possam gerar problemas judiciais ou arranhar a imagem construída de uma marca forte.
Estamos chegando perto dos jogos Pan-Americanos. As marcas que não são patrocinadoras do evento podem fazer marketing de guerrilha para aproveitar a repercussão do evento?Sim. Isso pode ser feito através do marketing de emboscada. As empresas aproveitam grandes eventos e mobilizações, de forma absolutamente legal, para promover a sua imagem. É diferente de pirataria, que seria usar a marca do PAN 2007, por exemplo, em camisas sem ter o direito de fazer isso. Em Copa do Mundo, Olimpíadas, isto também acontece bastante. O marketing de guerrilha não compra mídia. Usamos o boca-a-boca. É muito importante pegar carona no assunto que as pessoas já estão falando. O PAN é um evento muito grande, importante para o Brasil, para o Rio de Janeiro e muitas marcas estão falando disso.
As marcas devem aproveitar de forma inteligente. Nas copas do mundo, a patrocinadora oficial sempre foi a Adidas. Depois de pesquisa global feita no mundial de 2006, as pessoas achavam que a patrocinadora oficial do evento era a Nike. Na copa de 1998, em Paris, você só via ações da Nike acontecendo em vários lugares. Ações inteligentes, legalizadas pela prefeitura, ações que fazem o público pensar que a Nike realmente é a patrocinadora da copa. Os patrocinadores oficiais, em minha opinião, desembolsam uma grana preta (US$ 45 milhões) e pensam: “Pronto! Já estou patrocinando, tudo bem” enquanto que a Nike faz essas ações, aparece muito mais, está mais próxima do cliente e as pessoas ficam com a percepção de que ela é a patrocinadora. Isto se chama marketing de emboscada.
O que você não recomenda para estas empresas que pensam em fazer o marketing de guerrilha?O maior erro é a pirataria. Utilizar uma marca sem autorização legal, como o exemplo do PAN 2007. Não acho necessário fazer isso. Normalmente acontece com pequenos comércios, porque a pirataria as grandes empresas não fazem. Hoje, o espírito das conversas em qualquer esquina já está em torno de esportes e se você se associa a isso de alguma forma inteligente a sua marca vai ser lembrada. Qualquer empresa pode fazer marketing de guerrilha? Qual deve ser o foco para seguir este caminho?Quando se pensa em guerrilha, logo vem a imagem do Vietnã na cabeça das pessoas. Pensando em Vietnã, remete aos EUA. Daí vem à idéia de que eles tiveram que potencializar os poucos recursos que tinham, comparados com os EUA, e tiveram que encarar eles de frente. Assim, o marketing de guerrilha é feito mais por pequenas empresas. É feito pela lanchonete da esquina para brigar com a grande cadeia de fast-food, por motivos de sobrevivência. As empresas pequenas devem, sim, fazer o marketing de guerrilha por não ter muito dinheiro para gastar com a mídia, fazer grandes eventos, eles devem pensar de forma criativa. Por outro lado deve ser feito também por grandes empresas.
Existem muitas marcas brigando por atenção. As pessoas não estão mais olhando para os outdoors como antes. Por isso que a Nike faz marketing de guerrilha e de emboscada em eventos esportivos. Uma das marcas mais guerrilheiras que tem é o Google. Ela é uma das mais admiradas e importantes marcas do mundo segundo pesquisas e isso, sem fazer um anúncio. Eu nunca vi um anúncio do Google no jornal. Esta marca cresceu através do boca-a-boca. Tanto a empresa pequena deve fazer marketing de guerrilha para sobreviver, quanto a grande deve fazer para se destacar e ter atitude.
Uma empresa que está fazendo marketing de guerrilha inteligente, com atitude, é vista com mais importância do que aquela que só assinou um cheque e está aparecendo na placa de publicidade do campo de futebol. As empresas patrocinadoras deveriam se preocupar em fazer antes um marketing de guerrilha na rua, na internet, para chamar a atenção das pessoas. Quais são as características do marketing de emboscada?O marketing de emboscada se aproveita de grandes concentrações de pessoas, eventos e feiras. Uma determinada empresa queria participar de uma feira, mas não possuía verba necessária para estar em um dos stands. Nós negociamos com as pessoas no ponto de táxi, que ficava fora do pavilhão da feira e, assim, patrocinamos todos os carros, colocando o material da empresa dentro dos taxis, como capa de banco e uma leitura para os passageiros, direcionando para um site. Isto é um marketing de emboscada. É pensar em soluções com mais criatividade, relevância e atingir o público-alvo. Chamar a atenção para sua marca de forma diferente.
A guerrilha é a melhor forma de gerar o boca a boca? Quais outros meios podem ser utilizados?Uma forma boa de gerar o boca-a-boca é pegar modelos famosas, caras, de preferência uma das Top’s e colocar ela nua num outdoor ou numa capa de jornal, todo mundo vai ver, vai falar. Neste caso a empresa está pagando mídia e o cachê da modelo. E aí entra a questão, o quanto isso é relevante para sua marca realmente? Lembro que antigamente os comerciais da Hollywood, que passava no domingo, no intervalo do Fantástico, eram comentados por todos na escola na segunda-feira. Lembro porque mostrava esportes novos, desconhecidos do público. Isto acontece cada vez menos hoje em dia porque existe muita informação e as pessoas não comentam. Então, o que as marcas querem? Elas querem que as pessoas comentem e que falem dela.
Além da propaganda, que funciona, temos que fazer as pessoas falarem. Tem que estar em blogs e redes sociais. Isto é o marketing de guerrilha. O ideal é já estar na estratégia antes de lançar o produto, o que nem sempre é possível. Sem isto a marca fará outra campanha e estará jogando dinheiro fora. Tem que pensar em campanhas que farão as pessoas falarem. As marcas querem estender o seu nome além dos 30 segundos do comercial. A maioria delas já está pensando nisso. O foco é gerar interesse da mídia. Isto é estratégia de guerrilha, criatividade de guerrilha.
Como você vê o futuro neste seguimento? Quais as novidades?As pessoas falam que “o marketing viral já encheu o saco”. Mas essas pessoas gravam vídeos toscos, fingindo ser caseiro, colocam no youtube e acham que é sucesso e que são modernos. A ferramenta de marketing viral está embaixo do marketing de guerrilha, porque o futuro é pensar cada vez mais em como gerar o boca-a-boca, gerar mídia espontânea. O nosso negócio é esse. Marketing viral e de emboscada são ferramentas da guerrilha. Temos que estar um passo à frente sobre as coisas que são novidades. Saber o que as pessoas estão procurando, o que estão conversando e o que as farão falar. É isso o que a gente tem que pensar. Se o Second Life não tem mais graça, o que fazer? O que procurar? Quais as novidades? Como ter uma presença diferente no Youtube?
Como a Espalhe fez para atingir tantas pessoas em diferentes estados do Brasil? Como foi a estratégia?Isto é puro marketing de guerrilha. É utilizar uma comunidade no Orkut e criar um blog. As empresas estão acreditando muito nestas ferramentas. Hoje as pessoas nos procuram porque querem ter uma rede social, querem ter um blog, coisa que antes ninguém sabia o que era. É mais fácil quando se tem empresa pequena. A Espalha, por exemplo, que foi escolhida como uma das dez melhores agências para se trabalhar em votação do Brasil inteiro. Entre os estudantes, ficamos entre as cinco melhores para se trabalhar. Pessoas do Brasil inteiro nos conhecem.
Quais campanhas tiveram grande repercussão na mídia e mais te marcaram?O guerrilheiro por natureza é o dono da empresa. Aqui na espalhe todo mundo participa do Blog, todos participam da rede social. Existe um exemplo clássico de marketing de guerrilha em eventos esportivos que foi a marca Dijon – que lançou a Luiza Brunet. O dono da marca estava em uma Copa do Mundo com uma bandeira da Dijon fazendo o marketing de emboscada. Ele fez porque era o dono. Ele fez um bandeirão com o nome da marca. Como se tratava de um evento televisionado para o mundo inteiro, a marca seria vista no Brasil e logo iria gerar o boca-a-boca.
Aqui a gente tenta fazer este serviço para empresas que cresceram e que não tem a figura do dono, que quer ir a uma Copa do Mundo, por exemplo, só para divulgar a sua marca. Quando começamos uma ação, primeiro pensamos em conteúdo. Depois, vem o quanto ele vai poder ir pra frente. Depois colocamos esse conteúdo na rua. Um bom exemplo é a Cônsul Aquarela, uma geladeira que foi desenvolvida para que pudesse ser desenhada, rabiscada, colorida, mas com possibilidade real de ser limpa sem deixar marcas.
Colocamos esse produto em vários lugares com concentração de pessoas junto com o mágico Tommy. Ele perguntava aos consumidores do que eles mais gostavam. As pessoas falavam os produtos e suas marcas preferidas. O mágico pedia para que então, desenhassem esses produtos na porta da geladeira e aí ele abria a porta e estava lá o produto. Esta campanha atingiu no máximo 30 mil pessoas. Nós pegamos este material, levamos pros blogs, redes sociais e potencializamos ainda mais. Isso fez com que esse número chegasse a 300 mil pessoas.
Como somos uma empresa e não o dono da Dijon, nós falamos com a assessoria do mágico e o levamos para vários programas de auditório (Ronie Von, Ana Hickman, Eliana, Octavio Mesquita, nos veículos) e na Veja São Paulo e Estado de São Paulo. O nosso trabalho é pegar a idéia do dono da Dijon e potencializar ao máximo. Se nós tivéssemos que fazer aquele marketing de emboscada, por exemplo, teríamos fotografado o bandeirão, criado uma comunidade nas redes sociais para que todos pudessem ter acesso, colocaríamos nos blogs...

A chevrolet esta com uma mega promoção on line, onde os participantes se escrevem numa gincana virtual e podem concorrer a vários prêmios como viajem e tal.


Eu participei, mas mesmo indo bem minha colocação ficou em 1439º lugar.


Já viu né, ta disputado...




Vale a pena, quem sabe você não vai melhor do que eu!!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Na última quinta-feira (15/06), o Techguru publicou a aparição de curiosos hologramas de pessoas e paisagens na no DVD do Windows Vista Business. Até descrevemos algumas delas, mas ninguém sabia o que tais imagens significavam. Agora, o mistério foi resolvido. A Microsoft explicou que a inclusão dos hologramas se deve a inclusão de um mecanismo de segurança. A imagem que mostra três pessoas felizes e sorridentes, por exemplo, tem como objetivo dificultar a cópia pirata dos discos originais do Vista.


Sobre a identidade das pessoas que aparecem na foto acima, Nick White, gerente de produção do Vista, divulgou em seu blog que os indivíduos em questão são os responsáveis pelo desenho do holograma e que a Microsoft nunca esperou que as imagens fossem encontradas.

Ouvinte poderá criar um novo sabor de pizza que irá integrar o cardápio da rede


A rádio 89 FM e a rede de restaurantes Pizza Hut firmaram parceria e lançaram o concurso "Monte sua pizza 89 na Pizza Hut". A receita escolhida fará parte do cardápio da rede e o criador receberá uma festa para 89 amigos.
Para participar, basta entrar no site da 89FM, fazer o cadastro e montar sua pizza escolhendo os ingredientes indicados.

Ação para Bohemia tem bonde de 1853 e pessoas caracterizadas com trajes de época

A DM9DDB colocou nesta terça-feira (3), nas ruas de São Paulo, um bonde de 1853 que circula com pessoas caracterizadas com trajes de época. A ação faz parte da campanha criada para a Bohemia. O bonde começou seu percurso na Av. Paulista e vai até a Av. Faria Lima. Os atores que realizam a ação distribuem para os transeuntes o jornal O Estado de São Paulo com uma edição especial: a capa do antigo Estadão, chamado A Província de São Paulo, que começou a circular pouco depois da criação de Bohemia. A campanha, que conta também com filme de 45” e 30” e mídia impressa, exalta a história e a tradição da primeira cerveja do Brasil, mostrando que ela é fabricada com a mesma excelência desde 1853, passando por muitas gerações de mestres-cervejeiros.

terça-feira, 3 de julho de 2007

INTEL


Para atrair a atenção de um público formador de opinião de tecnologia não é preciso gastar muito. Basta fazer uma ação numa rede social cool como o Flickr (ATENÇÃO: o Second Life não serve!) e divulgá-la em algumas listas de discussão relevantes.
Foi isso que a Maô Guimarães da Intel fez no Radinho:
O Flickr/Yahoo! e a Intel lançaram um concurso de fotografia pra fechar a Semana da Mobilidade 2007 da Intel. O tema é mobilidade. Facinho: quem estiver a fim de participar, é só mandar pro Flickr uma foto sua, original, mostrando o que “mobilidade” significa pra você. Tá valendo um notebook equipado com a tecnologia de processador Intel® Centrino® Duo e 10 contas Flickr Pro durante um ano.
Mais detalhes, regulamento etc
Claro que o prêmio ajuda muito, mas a sensação de que a empresa está falando realmente com você, e não anunciando na Veja para falar com todo mundo, também é muito importante.
A imagem que ilustra este post é da Roberta Zouain e está participando do concurso.

Blackle: viral parasitário


Partindo da informação de que uma página totalmente branca gasta cerca de 74 watts enquanto uma página totalmente preta gasta somente 59 watts, Mark Ontkush fez um post em seu blog (o blog dá dicas e informações sobre "TI sustentável"!!!!!!!!!!) dizendo que economizaríamos uma enorme quantidade de energia se o google simplesmente mudasse o layout de suas páginas para fundo preto.
Considerando a enorme popularidade do Google e toda a onda do ecologicamente correto, uma empresa australiana se apoderou rapidamente (e muito inteligentemente) deste conceito.
A Heap Media fez uma versão preta do search engine mais popular do mundo ocidental e conclamou as pessoas a usarem esta versão para ajudarem a poupar energia (note que você só descobre ela no discreto copyright lá embaixo) :
We believe that there is value in the concept because even if the energy savings are small, they all add up. Secondly we feel that seeing Blackle every time we load our web browser reminds us that we need to keep taking small steps to save energy.
How can you help?
We encourage you to set Blackle as your home page [Nota do Editor: CARA DE PAU!]. This way every time you load your Internet browser you will save a little bit of energy. Remember every bit counts! You will also be reminded about the need to save energy each time you see the Blackle page load.
Help us spread the word about Blackle by telling your friends and family to set it as their home page. If you have a blog then give us a mention. Or put the following text in your email signature: "Blackle.com - Saving energy one search at a time.
Imagine o tamanho da interseção entre o Universo de pessoas que usa o Google com o universo de pessoas que tem alguma preocupação ecológica. Agora imagine este universo gigante olhando todo dia para a sua página: excelente idéia viral! Agora é só deixar os outros venderem esta idéia em nome da Heap Media e de graça:
Use Blackle, Save The PlanetBlackle - The Green Google

Stickers





Uma nova vertente artística surge em lugares inusitados da cidade. Latas de lixo, postes, placas de trânsitos, muros e o que mais poder receber um pôster ou um lambe-lambe é transformado em galeria de arte ao livre em questão de minutos após a passagem dos Stickers, palavra inglesa que traduzida ao pé-da-letra significa ?adesivos?.

Apesar da arte ilegal de rua não ser mais novidade e nenhuma grande metrópole do mundo, o sticker é um movimento que tem ganhado força nos últimos cinco anos com a proliferação da cultura underground e da busca de novas formas de expressão visual. Não devem ser confundidos com as propagandas clandestinas ou ainda com poluição visual, há um conceito por traz desse formato das expressões artísticas. Proveniente do grafite, o sticker começou a ser notado recentemente e já conquistou artistas que encontraram facilidade tanto na sua elaboração quanto na aplicação.

Ativismo coletivo

A proposta do sticker é através de manifestações de artistas individuais e de coletivos urbanos, criar um composto visual que dialogue com a estética metropolitana e debata através de uma linguagem lúdica e torta os principais pontos polêmicos da sociedade. Essa atitude já trouxe à luz instalações visuais por toda São Paulo. Basta andar com olhos atentos pela Rua Augusta, Avenida Paulista, Vila Madalena e muitas outras vias, viadutos e calçadas movimentadas, onde facilmente são encontradas figuras em cabines telefônicas, rostos misteriosos em postes e mensagens no mínimo curiosas.

Segundo os adeptos, o sticker é mais vantajoso que o grafite, pois é portátil e de fácil aplicação, sendo apenas necessário encontrar o lugar ideal para colocá-lo. Não há limite de tamanho nem de elaboração; A impressão dos adesivos ou, também comumente, dos lambe-lambes é com caneta, xerox, serigrafia, tintas plásticas ou qualquer outro tipo de grafismo que possibilite o efeito desejado.
O sticker é mais uma ferramenta que o artista urbano tem para se expressar, dependendo da mensagem, do lugar, do tempo disponível e da intenção, ele pode usar tanto o grafite como o sticker ou o stencil para colocar em prática o seu plano de ação.

Origens

Por ser uma forma de manifestação à margem da lei, é difícil saber onde se originou o sticker, mas é atribuído ao artista americano Shepard Fairey a apresentação e divulgação dessa pratica nas ruas, no início da década de noventa. Fairey, através de seus stickers, posters e lambe-lambes, encheu várias cidades norte americanas e européias com a clássica imagem, em alto contraste, do campeão de luta - livre André Giant, sempre com a indicação escrita: Obey Giant.

Fairey hoje em dia divide seu tempo entre as suas atividades artísticas nas ruas e a direção do estúdio Black Market, em Los Angeles, uma das mais prestigiadas agencias de design gráfico dos EUA.

Na capital paulista, o movimento sticker é presente há quase cinco anos e tem como principais nomes os grafiteiros como Boleta, Flip, Sesper e Zezão. A antiga escola do stickers, na maioria das vezes trabalhava a arte adesiva uma a uma a caneta, utilizando uma assinatura ou tag como imagem.

Um dos primeiros coletivos é o SHN. Foi o primeiro a fazer tiragens em serigrafia e expor uma quantidade de stickers e pôsteres exaustivamente repetidos, colados nas ruas de São Paulo, como uma linha de produção e montagem artesanal. Originários de Americana, mas com ações por todos os cantos e cidades aonde seus stickers e posters já chegaram, o grupo se infiltra na paisagem de concreto através de peças impressas. Lançando mão, principalmente, de cartazes, impressos em mídias reaproveitadas ou etiquetas adesivas oriundas de sobras industriais.

Outro coletivo de destaque com intervenções em diferentes regiões de São Paulo é o Faca que espalha em grupo ou individualmente, trabalhos que combinam, stickers e posters, além da sobreposição de pinturas realizadas as pressas e ilegalmente no local.

Adesivando a rede

A internet tornou-se a principal ferramenta de comunicação e exposição dessa cultura mundial. Através dela, artistas e coletivos de diferentes cidades e países se conhecem, apresentando e articulando iniciativas de ?exposições? de seus trabalhos. A troca do material é feita via correio, assumindo cada coletivo a responsabilidade de espalhar por sua cidade as obras dos colegas.

Outro meio de intercâmbio cultural entre os fãs do lambe-lambe são as galerias virtuais onde pessoas de todo o mundo se conhecem, trocam stickers por correio e têm o desafio de colar as obras dos amigos distantes em suas cidades, depois publicando fotos na Internet. É assim que muitos artistas ficam conhecidos internacionalmente sem ao menos saírem de suas cidades.

Vandalismo? Arte? Seja o que for a avalanche dos stickers não dará tão cedo trégua às selvas de concreto.